Namga: o herói da resistência tailandesa

O salão do tailandês Namga / Foto: Fernando Moraes

 Por mais que São Paulo seja celebrada como um dos mais importantes destinos gastronômicos do mundo, é notória a carência de bons representantes de diversas culinárias.

Se nos últimos anos nós paulistanos vimos uma invasão de parrillas argentinas, ainda nos falta um mexicano decente.

Receitas, pescados, folhas, cortes de carne e ingredientes da Amazônia e de outras regiões do Brasil ainda são tratados como itens exóticos numa cidade que abriga dezenas de casas de culinária japonesa, alguns coreanos e outros tantos chineses.

A onda peruana dos ceviches chegou, mas não se pode bater o martelo ainda sobre sua perenidade. Será apenas mais um modismo?

A verdade é que a dieta padrão do paulistano que está acostumado a frequentar restaurantes pouco foge do trivival: o GUIA QUATRO RODAS BRASIL 2012 certamente reflete o apetite de quem circula ou vive em São Paulo, ao listar, por exemplo, 46 italianos –  sem contar as 19 pizzarias e 14 cantinas -, 21 churrascarias, 25 franceses e 12 árabes. Mas são apenas 3 baianos, um sul-matogrossense, um paraense e 4 brasileiros. Pescados, não mais que 5 portos seguros. Não é um número irrisório para um país que tem um litoral gigantesco? A cidade dos contemporâneos – o GUIA indica 12! – é pobre em baianos: são apenas casas três dignas de nota.

É admirável (e desejável), portanto, que o Namga prospere e resista como o único restaurante tailandês de São Paulo, e no bairro de Perdizes, que está longe de ser reconhecido como um pólo gastronômico.

O Namga é uma espécie de irmão mais novo e esperto do Tele-Thai, casa inaugurada em 2008 no mesmo bairro de Perdizes na forma de um endereço de entrega de comida tailandesa em domicílio.

O saudoso Tele-Thai, na Rua Caiubi / Foto: Cida Souza

Como as bem elaboradas receitas apresentadas pelo restaurateur Roni Kormis, que viveu e trabalhou vários anos em cozinhas de restaurantes thai em Londres, fizeram sucesso entre os vizinhos, logo a casa, que funcionava na Rua Caiubi, foi crescendo. Os dezesseis lugares improvisados na calçada e no pequeno salão térreo (a compacta e eficiente cozinha do Tele-Thai funcionava na sobreloja) deram conta do recado por dois ou três anos mas no início de 2011 já não comportavam mais a demanda.

A saída foi mudar-se para um ponto maior e no mesmo bairro. E a aposta tem dado certo. Sem perder a qualidade, o cardápio foi ampliado e o serviço de entrega continua a todo vapor. Mas agora os clientes que quiserem almoçar ou jantar ali mesmo são mais bem acomodados num salão espaçoso, com luz suave e decoração sóbria.

Os preços, apesar da mundança, mantêm-se convidativos e as porções, generosas, caso da porção de bolinhos de lombo (R$ 14,00), da lula recheada com carne de porco (R$ 38,00) e a salada de pato com lichia (R$ 28,00). Esses dois útimos pratos não estão disponíveis para entrega, apenas para refeições no próprio Namga.

Aos paladares acostumados com o arroz-e-feijão de todos os dias, o arroz-de-jasmim com coco (R$ 9,00) e o bem apimentado curry de filé-mignon (R$ 38,00) serão gratas surpresas.

Namga. Rua Apiacás, 92, Perdizes, tel. (11) 2507-1774.

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Esquentando os tamborins – e gelando os barris de chope

Exalta Rei se apresenta em 2011 no Pirajá / Foto: Miguel Icassatti

Foi uma tarde de arromba, a do sábado, 26 de fevereiro de 2011. O Pirajá e a sua calçada ficaram pequenos para a apresentação do bloco carioca Exalta Rei, que se apresentou no canto do salão do bar para o grito de cranaval.

