Pastelaria Brasileira: salgados roots

pastel

Em tempos de glamurização de tudo — até mesmo do bolovo, que já ganhou por aí a sua versão gourmet… —, foi um alento ter voltado à Pastelaria Brasileira e constatar que, desde minha última visita, um punhado de anos atrás, nada mudou por ali.

Anteontem à noite, antes de ir ao supermercado, parei para comer um pastel nesse endereço que, aberto em 1975, é um dos mais tradicionais da região de Perdizes, em frente ao Bourbon Shopping e uns metros adiante da entrada principal do Palmeiras.

Se na rua, àquela hora, o termômetro marcava uns 26 graus, ali dentro o calor era saariano, graças à ausência de ar-condicionado ou de ventiladores e à intensa produtividade dos tachos, dos quais saem coxinhas, rissoles, bolinhos e pasteis fritos na hora.

Pedi logo o pastel de carne (R$ 4,00), bem recheado, como sempre, e cuja massa não faz feio, mas não chega perto à dos pasteis de feira, onde, convenhamos, até os ruins são bons.

Em vez do caldo de cana de sempre, desta vez pedi uma cerveja. Só tinha Brahma e Original, e fiquei com a segunda (R$ 9,00).

Saí de lá ainda mais convicto de que poucas coisas são mais chiques do que um salgado roots.

Pastelaria Brasileira. Rua Turiaçu, 2113, Perdizes, tel. (11) 3672-8606, http://www.pastelariabrasileiraonline.com.br.

Para esquecer

O cardápio do Mestre: ou como traduzir o nome de um sanduíche para o inglês

O cardápio do Mestre: ou como traduzir o nome de um sanduíche para o inglês

Este post vai contar uma breve história na qual, infelizmente, deu tudo, ou quase tudo, errado, ao menos do meio ao fim. O epílogo, conforme você, leitor, pode constatar está logo acima. Nada me fez conseguir rotacionar a foto para propiciar uam leitura mais confortável. Perdão, portanto, se vier a ter um torcicolo por causa disso.

A própria foto, em si, de minha autoria, é um desastre. Feita com o iPhone 3GS, não tem foco. Mas acho que você consegue ver a pérola por meio da qual o misto frio foi traduzido para o inglês: “mixed”. Muito bom, né?

Fazia uns bons anos que eu não ia ao Mestre das Batidas, boteco que, verdade seja dita, é um herói da resistência em meio a horda de bares sem personalidade na região do Itaim. Cinquentão, foi aberto nos anos 60 e hoje está rodeado por arranha-céus espelhados, que despejam sua nova freguesia, ruidosa e que costuma ocupar toda a calçada em frente nas noites mais quentes – foi-se o tempo em que era possível sentar-se à mesa numa boa para tomar uma cerveja, a batida de coco, célebre, e pedir uma porção de calabresa frita no álcool.

Ou para comer um bolinho de bacalhau, frito na hora. Pois pedi uma cerveja e um bolinho que, infelizmente, vi que jazia ali na estufa e chegou a mim meio murcho, quase frio, ruim, afinal. Razão suficiente para tirar meu humor. A ideia era abrir os trabalhos com o salgado fritinho na hora, quentinho.

Por pouco não fui embora àquela hora. Mas como eu já havia pedido também um americano, resolvi tomar um segundo copo de cerveja, que, ao menos, estava bem gelada. Embora num tamanho GG, o sanduba parece ter sido tirado da chapa antes de o queijo estar totalmente derretido. Não saí com fome mas saí insatisfeito. De bom, só mesmo a sorte de ter conseguido estacionar o carro em frente ao bar.

Mestre das Batidas. Rua Clodomiro Amazonas, 440, Itaim Bibi, tel. (11) 3168-7418.

 

Feliz Ano Novo! *

 

Chope Brahma  no Léo: R$ 6,90 / Foto: Miguel Icassatti

Chope Brahma no Léo: R$ 6,90 / Foto: Miguel Icassatti

 

Ei, você, meu caro paulistano que deixou a cidade para curtir, bem longe, as festas de Natal e de Réveillon: não deixe para 2015 o que você pode fazer agora!

