Quiosques hi-tech

Estou em Santos. Vim passar o Natal na casa de amigos. Estrada vazia e um calor de deserto.

Não voltava à cidade desde setembro, quando aqui estive para completar a apuração dos endereços campeões de VEJA Praia (http://www.vejapraia.com.br/), com os melhores bares, restaurantes e casas de comidinhas da Baixada.

Uma entre as coisas que me chamaram a atenção é a infra-estrutura dos quiosques de praia.

O Romildo’s, aqui no canal 6, perto do bairro de Aparecida, foi eleito o melhor. Aberto 24 horas, serve uns sanduíches de frango que valem por uma refeição (no cardápio há a indicação, se satisfaz duas, três, quatro pessoas).

Fiquei mais surpreso, porém, com o fato de ali ter TV por assinatura e DVD. Onde já se viu vir à praia e assistir TV? O pior é que em dias de jogos de futebol, o quiosque ferve!

Hoje, antes de chegar a Santos passei na praia do Tombo, no Guarujá, para um banho de mar – que estava ótimo, limpo, geladinho, aliás.

No Tombo há pelo menos dois bons quiosques: o Marcão e o Dinho’s.

Optei pelo Dinho’s, por conta de três comodidades: aceita pagamento com cartão de crédito, tem banheiro (limpo) e ducha de água doce para os fregueses.

Uma outra regalia, descobri mais tarde, é o serviço de praia. Por meio de uma ficha e acomodado sob guarda-sol e cadeiras cedidos pelo quiosque, o banhista é atendido na areia.

A melhorar, apenas a qualidade da comida – pedi lula a dorée, que estava mais borrachuda que o home-elástico.

Já a caipirinha, a R$ 6,50 e servida em copo longo, estava ótima.

A quem estiver no litoral Brasil afora, souber de outros quiosques seis estrelas e quiser dividir a dica conosco, fique à vontade.

E Feliz Natal.

Dinho’s: Av. Prestes Maia, 145, Tombo, Guarujá (SP), tel. (13) 3354-4087.

Romildo’s: Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº, Aparecida, canal 6, Santos (SP), tel. (13) 3273-5813.

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Para o seu amigo-secreto

Foto: divulgação
Gosto desse astral que antecede o Natal. Acho um barato essa histeria pelas compras de fim de ano, pelas happy hours, almoços e jantares de confraternização com a turma do trabalho, os amigos do colégio, a moçada da faculdade.

O coração da gente amolece, o pensamento já tá lá no ano que vem e, além dos bastidores da festa da firma, o que mais toma nossa atenção é saber o que, quando e em que bar vai acontecer a festa de amigo-secreto.

 

Fato engraçado é que, quanto mais cheio é o bar durante o ano, mais as pessoas o procuram para reservar as mesas a fim de fazer a troca de presentes.

 

Aposto que em qualquer bar a que eu decida ir agora haverá ao menos uma garota dizendo: “O meu amigo secreeeeeto é muuito gente boa..”

Pois bem, no meu modo de ver as coisas, acho que festinhas desse tipo combinam melhor com ambientes mais sossegados, nos quais seja mais fácil garantir um espaço e um serviço legais.

Pensei nisso quando fui ao recém-inaugurado Cigana Bar, em Pinheiros.

Não por acaso, o bar pertence ao mesmos donos da Chácara Santa Cecília, um dos preferidos para esse tipo de coisa.

Por ter pouco mais de dois meses de vida e ficar um pouco distante das ruas mais cheias da região, não tem ficado lotado. Espaço é o que não falta e o ambiente à meia-luz, com decoração kitsch, tem a ver.

Para beber não há nada que empolgue muito – chope Heineken, R$ 4,10 – mas da cozinha saem coisas gostosas.

Dois exemplos são a porção de falafel (R$ 14,00) e sanduíches como o de hambúrguer de frango com molho picante (R$ 16,00).

Se ainda não decidiu onde fazer a sua festinha de amigo-secreto, corra para lá.

Cigana. Rua Coropés, 87, Pinheiros, tel. (11) 3816-3843.

O melhor dos botecos do Rio não está no cardápio

Foto: reprodução do site

Por falar em Sting, o meu primeiro grande show na vida foi justamente o dele, em 1987, no estacionamento do Anhembi. Fui com meu tio Walter, morto aos 53 (ele levava o rock a sério demais…). Na verdade eu é quem queria ver o show, ele foi me acompanhando, já que o blogueiro aqui era um molecote de 11 anos. Lembro-me que de casa ao local do show, paramos nuns três botecos para ele tomar umas cervejinhas. Eu me contentava com guaraná, coca, guaraná.

Vinte anos depois, no Rio de Janeiro, uma vez mais vendo Sting ao vivo, a botecagem ficou para o pós-show. Do Maraca, segui de táxi para o Largo do Machado, a fim de conhecer a Adega Portugália.

A dica foi do Jotabê Medeiros, crítico de cultura pop do Estadão, a quem encontrei durante o show e com quem combinei de tomar a saideira.

Naquele pedaço do Rio, entre Catete e Laranjeiras, eu já conhecia o sensacional Café Lamas – dizem que Machado de Assis freqüentava a casa.

Pois a Adega Portugália é tão bacana quanto o Lamas. Nem tanto pela comida ou pela bebida – comemos bolinhos de bacalhau razoáveis e pasteizinhos de camarão e de carne gostosos; o chope, bem, é ruim como o de 99% dos bares do Rio. Sem colarinho, é mal-tirado, servido num copo de vidro grosso.

