O kebab, de novo

Conforme prometi num post anterior, dias atrás voltei ao Kebab Salonu.

Havia passado por lá em abril, a caminho do Espaço Unibanco de Cinema, que é vizinho, e esperava apenas comer um kebab no balcão mesmo, como é comum em muitas cidades da Europa, enquanto aguardaria a hora de seguir para a sala. Só que o maître me disse que ali não, que só atendiam os clientes à mesa.

Como tudo que chega de fora recebe uma certa ‘abrasileirada’, imaginei que, bom, criamos a kebaberia-chique. Gentilmente, porém, dias depois o leitor Ricardo Amaral, que é irmão do chef e dono do Kebab Salonu, deixou um comentário neste blog explicando que a proposta da casa difere daquela que eu esperava, que o Kebab Salonu era mais uma brasserie que uma kebaberia de rua.

De fato, a casa instalada no mesmo endereço em que existiu o saudoso bar Longchamp, tem ambiente confortável, com paredes coloridas e iluminação indireta. Paredes vazadas e divisórias criam a sensação de que há algumas saletas reservadas, ideais para um programa de casalzinho.

Acomodei-me no fundo, pedi um kebab de kafta (R$ 18,00) e uma cerveja Xingu (R$ 5,00). Depois de 25 minutos de espera – a carne é grelhada na hora, daí, a demora numa noite em que a maior parte das mesas estava livre – meu pedido chegou.

Enrolado no pão pita como qualquer outro kebab, o do Salonu é enorme, um exagero de grande. Enquanto o molho e a folha de alface – gelada – caíam sobre minhas mãos, tive a sensação de estar comendo aqueles hambúrgueres indomáveis que, de tão grandes, acabam lambrecando o comensal até os cotovelos. Sinceramente, acho que poderia ser menor – como diz o melhor açougueiro do mundo, no excelente livro ‘Calor’, de Bill Buford, quando o assunto é carne, “menos é mais”. Achei que a carne estava um pouco ressecada, na verdade, mas os temperos estavam legais.

Na hora de pedir a conta, uma chateação: eu teria de pagá-la diretamente no caixa. Sobre o valor total, a casa cobrou os 10% de serviço. OK, fui atendido na mesa, mas tive de me levantar para pagar. Não seria justo deixar só 5%?

Kebab Salonu. Rua Augusta, 1416, Consolação, tel. (11) 3283-0890.

3 thoughts on “O kebab, de novo

  1. Rarararara!!! Adorei! Recentemente tive o desprazer de conhecer essa casa e é isso mesmo! Sanduíche desequilibrado, povinho metido a besta e “Saara Lounge” nas caixas!Recomendo o Pita Kebab: Sanduíche honesto,cerveja inglesa e máquina de churrasco grego em ambiente de boteco árabe.Valeu!

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  2. Caro Ché,Obrigado pelo seu comentário e por sua sugestão. De fato, conheci o Kebabel e escrevei algumas linhas sobre o local em um post anterior. Se tiver paciência, confira. E volte sempre.Abraço.

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