Torne real, já!, aquela sua resolução de Ano Novo, decidida ali, entre aquelas sete ondinhas que você pulou dias atrás. Sim, vá morar na praia! Sim, volte àquela vidinha tranquila no interior! Esta é a sua chance! Não adie seu sonho, escute o que eu digo e fique onde está! De Santos a Araçatuba, de Franca a Apiaí, passe bem longe de São Paulo, desvie pelo rodoanel e risque a cidade do seu mapa!

Putz, você teve de voltar ao trabalho nesta segunda, dia 6? Sem problemas! Esqueceu que já existe Skype? Facebook? E-mail? E que você pode programar as contas a pagar no serviço de débito automático de seu banco? Ou pelo site? Ou pelo celular?

Exercite sua pró-atividade e proponha a seu chefe: se você trabalhar em esquema home (ou beach home) office, quanto a empresa não vai economizar? Melhor ainda: que tal convidá-lo a experimentar essa nova modalidade de trabalho? Como dizia o Chorão, seu escritório pode ser a praia! Se o chefinho topar, você ainda vai ganhar um aumento. Certeza!

São Paulo está insuportavelmente quente nestes primeiros dias de 2014 – os termômetros da Avenida Sumaré, às 18h30 de sexta passada, marcavam inacreditáveis 34 graus! E não é que eu vi uns malucos fazendo cooper àquela hora – tadinhos, não têm praia par se refrescar —, e bem ali ao lado do corredor de ônibus?

Corredor de ônibus!? Taí mais um motivo – na verdade, 300 quilômetros de motivos, segundo o Haddad – para você não arredar o pé do calçadão de Pitangueiras ou da areia fofinha do Posto 9. Já pensou em ter de encarar todo aquele trânsito de dezembro de novo? Bate na madeira, né?

Tenho certeza que se você resolver voltar para essa maltrapilha Pauliceia, vai se decepcionar um bocado: muitas lojas e bares e restaurantes estão fechados. Nos estabelecimentos que estão abertos, veem-se várias mesas vazias. Eu juro! Nada a ver com São Paulo, certo?

Na mesma sexta-feira passada, fui ao Bar Léo, no centrão, e, pela primeira vez na minha vida, consegui sentar-me à mesa, e sem ter de esperar nenhum segundinho! Convenhamos, boteco sem aquele fervo tipicamente paulistano não tem a menor graça, né, não? Sem contar que o preço do chope, R$ 6,90, está pela hora da morte. Ao menos o canapé blumenau foi feito na hora (de linguiça moída crua, R$ 30,00 a porção)…

Ok, ok, eu sei que os ambulantes aí na Barra do Sahy devem estar cobrando os olhos da cara pela latinha de Heineken, mas, veja, depois do carnaval o preço vai baixar. Aqui em São Paulo, você sabe, isso não vai acontecer nem que a vaca tussa! Quando aquele italianinho que você gosta for reaberto, prepare-se: o cardápio estará reajustado, o manobrista vai te cobrar 20 paus e ainda vai estacionar seu Jetta na rua de trás – e em fila dupla.

E olha que coisa mais anticlímax: você passou a virada em Copacabana (mesmo sem o beijaço prometido), Trancoso, Paris, Punta…  E daqui a pouco vai ter de encarar a realidade das gravatas da Faria Lima, do mundaréu de gente nos trens da linha amarela… Precisa? Não, né? Continue vivendo seu sonho de verão, transforme sua vida num eterno sabático e recomece sua vida bem longe da 25, do Largo 13, da 23, da 9 de Julho (que está em obras) e de todos esses logradouros numéricos que só te causam urticária a cada vez que a repórter da rádio Sul América informa as condições do trânsito.

Aproveite a onda da Copa do Mundo para, por exemplo, abrir um negócio em Cuiabá. Arrende umas terras, monte uma pousada, aprenda a falar inglês e espanhol. Afinal, Chile e Austrália vão jogar na Arena Pantanal e você pode faturar uma boa grana ao receber bem essas duas torcidas. Com essa grana, quem sabe, você já não concebe uma sementinha para um novo empreendimento focado, por exemplo, nos Jogos Olímpicos do Rio 2016? Rio = praia = resolução-de-ano-novo-agora, nunca é demais lembrar!