O que há de primordial nos velhos bares do Rio, como a quase quarentona Adega Portugália, a meu ver, é o astral, o clima, o garçom figura, o freguês falastrão ou de tipo engraçado – itens que não estão listados no cardápio.

Além das mesas sob o terraço de um prédio, a Adega tem dois salões: o do balcão, no qual os fiéis comem e bebem em pé, e o do restaurante, a que se chega após atravessar uma porta vaivém, como a dos filmes de bangue-bangue. Esse é o ambiente mais legal.

Como o Jotabê deu o cano e a minha energia foi acabando lá pelas 2 da manhã, fiquei sem provar o polvo que olhava para mim ali da vitrine do bar.

Na próxima vez que voltar ao Rio, resolvo esse problema.

Adega Portugália. Largo do Machado, 30-A, Catete, Rio de Janeiro, (21) 2558-2821.

Pensamentos de guardanapo

A julgar pelo que vi nos dois shows a que fui esta semana – The Police no sábado e Chris Cornell, ontem – só posso deduzir uma coisa: o rock’n roll combate mesmo os radicais livres. Aos 56 anos, Sting está inteiraço, ao passo que o shape magrela do Chris Cornell, 43, fez a mulherada ao meu lado, na pista, suspirar o tempo todo.

Vou ali dedilhar minha guitarra e já volto.

Cláudia e Fernando

Cláudia conheceu Fernando no primeiro dia de aula do curso de Publicidade e Propaganda. No segundo, já estavam apaixonados.

Dez anos depois, decidiram morar juntos.
E às doze horas do 1º dia do mês de dezembro do ano de 2007, Cláudia e Fernando oficializaram a união.
Cláudia e Fernando queriam ter uma celebração simples. Tão simples quanto os botecos que costumam freqüentar.
Por isso, não casaram na igreja, nem no cartório.
Cláudia e Fernando disseram o esperado SIM diante da meritíssima juiza de paz Lúcia Padoim e de cem convidados no salão do bar Salve Jorge, no centro de São Paulo.
Ela, de vestido branco, sem véu e sem grinalda e ele, de verde, com a camisa do Palmeiras e um sorriso incontido no rosto.
Além das fotos, um caricaturista retratou a festa – nada mais apropriado.
Os convidados serviram-se de dezenas de porções de polenta frita, mandioca frita e galetos, entre outros petiscos. Já que Cláudia não come carne, o bar providenciou frutos do mar, passados na chapa, ali na hora.
Para beber havia chope, caipirinha à vontade e 350 garrafas de cerveja Original.
Quem se manteve sóbrio, jamais há de esquecer aquela tarde de sábado.

 

Neste momento, Cláudia e Fernando estão em lua-de-mel, perambulando pelos botequins e pontos turísticos de Buenos Aires.
Que sejam felizes, juntos e para sempre.
Salve Jorge – Centro. Praça Antônio Prado, 33, loja 17, centro, tel. (11) 3107-0123.

 

Um domingo perfeito

Poucas coisas na vida são tão especiais quanto um domingo de sol, como ontem. Um domingo perfeito para acordar não muito tarde, a fim de tomar o café-da-manhã com calma, dar um passeio no parque – se você estiver no Rio ou em Fortaleza, tem o upgrade da praia – e almoçar sem pressa. E quem sabe para tomar um chopinho num bar antes do pôr-do-sol, como fiz ontem.
Certos bares, aliás, se prestam mais a um programa vespertino do que a uma balada até altas horas. Esse é o caso do Dita Cabrita, que foi aberto em julho passado, na Pompéia.
O bar tem uma ótima área ao ar livre, na qual foram plantadas árvores frutíferas, espécies ornamentais e flores. A decoração segue a linha rústico-chique, com mesas e cadeiras de madeira e pintura colorida descascada.
A dona da casa – e da cozinha – é Benedita Mazzari Pereira de Souza, que um dia teve o apelido de “dita cabrita” e que hoje é chamada pelos mais íntimos por “Benê”.
No começo Benê só preparava uma ou outra opção de salgado, além dos espetinhos de carne e de legumes (a partir de R$ 2,90).
Hoje o cardápio está mais redondo e rico: a porção de bolinhos da casa, feitos com massa de milho e recheio de cabrito desfiado, continua sendo o hit, mas ganhou a companhia de pratos. O bobó de camarão é um dos mais saborosos, e pode ser antecedido de uma porção de miniacarajés (R$ 19,00). Aos sábados, Benê serve feijoada.
O primeiro a testar as receitas da Benê é seu marido, Valter Pereira de Souza, o Valtinho. Sãopaulino, Valtinho é mais fiel que qualquer corintiano. Todo domingo vai à missa. Da igreja segue para o bar, a fim de ajudar a preparar tudo antes da chegada dos clientes. Não bebe, mas zela pela qualidade do chope, que está cada vez mais bem-tirado.
Para o Valtinho, foi mesmo um domingo perfeito: o São Paulo foi pentacampeão, o Palmeiras parou na Sul-Americana e o Corinthians caiu para a segunda divisão.
Valtinho comemorou pra caramba.
Dita Cabrita. Rua Barão do Bananal, 961, Pompéia, São Paulo, (11) 3868-2463.