O mundo lusófono é mesmo pequeno

Na semana passada fui jantar com minha família na pizzaria Bendita Hora. Mais do que por assar boas pizzas de massa média no forno a lenha, gosto de ir a essa casa para passar um bom tempo na sala de espera.

Esse é um dos ambientes mais legais do imóvel que fica na ladeira da Rua Wanderlei, em Perdizes, aliás uma rua em que, ao estacionar, descobre-se que é um verdadeiro teste de resistência para as pastilhas de freio e a embreagem do carro. Por trás da fachada tímida escondem-se um salão de dois andares e, ao fundo e à esquerda, um jardim perfeito para se acomodar com grupos e famílias grandes.

Mas a sala de espera é uma atração a parte, graças à coleção de LPs – deve ter ali uns 1000… – e a vitrola. É só chegar, escolher um deles e colocar para tocar.

Nesse dia, enquanto eu mostrava à minha sobrinha ‘A História de uma Gata’, do musical Os Saltimbancos, de Chico Buarque, minha irmã tirou da estante um LP de Roberto Leal idêntico ao que eu ganhei quando tinha lá meus quatro ou cinco anos de idade. Convém dizer que apesar de pequeno, eu era um grande fã do cantor, de quem assisti a vários shows durante as festas juninas da Portuguesa – um point que frequentei até os 16 ou 17 anos.

Na mesma hora coloquei o disco na vitrola para tocar ‘O Velho e o Mar’, uma canção linda e com belos acordes de violão.

Pois bem, anteontem eu estava na fila prestes a embarcar em um voo para Portugal, quando vi que ele, Roberto Leal, o próprio, também iria seguir no mesmo avião. Não tive dúvida: cumprimentei-o, disse-lhe que era seu fã e pedi para tirar esta foto com ele. Gentilíssimo, atendeu a meu pedido, contei a ele sobre essa coincidência de ter visto seu LP e agora a ele próprio e desejou-me boa estada em Portugal.

Bendita Hora. Rua Wanderlei, 795, Perdizes, tel. 3862-0622.

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