E em vez de ficar meio jururu ao relembrar pelo instagram ou o face da balada sen-sa-ci-o-nal da virada em Jurerê, meu amigo, pare e pense: pra quê voltar? A qualidade de vida em Floripa não é demais? O povo não é lindo? Então… #ficaadica!

Do fundo do meu coração, torço para que você realize sonho de ir-se embora São Paulo. Feliz Ano Novo!

Bar Léo. Rua Aurora, 100, centro, tel. (11) 3221-0247.

*Este texto foi publicado originalmente no meu blog Guidemig. Na versão acima, acrescentei algumas correções ortográficas e de pontuação e atribuí outro título.

Finalmente, o Bardega

Bardega: vinho direto na máquina

Bardega: vinho direto na máquina

Nos últimos dois anos, São Paulo ganhou uma razoável quantidade de wine bars (ou bares dedicados ao vinho). Sem dúvida, uma boa notícia. A ideia comum a esses estabelecimentos é a de oferecer a possibilidade ao cliente de comprar uma boa variedade de vinhos em taça e não em garrafa. Assim, degusta-se várias opções pelo preço equivalente ao de uma garrafa.

O Bardega, inaugurado em 2012 na Vila Olímpia, desponta como o que tem a maior oferta de vinhos em taça: pelas minha inexatas contas passam de 100 os rótulos de tintos, brancos, espumantes e rosés. Quantidade impressionante.

Novato em visita à casa, não captei de imediato o esquema de autoatendimento. Até alcançar minha mesa, nenhum garçom, maître ou sommelier veio até a mim para perguntar se eu precisava de alguma ajuda. Mas o serviço funciona assim: você deve pegar um cartão com o sommelier e se dirigir às doze máquinas Enomatic, que evitam que o líquido de deteriore e onde são conservadas as garrafas [à direita, na foto]. Ao escolher o vinho, pode optar por doses de 30, 60 ou 120 mililitros (uma garrafa de vinho tem 750 mililitros). Basta posicionar uma taça embaixo da torneirinha da máquina, inserir o cartão e pronto. O vinho é despejado copo abaixo e o valor cobrado pela dose é incluído no cartão, que deverá ser pago à saída.

Degustei doses de 60 mililitros e, confesso, achei os preços um tanto salgados. Ok, não se pode comparar o preço cobrado no bar com o que geralmente se paga numa loja ou na importadora. Por outro lado, não faz sentido embutir uma quantia no preço relativa ao serviço do vinho, já que a casa apregoa o sistema self-service, certo? Donde só posso inferir que a margem de lucro da casa lhe é bem favorável.

Pelo português Vinha Grande, por exemplo, paguei R$ 16,00. O australiano Wakefield State Shiraz custou-me R$ 12,00 a dose de 120 mililitros do espanhol Viña Sastre Crianza saiu por R$ 32,00. De fato, os vinhos estavam em perfeitas condições. Os espumantes, por sua vez, devem ser pedidos a um barman no balcao montado no fundo do salão. Servido na taça flûte padrão, o rosé português Aida Maria custou R$ 20,00.

Do cardápio, provei o risoto de abóbora e o cozido de carne (R$ 28,00 cada porção). Os pratos muito saborosos, mas achei a ração muito pequena. Honestamente, não reclamaria se tivesse de desembolsar uns R$ 5,00 ou R$ 10,00 para comer um pouco mais.

Senti falta de um jerez na seleção de vinhos e, por isso, perguntei ao sommelier se eventualmente havia alguma opção fora das Enomatics. Infelizmente não, disse-me ele, que já chegou a disponibilizar umrótulo, mas desistiu por causa da baixa procura. Uma pena, taí uma bebida que merece ser descoberta pelos fãs de vinho.

 

Bardega. Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218, Vila Olímpia, tel. (11) 2691-7578, http://www.bardega.com.br.

 

 

O dia em que tomei uma cerveja com o vocalista do Iron Maiden – ao som de Agepê e Frank Sinatra

Bruce Dickinson, do Iron Maiden: "o piloto"

Bruce Dickinson, do Iron Maiden: “o piloto”

 

O dia, ou melhor, a noite em que tomei umas cervejas com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, ao som de pagode e Frank Sinatra foi a de ontem, quinta-feira, 19 de setembro de 2013.

