São Paulo Restaurant Week – um breve balanço

Lola Bistrot / Foto: divulgação

Terminada a 9ª edição da São Paulo Restaurant Week, faço um breve balanço dos restaurantes que visitei durante o evento. Não foram muitos, até porque nem só de SPRW vive a gastronomia paulistana. Felizmente, a cidade vem expandindo cada vez mais o seu cardápio de casas que se preocupam em oferecer um cardápio legal por um preço razoável, como é o caso do Le Jazz, do Nou, da Casa Portuguesa e do Zenna Caffè, entre outras em que estive recentemente.

Mas, de volta à SPRW, aqui vai uma avaliação rápida:

Lola Bistrot (Rua Purpurina, 38, Vila Madalena, tel. (11) 3812-3009, http://www.lolabistro.com.br)
Almoço: servido em uma porção bem pequena, o creme de cebola com torradinha e parmesão (entrada), estava salgado demais, a ponto de eu ter de lavar a boca após cada colherada. Felizmente, o pernil assado ao próprio molho com maçã, frutas secas e batata rústica (principal) estava bem gostoso. Úmido e com tempero na medida, compôs bem o prato com a maçã cozida e a batata rústica, resultando numa refeição equilibrada. O pudim de laranja, embora, também, pequenino que só, era dos bons, com açúcar equilibrado e sabor leve.
Veredito: aprovado. Mais uma vez o Lola Bistrot aproveita o evento para apresentar pratos bem executados. Boa estratégia para atraiar um público novo.

Ça Va (Rua Carlos Comenale, 277, Cerqueira César, tel. (11) 3285-4548, http://www.cavacafe.com.br)
Jantar: o crepe de palmito, opção de entrada, não deixou saudades. Já o arroz de pato, opção de prato principal, está na minha memória até agora. Não por sua excelência, mas porque havia curry em excesso. O arroz, por sua vez, estava um tanto seco. Sem dúvida, o pior arroz de pato que já comi. De sobremesa, bons os profiteroles com calda quente de chocolate e sorvete de creme.
Veredito: um desastre, decepcionante. Nem o salão charmoso, ao qual eu não visitava havia uns cinco anos, foi capaz de deixar em mim uma boa impressão. Devo demorar mais um quinquênio para voltar lá.

L’Entrecôte de Paris (Rua Pedroso Alvarenga, 1135, Itaim, Bibi, tel. (11) 3078-6942, http://www.lentrecotedeparis.com.br)
Jantar: simples mas bem feita, a salada de mix de folhas verdes com mostarda de Dijon, nozes e tomate pera abriu muito bem a refeição. Pedi que o entrecôte com molho secreto e fritas viesse ao ponto para mal-passado. De fato, veio corretíssimo, uma delícia mesmo. O bacana é que a garçonete repõe as batatas fritas – que estavam ligeiramente brilhantes e oleosas – e o molho “secreto” sempre que o cliente quiser. O pudim de leite com calda de caramelo, minha opção de sobremesa, encerrou bem os trabalhos gastronômicos.
Veredito: aprovado, muito bom! Restaurante de um prato só, ao qual estive pela segunda vez, corria o risco de ver sua cozinha desandar durante a SPRW, por causa da grande procura de clientes. Às 21h30 de sexta, tive de aguardar uma hora por uma mesa. A espera valeu a pena. A conta acabou saindo um tanto salgada porque um casal amigo levou uma garrafa de vinho, pela qual nos foi cobrdo o valor de R$ 50 como taxa de rolha.

Zeffiro (Rua Frei Caneca, 669, Consolação, tel. (11) 3259-0932, http://www.zeffiro.com.br)
Jantar: este é um restaurante ao qual tenho ido com certa frequência, coisa de duas vezes ao mês. É perto de casa, vou caminhando, em geral depois de um cineminha. Apesar de o local ter participado da SPRW com um menu específico, optei pelo de sempre: couvert (pão, foccaccia, caponata e azeitona) e ravióli recheado de mussarela de búfala com ragu de calabresa (às vezes troco pelo ragu de rabada). A porção de massa não é exagerada como na maioria das cantinas, vem na medida. Aos mais famintos recomendo que peça uma entrada. É bom dizer que não se deve esperar pela melhor massa do mundo. O espírito, aqui, é de boa relação custo-benefício. Para se ter uma ideia, o jantar dos dois casais, com vinho (levamos uma garrafa, pela qual foi cobrada a taxa de rolha de R$ 25,00), saiu a R$ 35,00 por pessoa.
Veredito: bom, como sempre. No fim das conta, acaba pesando pouquíssimo no bolso, até porque a casa é adepta da onda de servir água filtrada ao cliente, como cortesia. Aos garçons falta apenas um treinamento básico em serviço de vinho, pois eles costumam encher as taças com muita bebida, o que não é o correto.

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