Uma tarde em Porto Alegre


Por conta do início dos trabalhos da edição especial Veja Porto Alegre Comer & Beber 2009-2010, passei o dia de ontem na capital do Rio Grande do Sul.

Fazia seis anos que não ia à cidade num mês de janeiro (e não nove, como escrevei em um post de oito meses atrás). Tempo suficiente para esquecer que o verão, por lá, é verão mesmo, com direito a lindos dias quentes e ensolarados.

Clima completamente diferente do visto esta semana no Rio de Janeiro, onde ficou parado o Boeing da Gol no qual eu embarcaria às 10h33. Vôo cancelado, só levantei voo às 12h30 e cheguei ao hotel quase às 3 da tarde. Minha idéia era a de almoçar em algum bom restaurante premiado na edição passada, mas não houve tempo.

Decidi, então, pedir a bênção anual ao fantástico Mercado Público porto-alegrense, onde fica o centenário Gambrinus. Acomodei-me na mesma mesa na qual fiquei da primeira vez, a menor, em frente ao balcão, de frente para a porta. Essa atmosfera de mercado, o cheiro de maresia que vêm das barracas de peixe misturando-se ao dos temperos e ervas, gosto muito de tudo isso. Sempre que vou a algum lugar novo, tento conhecer o mercado local. É uma espécie de observação antropológica, se é que vocês me entendem.

Pois bem, no Gambrinus tomei um chopinho (o nome do bar-restaurante, aliás, homenageia uma divindade germânica que representa a cerveja) gostoso, com bom amargor e gelado, experimentei um bolinho de batata recheado de carne (a massa é boa, o recheio, nem tanto; R$ 4,00) e tracei uma das sugestões do dia: costela assada com arroz e nhoque (R$ 22,00). Depois desse prato de ‘sustança’, juro, só fui sentir fome lá pelas dez da noite.

Perambulei alguns minutos pelas bancas e boxes e parei ainda na Cachaçaria do Mercado. Trata-se de um pequeno empório, que fica num dos corredores laterais e exibe uma boa oferta de destilados. Duas das prateleiras apresentam alguns bons rótulos produzidos no próprio Rio Grande do Sul. Eu já conhecia, por exemplo, a Água da Pipa, a Wruck, a Casa Bucco e a Weber Haus.

Desta vez, voltei para São Paulo com uma garrafa da Bento Albino prata (R$ 17,50). Essa cachaça é feita por um médico, de forma artesanal, no Alambique do Espraiado, na cidade de Maquiné, litoral gaucho. Num primeiro gole, lembrou-me a mineira Claudionor, de Januária. Uma paulada. No seguinte, com o gogó já macio, a branquinha desceu suave, suave como a brisinha que vinha vindo do Guaíba para amenizar os 30 graus que fazia lá fora.

Pelo jeito, o fim de semana em Porto Alegre vai ser lindo.

Gambrinus. Avenida Borges de Medeiros, 85, centro, Mercado Público, Porto Alegre, tel. (51) 3226-6914.

Cachaçaria do Mercado. Loja 95, tel. (51) 3225-8994.

3 thoughts on “Uma tarde em Porto Alegre

  1. Eu já estive visitando e comprei varias garrafas da Wruck de Luis Alves SC, por sinal me surpreendeu a organização e a qualidade da cachaça envelhecida em barris de carvalho controlada pelo ministério da agricultura,vale a pena conferir.www.cachacawruck.com.br,abraços..

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