Foi assim que tudo aconteceu: Bruce e eu temos um grande amigo em comum, Alexey, ou Alex, com quem estudei no colegial e que o vocalista do Iron conheceu em 1996. Ambos são pilotos e fanáticos por aviação.

Pois bem, pedi ao Alex que intermediasse um contato com Bruce para uma entrevista (a ser publicada em breve na próxima edição especial Abril na Copa). Alex, el Mahandro, não só fez o meio de campo como me ligou no fim da tarde de ontem, dizendo para eu estar por volta das 8 da noite no hotel em que os caras do Iron Maiden estão hospedados.

Foi o que fiz, e às 8 e meia, mais ou menos, cheguei ao Renaissance. Reencontrei Alex, no bar do lobby, em meio a algumas dezenas de fãs — os mesmos fãs, disse-me ele, que afugentaram os integrantes da banda, que queriam ficar relaxando no hotel depois de terem desembarcado de um voo vindo do México.

A ideia era dar um tempo por ali e aguardar o chamado de Bruce. Pedimos uma cerveja (Erdinger, R$ 17,00), colocamos o papo em dia e ficamos por ali até umas 10, quando alguém do staff da banda veio até a gente, convidando-nos para subir ao Havana Club, o bar que fica no mezanino do hotel.

No espaçoso salão à meia-luz, casais dançavam na pista localizada no fundo e ao som de “Deeeeixa eu te amaaaar, faz de conta que sou o primeeeeiro”, o pagode romântico hit de Agepê. À esquerda, o balcão do bar se estende por uns bons 10 metros, e ocupa quase toda a lateral.

Em uma mesinha de canto, ao lado desse balcão, encontramos Bruce Dickinson e dois técnicos da banda, já grisalhos — como Bruce, aliás — com três copos, dos grandes, de caipirinha à frente.

Pelo que pude captar do bum humor dos três gringos, a primeira rodada dos drinques parecia algo distante no tempo. Alex e eu pedimos uma Heineken cada um (R$ 12,00 a long neck), antes que ele e Bruce engatassem uma conversa sobre jumbos, A 380s, A 330s, A 320s, gulfstreams e outros aviões. Entrei no papo quando o assunto migrou para Rock in Rio, família, a turnê.

Antes da saideira, por volta de meia-noite e meia, o DJ ainda presenteou os casais dançantes com Frank Sinatra, Bill Halley e Roberto Carlos. Bruce tomava mais uma caipirinha.

Havana Club. Alameda Santos, 2233, Hotel Renaissance, Jardim Paulista, tel. (11) 3069-2233.

 

 

 

 

Brera, os panini ‘de boy’ e o bom exemplo do garçom

Passaram-se quatro ou cinco meses desde a inauguração do Brera, um bar-sanduicheria aberto nos Jardins, até que, na noite do sábado, fui conhecer a casa. E, antes de esclarecer o porquê, digo que gostei, e muito dali.

O Brera ocupa uma espécie de sobrado do lado esquerdo da rua, em sua parte plana. Um terraço em nível elevado em relação à calçada acomoda uma mesa coletiva ao redor da qual, em noites gostosas como foi a de sábado, turmas podem se reunir num certo clima de dolce far niente. Essa impressão ganha força ainda mais quando, de passagem, ouve-se pessoas falando em italiano. Algo que ali não acontece por acaso, porque alguns dos donos nasceram na Bota.

Lá dentro, num ambiente à meia-luz, as paredes são cobertas por réplicas com fotos em preto-em-branco de padeiros e padarias italianos do fim do século 19 e início do 20. Uma delas é esta:

Padeiro italiano, em foto de 1865: belas imagens nas paredes do Brera

Padeiro italiano, em foto de 1865: belas imagens nas paredes do Brera

Especializado em panino, o local trabalha com frios, queijos e demais ingredientes de primeira, expostos aos clientes no balcão instalado logo à direita da entrada do salão. A imensa maioria dos itens — da mortadela de Bolonha ao presunto de Parma — é importada da Itália. As exceções ficam por conta do pão (produção especial da padaria Em Nome do Pão, especialmente para o Brera, e que tem assim uma textura de ciabatta) e dos itens de salada. E os frios são cortados na hora, como bem fazem as boas padocas.

