Breves considerações sobre um fim de semana ensolarado

Balcão, com a gravura de Lichtenstein à esq./ Foto: Mario Rodrigues

 

Tem gente que não gosta de sol nem de calor. Não é o meu caso, felizmente, por isso tratei de aproveitar o fim de semana.

Que além de ensolarado foi carnívoro, aliás, como há muito não acontecia com este blogueiro.

No sábado, almocei no Martín Fierro, na Vila Madalena. Tive a sorte de conseguir uma mesa ótima, na varanda, quase na calçada. Local perfeito para tomar uma Serramalte gelada e para comer um pedaço de vazio (fraldinha) que, embora eu tivesse pedido ao ponto, veio passado além da conta – por se tratar de uma casa especializada em cortes argentinos, não deixa de ser uma falha.

À noite, depois do teatro (Hell, no Teatro Popular do SESI, recomendo), caminhei pela Paulista, Augusta e Tietê até o Balcão, na esquina com a Melo Alves.

Consegui um lugar bem de frente para a hipnótica gravura do Roy Lichtenstein. Pedi uma Coca, uma caipirinha e um cheesebúrguer montado no pão árabe. Para dizer a verdade, acho que prefiro a versão que vem no pão tradicional e com molho de gorgonzola.

O almoço de ontem, tardio, foi no Sujinho – Bisteca D’Ouro, em companhia da bisteca, o dourado e clássico prato da casa. Mais à noite, durante o show de uns tais The Quireboys – a saber, esses caras fazem um hard rock bem legal e já tocaram com Whitesnake e abriram concertos dos Rolling Stones na Inglaterra nos anos 90 – no Manifesto, finalizei o domingão com uma porção de chilli e nachos. Hardcore.

Por sorte, me preparei para esses excessos dando boas braçadas, 2000 metros no sábado e 2000 metros no domingo.

Que venha mais sol e que venha mais calor.

Balcão. Rua Doutor Melo Alves, 150, Jardim Paulista, tel. 3063-6091.

Manifesto. Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi, tel. 3168-9595.

Martín Fierro. Rua Aspicuelta, 683, Vila Madalena, tel. 3814-6747.

Sujinho – Bisteca D’Ouro. Rua da Consolação, 2078, Consolação, tel. 3231-5207.

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Não quero cantar vitória antes do tempo…

… mas já estou em jejum de 12 horas sem comer. Daqui a pouco completo 72 horas sem beber. Tudo isso para poder fazer os exames amanhã cedo.

Na verdade, tomei uma taça de vinho na noite de anteontem, durante o lançamento do livro A Experiência do Gosto (Companhia das Letras, R$ 49,00), do mestre Jorge Lucki, na Livraria da Vila dos Jardins.

Colunista de vinhos do jornal Valor Econômico e consultor no tema, Lucki reuniu dezenas de textos redigidos para a publicação nesse livro. Para quem entende, quer aprender e/ou gosta de beber vinho, é algo fundamental. Um belo presente de Natal.

A culpa foi de Yemanjá

Moqueca de camarão/ Foto: Heudes Regis

 

Às 6 da tarde de anteontem, quando eu estava a poucas horas de cumprir a meta dos três dias sem beber, fiquei sabendo que teria de embarcar para Salvador no dia seguinte (ontem) para representar a redação no evento de lançamento de VEJA SALVADOR “Comer & Beber”.

Tomei o voo das 12h44 e ao chegar na capital baiana encontrei dois amigos aqui da Editora Abril. Do aeroporto seguimos diretamente para o almoço. O endereço escolhido foi o famoso Yemanjá, que à noite seria consagrado como o melhor restaurante de cozinha baiana da cidade.

Como a carne é fraca, a temperatura batia nos 32 agraus e nós estávamos acomodados em uma mesa de frente para o mar do Jardim Armação, a brisa batendo no rosto, não resisti.

Acabei pedindo uma Bohemia long neck para acompanhar a moqueca de camarão (R$ 69,80, para três pessoas) e os bolinhos de bacalhau de entrada.

À noite, durante a premiação de VEJA SALVADOR, o coquetel foi muito bem servido, como de costume, pela mainha Lícia Fábio e a equipe de seu bufê.

Não faltou espumante e, por devoção, ergui dois brindes a Iemanjá: o primeiro foi para pedir força para conquistar meu objetivo. E o segundo em agradecimento por ter estado mais uma vez na Bahia.

Yemanjá. Avenida Otávio Mangabeira, 4661, Jardim Armação, tel. (71) 3461-9010, salvador (BA).

Ficar 72 horas sem beber: será possível?

Na manhã do dia 4 de novembro, uma quinta-feira, saí do consultório da doutora Teruco, minha alergista, com uma relação de exames para fazer.

Liguei para o laboratório e fui informado que não seria necessário agendar a coleta de sangue. Mas eu deveria me preparar para o exame 1. ficando 12 horas em jejum e 2. estando a 72 horas sem consumir bebida alcoólica.

Pensei: Ok., vou resolver logo essa história. Só que não me dei conta de que a vida é cheia de percalços. Nos dias subsequentes, como vocês lerão abaixo, fracassei. Não consegui ficar 72 horas a seco.

