Do purgatório ao Skye

 

Bar do Skye Foto: Mario Rodrigues

Faltando um ou dois minutos para as 22 horas do sábado retrasado, cheguei ao Skye para o aniversário de uma amiga. Quero dizer, tomei meu lugar na fila que havia se formado ainda na calçada em frente ao hall dos elevadores que dão acesso direto, a partir do térreo, ao bar e ao restaurante instalados na cobertura do Hotel Unique.

O manobrista havia advertido que a espera para subir poderia chegar a 30 minutos, caso eu fosse para o bar, e 1h15 se eu quisesse seguir para o restaurante.

À minha frente, na fila, havia umas vinte pessoas. O frio de 15 graus não foi o que mais me incomodou naquele momento. O inferno, pensei, deve ser frio como essa noite de sábado. Fiquei inconformado, mesmo, foi com o despreparo e/ou falta de respeito e/ou a falta de estrutura do Unique e do Skye na hora de receber os clientes. Convenhamos, não estou falando de um hotelzinho ordinário nem de um restaurante qualquer. Trata-se do terceiro melhor hotel de São Paulo – de acordo com a classificação do Guia Quatro Rodas – e de um restaurante estrelado. Será que nunca ninguém ali pensou em criar uma área mais adequada para os clientes que quiserem encarar a espera? Um lounge ou uma sala mais protegida do frio? Ou até, quem sabe, oferecer a possibilidade aguardar no lobby bar do térreo? 

Uns cinco minutos após minha chegada, percebi que mais umas dez pessoas haviam tomado seu lugar na fila. Àquela hora, telefonei para minha amiga aniversariante, que já estava no bar com alguns de seus convidados. Ela me disse que lá em cima o ambiente nem estava tão cheio assim. Será que a casa estaria usando o velho expediente de segurar a fila (que aquela hora tinha a previsão de espera de uma hora)?

Na verdade, não, conforme pude perceber ao entrar no bar – por sorte, meu purgatório durou apenas 17 minutos. O salão interno e a cobertura – uma chegadinha à beira da piscina, para aproveitar uma das melhores vistas de São Paulo, é obrigatória! – estavam cheios e havia gente em pé, inclusive. Astral bacana, várias turmas de gente na faixa dos 20 e tantos anos.

Como eu não tinha uma boa recordação dos coquetéis da casa, resolvi dar uma segunda chance ao barman. Pedi um dry martíni (R$ 28,00), que dessa vez estava bem gostoso, equilibrado, bem feito. Depois fiquei na cerveja mesmo (Stela Artois, R$ 10,00 a long meck).

Quem opta por ficar na área do bar se priva de experimentar a culinária mais marcante do chef Emmanuel Bassoleil, responsável pela cozinha do restaurante. Tem de se contentar com sushis, sashimis e pizzas cortadas em formato aperitivo, como a de queijo feta, abobrinha e tomate cereja (R$ 44,00).

Skye. Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700, Jardim Paulista (Hotel Unique), tel. (11) 3055-4702.

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