Fumódromo, adote esta idéia


Não sou fumante e fico irritado, sim, quando acendem um cigarro perto de mim. Sempre acho que a fumaça vai fazer como nos desenhos animados: ganhar a forma de uma cobra hipnotizada e acabar vindo para o meu lado.

Só falta aquela musiquinha de flauta indiana…

Por isso, poucas coisas me irritam tanto em um bar quanto um sistema de exaustão deficiente. E isso é algo mais comum do que se imagina. Já saí fedendo a nicotina de vários lugares.
A mais recente defumada foi no Choppeta, onde estive para reencontrar uma amiga – não-fumante, como eu.

O bar até que é bacana: é uma espécie de boteco com vocação para a happy hour e para a paquera. Fica numa esquina defronte ao Esporte Clube Piinheiros e vive cheio desde que foi inaugurado no meio de 2007, pelos mesmos donos do Vacavéia.

Para acompanhar o chopinho regular, provamos uma porção de gostosos bolinhos de mortadela, daqueles de que se come um atrás do outro. Mas tenho certeza que no meio do caminho entre o prato e minha boca, a mortadela deve ter ficado um pouco mais defumada.

Saí de lá cerca de uma hora depois de ter chegado: tempo suficiente para que eu também me sentisse envolto num fumacê – e olha que o bar não estava tão cheio.

É por essas e por outras que achei ótima a notícia da proibição do cigarro em locais como bares, restaurantes e cafés de Paris. Isso, se não me engano, já acontece também em Berlim.
Mas como São Paulo não é Paris nem Berlim, só me resta mesmo torcer para que o Kassab copie essa idéia. Ou que, no mínimo, os donos dos bares reservem uma área para os fumantes.

Um fumódromo, por que não?

Choppeta. Rua Tucumã, 269, Jardim Paulistano, tel. (11) 3816-0431.

5 thoughts on “Fumódromo, adote esta idéia

  1. Concordo com o comentário do Denis. Não sou fumante (apenas charutos ocasionalmente, e em casa), mas acho que você está muito fresquinho pra quem se diz um legítimo apreciador de botecos. Afinal, boteco sem fumantes e cigarro não é boteco. Abraço!

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  2. Caro Assis,Obrigado pelo seu post. Boteco que é boteco tem portas abertas para a rua, mesas na calçada, a fim de acolher sob o mesmo teto e o mesmo toldo os beberrões e os abstêmios, os fumantes e os não-fumantes. O que não é o caso do bar sobre o qual escrevi.

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  3. Olá Miguel, no mínimo inoportuno os comentários dos “leitores”, pois você não ofendeu ninguém e não entendi as observações deles pois provavelmente os sentido de olfato não permite saber o quanto incomoda a fumaça, para os pulmões e o cheiro que fica na roupa, nos cabelos. Não se discute a liberdade de fumar, só que os fumantes são egoístas e individualistas ao não respeitarem também o nosso direito de não sermos fumantes por tabela. Bar e boteco para alguns é “para ver e ser visto”, não se ligam no atendimento, tomam cerveja quente ou “a que estiver mais gelada” e pedem chopp sem colarinho. Pelo menos estamos livres deles em alguns lugares como o Bar do Leo. Grande abraço,

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  4. Olá Miguel, também fiquei sem entender a postura dos posters iniciais. Viva a liberdade, né? Sou fumante (infelizmente e tentando parar), mas sou o primeiro a me incomodar pela falta de uma boa exaustão ou de janelas por perto, ou das ditas mesas na calçada. Talvez esses leitores nunca tenham levado uma esfumaçada na cara ou nos olhos, causando no mínimo algumas lágrimas. Viva a liberdade…

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