Para cada uma das 20 e poucas combinações, há dois tamanhos: o padrão, digamos assim, que vêm a mesa disposto sobre uma tábua e acompanhado e de uma salada, e o míni, que é servido num pão menor, quase do tamanho do nosso francês.

Primeiro, provei o langhe, que é montado com presunto cru de Parma maturado por 18 meses, queijo brie, tomate, azeite trufado piemontês (em tempo: bem suave, cujo delicado sabor integrou-se aos demais ingredientes) e rúcula (R$ 23,90/ R$ 12,50 o míni).

Langhe: boa opção de panino

Langhe: boa opção de panino

Em seguida, pedi o longobardo, composto de mortadela, qeuijo gorgonzola, tomate, anchovas e mostarda (R$ 22,90/ R$ 11,50), também saboroso.

A primeira boa surpresa, porém, tive logo que pedi uma taça de vinho para acompanhar a refeição. O syrah (R$ 14,00) havia acabado e o garçom me ofereceu o nero d’ávola, cuja taça custa R$ 19,00, pelo mesmo preço do primeiro.

Taí um exemplo que deveria ser seguido por todos os estabelecimentos.

Brera. Rua Ministro Rocha Azevedo, 1068, Jardins, tel. (11) 3895-5855.

 

Bar do Luiz: 43 anos em 12 horas de botecagem

Bar do Luiz: festança no Sambódromo

Bar do Luiz: festança no Sambódromo

Ainda dá tempo de garantir o ingresso para a quarta edição da festa “12 Horas de Boteco”, que o Bar do Luiz Fernandes vai realizar neste sábado, 24 de agosto, no Sambódromo do Anhembi, para celebrar os seus 43 anos de vida.

A partir das 15h10, vão rolar shows, em sequência, de Ana Clara, Bala de Troco, Toquinho, Leci Brandão, Demônios da Garoa, Diogo Nogueira, Osquestra Voadora, Mariene de Castro, Samba da Vela, Arlindo Cruz e a bateria da Mocidade Alegre.

O ingresso para a maratona custa R$ 300,00 e dá direito a uma camiseta da festa, acesso aos shows e consumo de bebidas e petiscos à vontade. Além dos famosos e deliciosos bolinhos de bacalhau do bar, será possível degustar as receitas das casas convidadas: o restaurante Mocotó, o Veloso Bar, a kombi do Rolando Massas, a churrascaria Anhembi e  o japonês Sushi Hiroshi.

São esperadas 6.000 pessoas na festa.

Informações: http://www.bardoluizfernandes.com.br

 

Bar e bola

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Hoje em dia, na impossibilidade de estar na arquibancada ou na numerada, tenho preferido o sofá da sala na hora de assistir a jogos de futebol.

Dia desses, na impossibilidade de estar no estádio — era Wembley, no caso — e no sofá de casa, pois uns amigos gringos queriam ver àquela partida em um bar, fui ao Artilheiros Bar.

Dois fatores fazem do Artilheiros uma boa opção para quem gosta de juntar futebol e bar:. 1. a bela coleção de capas de PLACAR reproduzidas nas paredes, como a da foto acima (edição n. 263, de abril de 1975); 2. os dois telões, que permitem que o freguês/torcedor acompanhe o desenrolar dos jogos à distância.

Quando começamos a falar de cardápio, a coisa muda um pouco. A porção de pasteizinhos (R$ 17,00 com dez unidades) é apenas razoável, assim como o espetinho que pedi (de linguiça, R$ 6,00, que veio um tanto frio à mesa).

Entre as bebidas, tudo nos conformes: Original bem gelada (R$ 8,50 a garrafa) e caipirinha bem feita (R$ 17,00, com cachaça Nega Fulô).

Um alerta: grupos tocam samba e pagode no fundo do salão, que não tem tratamento acústico adequando. Haja tímpanos.

Artilheiros Bar. Rua Mourato Coelho, 1194, Vila Madalena, tel. (11) 2922-0314, http://www.artilheirosbar.com.br.

 

Com quantas fatias de mortadela se faz um sanduíche no Mercadão?