Pois o Exalta Rei e seu repertório de hits de monarcas como Roberto Carlos, Luiz Gonzaga e Ray Charles, transformados em marchinhas momescas, voltam ao Pirajá na tarde de 11 de fevereiro de 2012 para mais um bailinho pré-carnaval.

O público no Pirajá em 2011 / Foto: Miguel Icassatti

Este ano, além de acrescentar alguns sucessos de Roberto Carlos ao repertório, o Exalta Rei deve trazer a São Paulo a sua rainha da bateria: a escritora, blogueira e gata Thalita Rebouças. “Ainda não é certeza, mas são grandes as chances de ela vir”, diz Edgard Costa, um dos donos no Pirajá.

A rainha da bateria, Thalita Rebouças / Foto: divulgação

Se precisar de alguma ajuda para convencer a moça a vir para São Paulo, Edgard, o blog terá prazer em encampar a campanha “Vem, Thalita!”

Pirajá. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64, Pinheiros, tel. (11) 3815-6881, www.barpiraja.com.br

Aberta a temporada de liquidação de vinhos nas importadoras

Como tem sido a regra nos últimos anos, algumas importadoras estão aproveitando o mês de janeiro para fazer liquidações de seu estoque de vinhos. Se você não entregou todo seu dinheiro para o Papai Noel, vale a pena aproveitar o momento, já que há descontos de até 70% sobre o preço de catálogo.

É importante, no entanto, ficar atento a alguns pontos e restrições na hora da compra:

  • em geral, não é possível trocar ou devolver garrafas, mesmo que o vinho esteja oxidado – afinal, trata-se de um bota-fora.
  • pense duas vezes antes de comprar um vinho branco menos complexo, de safras mais antigas. O líquido já pode estar deteriorado.
  • evite garrafas que estejam com a cápsula (invólucro da rolha) deteriorada.
  • alguns vinhos têm estoque limitado. por isso, quanto mais cedo você sair às compras, mais chance tem de encontrar boas pechinchas.

Confira, a seguir, a lista de importadoras e as informações sobre as liquidações:

Zind-Humbrecht, importado pela Expand / Foto: divulgação

Tanto no site como nas loja, a liquidação vai até 15 de fevereiro. Entre os 60 rótulos com desconto entre 20% e 70% estão o tinto chileno Palo Alto Reserva Cabernet Sauvignon 2009 (de R$ 34,80 por R$ 24,36) e o branco francês Zind-Humbrecht Gewurstraminer Wintzenheim 2005 (de R$ 175,00 por R$ 122,50), produzido na Alsácia.

Até o dia 22 de janeiro, os vinhos portugueses e espanhóis estão com uma cotação promocional de R$ 1,59 – vale lembrar que o catálogo da Mistral apresenta os preços em dólar. A manzanilla Classica Hidalgo, por exemplo, sai a R$ 40,54. Já a garrafa magnum (com 1,5 litro) do ícone Vega-Sicilia Unico Gran Reserva 1995 custa R$ 3.410,55. Para os rótulos produzidos nos demais países, o dólar vale R$ 1,79 (por tempo indeterminado).

Dog Point Sauvignon Blanc, importado pela Vinissimo/ Foto: divulgação

Durante o mês de janeiro ou enquanto durarem os estoques, são 48 rótulos de Argentina, Chile, Espanha, França, Nova Zelândia, Portugal e Itália com desconto. Um ótimo custo-benefício na promoção é o neozelandês Dog Point Sauvignon Blanc 2009, que obteve 90/100 pontos do crítico Robert Parker, de R$ 119,68 por R$ 95,74.

Chateau de L'estang, da importadora Vinos Y Vinos / Foto: divulgação

Entre os oito rótulos em promoção, duas opções com ótima relação preço-qualidade: o Chateau de L’Estang 2007, produzido na região francesa de Bordeaux (com 25% de desconto, sai a R$ 54,00) e o californiano Trinchero Estate Premium Cabernet Sauvignon 2004 (R$ 94,00, com 30% de desconto). Até o fim dos estoques.