Uma conjunção de fatores conspirou contra mim, apesar de todo meu esforço. Aqui vai a prova:

Quinta-feira, 4: ok, 24 horas sem álcool.

Sexta-feira, 5: convenhamos, passar a sexta-feira sem um chopinho? Não teve jeito. Eu merecia uma rodada no Genésio, na Vila Madalena, depois de uma semana de muuito trabalho.

Sábado, 6: um vinhozinho para acompanhar o ceviche no andino Killa, em Perdizes no almoço. Depois do cinema, um tinto no Spot para fechar a noite.

Domingo, 7: cervejas e mais cervejas no show do Paul McCartney em Porto Alegre.

Segunda, 8: primeiras 24 horas sem beber!

Terça, 9: outras 24 horas sem beber! Estou indo bem!

Quarta, 10: meu aniversário. Vinho, espumante e cerveja em casa. Justo, não?

Quinta, 11: degustação da Premium Familiae Vini, grupo formado por onze dos maiores produtores de vinho do mundo. Uma tacinha de Vega-Sicilia Único, outra de Château Mouton Rotschild 2002 e mais outra do Sassicaia 2002…

Sexta, 12: almoço com amigos. Para acompanhar o bacalhau com batatas e a alheira com ovo frito, o brinde foi com uma garrafa magnum do Mouchão 2003.

Sábado, 13: depois do jantar, na casa de amigos no litoral norte, uma garrafa de vinho rosé para celebrar.

Domingo, 14: ainda na praia, um espumante italiano para encerrar o dia.

Segunda, 15: já em casa, depois de três horas de estrada, uma garrafa de um tinto francês do Languedoc, simplesinho mas muito bom, para acompanhar o espaguete ao molho cremoso de linguiça, uma receita tirada de um dos livros do saudoso amigo Saul Galvão.

Terça, 16: vamos lá, retomando, primeiras 24 horas sem beber.

Quarta, 17: até o momento, mais 17 horas abstêmio. Já são 41 horas.

A questão é: conseguirei e as próximas 31 horas?

Acho que vou preparar um tereré geladinho hoje à noite!

+ Genésio
+ Killa
+ Spot

Sandubas e mais sandubas no Mercadão

Começou hoje – e eu já pretendo conferir amanhã mesmo – o Festival Gastronômico Caminhos e Sabores de São Paulo, que reúne doze boxes, bares e quetais do Mercado Municipal Paulistano.

Até o dia 14 de novembro, algumas dessas casas estão apresentando em primeira mão receitas recém-criadas.

Outras estão concedendo desconto no preço de itens clássicos, caso do Hocca Bar, famoso pelo pastelão de bacalhau e o sanduba de mortadela, que baixou de R$ 8,50 para R$ 3,00 o do sanduíche bela baby (mortadela com queijo).

Estou particularmente curioso para provar estes dois sandubas:

1. o de sardinha escabeche do Mortadela Brasil (R$ 8,00)

fotos: divulgação

2. o bacalanche da Lanchonete Ponto 27, que, a foto não nos deixa enganar, traz bacalhau desfiado bem fininho, temperado com ervas finas e azeitona verde (R$ 14,00).

O mais legal é que, a cada pedido, o cliente pode levar para casa as dicas sobre o modo de preparo.

Se de fato eu conseguir passar por lá amanhã cedo, conto aqui depois se valeu a pena.

Mercado Municipal de São Paulo. Rua da Cantareira, 306, centro.

O táxi é grátis (mas tenha atenção ao entrar no carro)

foto: divulgação

A partir de amanhã e nas próximas quintas-feiras, por um período indeterminado, o Austin 1995 da foto acima – que só ficou parado na contramão justamente para que fosse feito o clique – vai estar disponível para corridas das 8 e meia da noite às 5 da manhã aos clientes que chegarem ao Astor, na Vila Madalena, de táxi. O carrão vai fazer ponto também às sextas, no mesmo horário, em frente ao Original, em Moema.

Como todos os veículos que circulam na Inglaterra, de onde foi importado, esse automóvel reserva ao motorista o banco do lado direito (atire a primeira maçaneta quem já esteve em Londres ao menos uma vez e pagou o mico de tentar entrar no carro pelo mesmo lado direito…).

Para garantir a carona de volta, basta que o frequentador de cada uma das duas casas peça ao garçom para chamar o táxi. Se estiver livre, a viagem acontece na hora. Caso esteja no meio de uma corrida, o garçom coloca o nome na espera.

Nas noites de sábado, o Austin vai estar à disposição dos associados do Keep Walking Club (www.johnniewalker.com.br), programa de relacionamento da marca de uísque Johnnie Walker, que patrocina o serviço. Qualquer que seja o bar da cidade em que o cliente estiver, deverá ligar para a Central Rádio Táxi (tel. 3035-0404) e dizer: “Sou do Keep Walking Club e quero meu Piloto da Vez”. Quem estiver cadastrado no programa ganha uma corrida de até 10 quilômetros (a partir desse ponto o taxímetro começa a correr por conta do passageiro). Os mais sortudos podem ser surpreendidos com o táxi inglês à sua porta.

Astor. Rua Delfina, 163, Vila Madalena, tel. (11) 3815-1364.

Original. Rua Graúna, 137, Moema, tel. (11) 5093-9486.