Bar Mortadela Brasil: sanduíche de escabeche de sardinha / Foto: divulgação

Bar Mortadela Brasil: sanduíche de escabeche de sardinha / Foto: divulgação

“São doze a quinze fatias de mortadela, que perfazem 290 a 300 gramas”, disse-me o garçom do Mortadela Brasil, um dos bares que faziam lotar o mezanino do Mercado Municipal Paulistano, por volta da 1 da tarde de hoje.

O Mortadela Brasil não foi o inventor — não foi, ao menos, ali no Mercadão — do megassanduíche de mortadela (R$ 19,00, com queijo) que há muitos anos faz com que longas filas se formem nesse e em outros bares do local. Mas, para quem se dispõe a encarar esse exagero da gula, é uma das alternativas ao do famoso Hocca Bar, cujo ponto original fica no térreo do mercado. Ali, aliás, a atendente limitou-se a me dizer que o sanduíche tem 300 gramas. Recusou-se a me dizer quantas fatias vão no lanche (R$ 15,00, quente ou frio).

Para falar a verdade, tanta mortadela assim de uma vez, seja do Mortadela Brasil, seja do Hocca, não faria tão bem ao meu coração, ainda mais na véspera de mais um São Paulo x Corinthians, de modo que optei pelo sanduba de escabeche de sardinha, a mais popular fonte de ômega 3 que se conhece, a fim de proteger minhas artérias.

Alguns meses atrás eu havia provado a deliciosa versão fria do lanche criado pelo Mortadela Brasil. Para os padrões da casa, ele tem o tamanho médio, o que significa, talvez, uns 150 gramas do peixe. Hoje resolvi pedir a versão quente (R$ 16,00), e confesso que me decepcionei, já que tive de descartar boa parte do recheio, que estava torrada demais. O pão e o azeite com o qual reguei o sanduíche, em compensação, estavam muito bons, assim como o chope (R$ 7,00), tirado com capricho.

No fim das contas, voltar ao Mercadão é sempre um bom programa.

Mortadela Brasil. Rua da Cantareira, 306, mezanino, box 4 (Mercado Municipal Paulistano), tel. (11) 3311-0024, http://www.mortadelabrasil.com.br

 

 

 

Sabiá desafinado

Sabiá: nem tão bom, nem tão ruim / Foto: Mario Rodrigues

Sabiá: nem tão bom, nem tão ruim / Foto: Mario Rodrigues

Dias atrás, fiquei no trabalho até mais tarde para evitar, na volta para casa, os transtornos decorrentes de mais uma manifestação na Paulista. Bateu a fome e tive de caçar algum bar com a cozinha aberta depois da meia-noite.

Eu não voltava ao Sabiá desde 2008, 2009, por aí. O salão vivia vazio, até que, de fato, fechou. O bar foi reaberto em 2011 e desde então uns amigos vinham comentado que, agora sim, o bar estava enchendo, legal e tal, e resolvi passar por lá.

O apetite, dizem, é o melhor cozinheiro. Mas convém não abusar de sua boa vontade, certo?

Pois é. Cheguei com fome e com sede e logo pedi um chope (bem tirado, R$ 5,50) e um pastel de camarão (gostoso, bem recheado, R$ 8,00).

Com o estômago já tranquilizado, relaxei e pedi uma dose de Claudionor (R$ 6,30), mais um sanduíche de bife à milanesa com rúcula (R$ 20,00).

Mas errei feio na pedida. E o bar desafinou legal na produção do sanduba. A começar pelo pão, que veio um pouco murcho. Para mim, se estiver 0,1% murcho, já é razão para reprovar. Com pão eu não brinco. E o recheio, confesso, me decepcionou. Faltou sal, tempero, sabor. Não valem os R$ 20,00 cobrados.

Antes de ir embora, tive tempo de flagrar algo que não gostaria. Eu estava aguardando pela nota fiscal, no caixa, quando vi um garçom devolvendo um copo de caldinho de feijão para o cozinheiro. O freguês havia reclamado da temperatura. Em vez de servir uma porção nova, aquecida, direto da panela, o que fez o cozinheiro?

Mandou pro microondas. Imperdoável.

Sabiá. Rua Purpurina, 370, Vila Madalena, tel. (11) 3032-1617.