Cerca de 100 rótulos, entre brancos, tintos, rosés e espumantes estão com desconto de até 70%. O champanhe Delamotte Blanc de Blancs Brut, que ganhou 89 pontos na avaliação do crítico Robert Parker, está com 41% d e desconto (de R$ 258,00 por R$ 149,90). Já o branco Trebbiano d’Abruzzo DOC 2007 sai de R$ 36,00 por R$ 19,90 (desconto de 44%). Para compras acima de R$ 300,00 os vinhos podem ser entregues no endereço do cliente. Compras acima de R$ 1.500,00 podem ser parceladas em cinco vezes no cartão de crédito. Até 4 de fevereiro ou fim do estoque.

Clos Mathis Riesling, importado pela Zahil / Foto: divulgação

Até 29 de fevereiro ou enquanto houver estoque, 22 rótulos de diversos países estão com descontos de 25% a 50% na loja da Zahil em São Paulo (Rua Manuel Guedes, 294, Itaim Bibi). A barbada aqui é aproveitar as garrafas dos últimos lotes dos vinhos alsacianos do produtor André Ostertag. Entre eles, o delicioso Riesling Clos Mathis 2006, com 40% de desconto (de R$ 243,00 por R$ 145,80). O ótimo Rutini Syrah 2006, da Argentina, sai a R$ 70,20 (35% de desconto sobre o preço original de R$ 108,00).

 

 

 

A notícia do dia!

Publicado na Veja.com:

Foto: Ligia Skowronski

Beber cerveja todo dia faz bem e combate até diabetes

Para as mulheres são dois copos pequenos da bebida; para os homens, três

A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio – nutrientes que protegem o sistema cardiovascular.

“Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca – o mesmo que um café com leite integral”, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.

Os especialistas afirmam também que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida.

O estudo, realizado com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos, indica que mulheres podem tomar dois copos pequenos de cerveja por dia, enquanto para os homens estão liberados até três copos. Contudo, o hábito deve estar associado a uma dieta saudável e a exercícios físicos regulares.

10 botecos (quase) à beira-mar para aproveitar o verão

Antes de mais nada, quero desejar um Feliz 2012 a todos que me leem (e também aos que não me leem).

Em segundo lugar, e indo direto ao ponto, apresento esta lista com 10 botecos e/ou bares pé-na-areia para curtir ainda neste verão, de Norte a Sul do Brasil, em capitais e cidades praianas. Capriche no protetor solar e saúde!

1. Box 32 (Florianópolis

Balcão do Box 32 / Foto: Madalena Leles

Grande atração do Mercado Público, o bar é decorado com fotos de artistas, jogadores de futebol e personalidades clicadas ali mesmo. A razão do sucesso entre forasteiros e locais é o cardápio de petiscos com peixes e frutos do mar. Arrisco dizer que num raio entre Floripa e Porto Alegre (ou Curitiba) não há bolinho do bacalhau nem pastel de camarão (com 100 gramas de recheio!) que faça frente aos que são servidos na casa.

Mercado Público Municipal, box 32, centro histórico, Florianópolis, tel. (48) 3224-5588, www.box32.com.br.

 

2. Heinz (Santos)

Heinz Bar / Foto: Leo Feltran
 
Desde 1960, época em que os poucos prédios então existentes na orla santista ainda não haviam entortado, este bar atrai gerações de fregueses fieis em busca do excelente chope, um dos melhores do país (não estou exagerando). Como vai ser impossível tomar apenas um copo, forre o estômago com uma porção de salsichão.

Rua Lincoln Feliciano, 104, Boqueirão, Santos, tel. (13) 3286-1875, www.barheinz.com.br.

 

3. Bar do Genésio (Ilhabela)

No meio do caminho entre a balsa e a vila, este botecão de esquina, simplório, merece sua visita por um único motivo: as saborosas empadinhas de camarão. Se estiver com um tempinho livre, acomode-se em uma das mesas de plástico sobre a calçada, peça uma Brahma e esqueça um pouco da vida.

Avenida Pedro de Paula Moraes, Saco da Capela, Ilhabela.

