Os novos e os clássicos drinques no SubAstor

 

Não sei quanto a você, mas na minha opinião a dobradinha Astor e SubAstor é o bunker perfeito para a temporada de noites frias. A combinação entre boa cozinha, salões e balcões invariavelmente floridos e coquetelaria respeitável é matadora.

Tenho sentido falta das caipirinhas do Tarcísio, barman que foi promovido a gerente do Pirajá (bar que pertence aos mesmos donos do Astor) do Morumbi Shopping) e que de vez em quando trazia de suas férias na Zona da Mata mineira boas garrafas de cachaça.

Em compensação, Neto, que atendia no SubAstor, subiu para o balcão do Astor e tem segurado a bronca com louvor: mandou muito bem no negroni e no manhattan que pedi.

Estive lá na semana passada e pude conferir um dos 20 novos drinques criados pelo barman Fabio La Pietra para o Sub. O apelo desses novos birinaites é a experiência sensorial. Foram reunidos num menu coquetéis que aguçam os sentidos — caso de uma receita servida em taça de prata, que estimularia o tato.

O frappê à la negroni (foto) é uma releitura do clássico da coquetelaria internacional, cuja base mescla vermute tinto com gim. Aqui é misturada a com creme, ganha um paladar levemente adocicada e é servida numa taça de frappé. Sai por 28 mangos.

Não achei ruim, para falar a verdade, mas não fiquei tão empolgado com as novidades.

Num símbolo da boemia paulistana, como é o caso do Astor e de seu adendo Sub, prefiro ficar com a segurança dos clássicos.

Astor e SubAstor. Rua Delfina, 163, Vila Madalena, tel. (11) 3815-1364, SãoPaulo, SP

Veloso, 7 anos

 

Veloso / Foto: Fernando Moraes

 

Foi no dia 29 de março de 2005 que o Veloso abriu, de frente para a caixa d’água da Vila Mariana, as suas duas portas de ferro pela primeira vez e exibiu ao público o piso de caquinho, o balcão de fórmica e as paredes parcialmente cobertas com fotos de artistas e jogadores de futebol – os quadros com as caricaturas de alguns fregueses e a bola de futebol que decora a prateleira do bar, enviada direto da Copa da Alemanha por um grupo de amigos da casa, viriam aos poucos.

Naquele dia, o já famoso Souza tirou o primeiro chope e montou o que seria a primeira das milhares de caipirinhas que iria servir dali em diante. Wil, um dos melhores garçons do Brasil, baixou às mesas as primeiras porções da hoje inimitável coxinha (R$ 20,00 com seis unidades) e do não menos saboroso bolinho de carne (R$ 18,40 com oito), o meu preferido, aliás.

No caixa, o patrão Otávio fechou, na ponta da caneta, orgulhoso e apreensivo as primeiras continhas.

Foi mais ou menos assim que nasceu, já como um clássico, o ariano Veloso.

Para comemorar o sétimo aniversário, Souza criou mais uma vez um menu especial de caipirinhas. Vou tentar passar lá mais tarde para provar a de pitaia com abacaxi (R$ 20,00), tá certo, Souza?

Veloso. Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana, tel. (11) 5572-0254, www.velosobar.com.br

 

Encontro de barmen

Ontem à noite, dois dos melhores barmen do país estavam no Pirajá (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64, Pinheiros, tel. 3815-6881) . Um deles, Derivan, feliz da vida, circulava sem parar pelo salão. Afinal, era um dos anfitriões da festa de lançamento da Cachaça da Tulha – edição única 2007.
O outro, Guilherme — ele mesmo, do hibernante Pandoro –, preparava caipirinhas, caju amigo e outros drinques no balcão do bar.
Mais novidades vêm por aí.
Como um amigo disse a este BOTECLANDO, “o que é do homem…”