Porto Alegre é sempre um programa (tri) legal


A edição 2008/2009 de VEJA Porto Alegre chegou às bancas e aos assinantes da capital gaúcha no fim de semana.

Estive na cidade por 21 horas, entre as manhãs de quinta e sexta-feira, para o evento de lançamento da revista – razão pela qual mantive-me ausente deste blog, pelo que peço desculpas. A festa foi bem legal, com direito à uma bem temperada canja da banda do escritor Luis Fernando Veríssimo que, aliás, foi jurado da categoria Restaurantes.

Cheguei lá às 11h30, corri para o hotel para deixar a bagagem e às 13h, encontrei-me com meu amigo Alexandre, o João, João porque o sujeito tem lá seus dois metros de altura, mais o menos os mesmos do João Grandão, o personagem do desenho.

Almoçamos no Gambrinus, um misto de Bar Léo com Gigetto, que fica no belo e interessante Mercado Público. Quem nunca foi ou quem revê Porto Alegre deve sempre passar por essa casa aberta em 1889 e pedir a bênção.

Traçamos uma salada de bacalhau, seguida de costela com mandioca, e lamentamos não ser esse dia uma sexta-feira, quando a casa prepara uma sensacional tainha recheada.

Caminhamos pelo centro da cidade, despedimo-nos e segui para a General Câmara, uma ladeira que é uma espécie de rua das barbearias. Aliás, incrível: paguei R$ 8,00 pelo serviço que em São Paulo não sai por menos de R$ 15,00.

Em meio a essa calçada do Fígaro, fica o Bar Chopp Tuim, um dos indicados ao melhor chope de Porto Alegre. Descobri o bar por acaso, convém dizer, mas parei para tomar um, digamos assim, chope digestivo.

O lugar não deve comportar mais do que vinte pessoas em suas seis ou sete mesas. Acomodei-me no balcão, ao lado da chopeira, e dali pude ver o entregador empurrando até a casa, ladeira acima, o carrinho com dois barris cheios da bebida.

Por volta de 1h da manhã, depois que o evento de VEJA Porto Alegre acabou, desatei o nó da gravata, entrei num táxi e desci até a Cidade Baixa a fim de tomar a saideira – em tempo: deveria estar de pé às 6h, pois meu vôo de volta a São Paulo sairia às 7h.

A uns 50 metros da Rua João Alfredo, na Rua da República, já pude ver a multidão reunida na calçada, na rua, ocupando cada centímetro quadrado de asfalto em frente ao Ossip, que foi eleito o melhor boteco da cidade.

Completando dez anos, o bar tem pouco a ver com botecos como o Bracarense no Rio ou o Bar do Zezé em BH ou o Bar do Giba em São Paulo. Está mais para uma Mercearia São Pedro.

Chamaram-me a atenção o fato de agora a casa ter dois salões e o entra-e-sai de legítimas representantes da beleza porto-alegrense. Foi minha segunda vez ali, a primeira faz nove anos, justamente quando conheci a cidade.

Depois de traçar quase inteira uma pizza de brócolis – o petisco-símbolo do bar – e de tomar duas Polar, voltei para o hotel mais uma vez com a certeza de que Porto Alegre, como disseram Kleiton e Kledir, é “bah, trilegal!”

Bar Chopp Tuim. Rua General Câmara, 333, centro, tel. (51) 9962-8851.

Gambrinus
. Mercado Público, tel. (51) 3226-6914.

Ossip. Rua da República, 677, Cidade Baixa, tel. (51) 3224-2422.

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4 thoughts on “Porto Alegre é sempre um programa (tri) legal

  1. Pô, um cara que vai duas vezes a uma cidade em nove anos e se inspira em Kleiton e Kledir não tem moral para fazer comentário da cidade.

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  2. Wilson, de toda a matéria o seu unico comentário ficou restrito aos musicos Kleiton e Kledir? Qual problema? Vou lhe ajudar na lição de casa: K&K; são referencia nacional, suas composições foram gravadas por Caetano Veloso, Nara Leão, Ivan Lins, Zizi Possi e etc. Ganharam versões pelo mundo afora de: Mercedes Sosa,Fito Paez e Eugenia Mello e Castro. Eternizaram um sotaque diferente, apresentaram termos desconhecidos, como o “deu pra ti” e “tri legal”. O Governo do Estado lhes conferiu o título de “Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul”. Em Paris apresentaram 6 shows no Museu do Louvre, em 2002 foram homenageados pela escola de Samba Caprichosos de Pilares, em 2006 ganharam o Prêmio TIM, na categoria de melhor CD de canção popular.Wilson…larga do pé do Miguel!

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  3. Wilson,de toda a matéria o seu unico comentário ficou restrito aos musicos Kleiton e Kledir? Qual problema? Vou lhe ajudar na lição de casa: Kleiton e Kledir são referencia nacional, suas composições foram gravadas por Caetano Veloso, Nara Leão, Ivan Lins, Zizi Possi e etc. Ganharam versões pelo mundo afora de: Mercedes Sosa,Fito Paez e Eugenia Mello e Castro. Eternizaram um sotaque diferente, apresentaram termos desconhecidos, como o “deu pra ti” e “tri legal”. O Governo do Estado lhes conferiu o titulo de “Embaixadores Culturais do Rio Grande do Sul”. Em Paris apresentaram 6 shows no Museu do Louvre, em 2002 foram homenageados pela escola de Samba Caprichosos de Pilares, em 2006 ganharam o Prêmio TIM de melhor CD na categoria popular.Wilson…larga do pé do Miguel!

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