 

4. O Caranguejo (Rio de Janeiro)

O Caranguejo / Foto: Daniella Duarte

A três quarteirões da Avenida Atlântica, este bar-restaurante dispensa o marketing de similares como o Bracarense ou o Jobi. Da cozinha saem coisas seriíssimas, caso do pastel de siri, uma companhia mais que perfeita para o chopinho.

Rua Barata Ribeiro, 711, Copacabana, Rio de Janeiro, tel. (21) 2235-1249, www.restauranteocaranguejo.com.br.

 

5. Ceará Bar (Vitória)

Ceará Bar / Foto: Leo Feltran

As mesas de plásticos que teimam em escapar pela calçada em frente a este boteco cinquentão ficam lotadas quase todas as noites e nas tardes de sábado. Uma vez ali, siga os habitués e abra os trabalhos com o pastel de siri e a batidinha de pitanga.

Avenida Demerval Lyrio, 55, Mata da Praia, Vitória, tel. (27) 3327-4665.

 

6. Maria Nilza (Guaiú – BA)

Maria Nilza Rosa Soares é uma simpatia só, uma anfitriã como poucas, uma lady. Com graça e simpatia, recebe os fregueses e logo os deixa à vontade para aproveitar o mar, que está bem ali à frente. Para comer? Mais pastel de siri e moquecas preparadas no forno a lenha, simplesmente sensacionais.

Praia de Guaiú, Santo André, distrito de Santa Cruz de Cabrália.

 

7. Boteco do França (Salvador)

Boteco do França / Foto: Heudes Régis

França é Antônio França Vieira, ex-garçom que tornou-se patrão ao abrir este botecaço no Rio Vermelho, um dos bairros mais boêmios de Salvador. Não há muito segredo escondido aqui não: é só chegar, tomar posse de uma mesinha do lado de fora, pedir uma Bohemia e revezar os tira-gostos entre o bolinho de bacalhau (com massa de aipim/macaxeira/mandioca), o polvo à vinagrete, a carne de sol…

Rua Borges dos Reis, 24-A, Rio Vermelho, tel. (71) 3334-2734, www.botecodofranca.com.br.

 

8. Venezia Tropicale (Japaratinga – AL)

A Praia de Japaratinga é uma típica vila de pescadores, no meio do cmainho entre as badaladas Maragogi e São Miguel dos Milagres, no litoral norte alagoano. Os barquinhos ficam ancorados à espera da próxima saída mar adentro, a areia branca realça a cor azul esverdeada e quase caribenha da água e nada de luxos ou confortos urbanos. Literalmente pé-na-areia, este bar-restaurante-pousada administrado por um italiano de Veneza é o ponto de apoio ideal, se não foi o único, para quem quer passar o dia ali. Boa pedida: risoto de camarão, para duas pessoas.

Avenida Napoleão Rodrigues da Silva, 150, Japaratinga, tel. (82) 3297-1273.

 

9. Casa de Banhos (Recife)

O fato de ser um dos melhores lugares da capital pernambucana para ver o crepúsculo não basta para convencê-lo a passar umas boas horas por ali? Pois saiba que do bar saem boas caipirinhas e um caldinho de sururu capaz de desafiar os fígados mais resistentes. O acesso à casa se dá de duas formas: de carro, pela beira-mar de Brasília Teimosa, e de barco.

Molhes do Porto do Recife, quilômetro 1, Brasília Teimosa, Recife, tel. (81) 3075-8776.

 

10. Espetinho do Pedro (Natal)

Espeto do Pedro/ Foto: Luis Morais

Ok, os espetinhos são a especialidade da casa. Mas o programa ideal pode até dispensar a, digamos, iguaria. Poucas sensações neste mundo são mais prazerosas do que entregar-se ao ócio em um das mesas dispostas sob os dois pés de algodão-do-pará que dão sombra ao bar. Acha que pegaria mal dar uma bandeira dessas? Chame o garçom, peça uma gelada e agradeça a Deus por estar ali. 

Avenida Brigadeiro Gomes Ribeiro, s/nº, Morro Branco, Natal, (84) 9471-2854.