O boteco mais seguro do Rio de Janeiro

Demorou um bocado, mas finalmente fui conhecer o Pavão Azul, boteco localizado na esquina as ruas Barata Ribeiro e Hilário de Gouveia, em Copacabana.

Foi uma visita rápida, é bem verdade, a meio caminho entre Ipanema e o Aeroporto Santos Dumont, quarta-feira passada.

Mas com tempo suficiente para pescar, acho eu, um tiquinho da alma do bar que — diferentemente de outros botecos da Zona Sul carioca, que costumam valer-se da fortuna de sua localização como vantagem competitiva, esquecendo-se do que realmente importa: atendimento, comida e bebida.

Percebi verdade naquelas pataniscas (uma espécie de primo pobre e disforme do bolinho de bacalhau, R$ 2,30 a unidade) e no chope, servido em copo adequado (tipo Hannover, com pezinho).

Não consegui me acomodar em uma das mesas sobre a calçada, mas o garçom deu um jeito de me arranjar uma banqueta, sobre a qual coloquei copo, petiscos e porta guardanapos, quase no meio-fio. A uns 5 metros de distância, alguns clientes tomavam cerveja e conversavam, encostados nos carros parados nas vagas a 45 graus.

A uma distância ainda menor, duas freguesas trocavam segredos, copo de cerveja na mão, pernas cruzadas e cadeiras descansando sobre o capô de um carro da polícia, também estacionado ali — a 12ª Delegacia de Polícia fica ali em frente, no que deve fazer do Pavão Azul o bar mais seguro do Rio de Janeiro.

Pavão Azul. Rua Hilário de De Gouveia, 71, Copacabana, tel. (21) 2236-2381.

Beba duas vezes por semana e seja feliz

Happy hour: duas vezes por semana, no mínimo / Foto: Romero Cruz

Happy hour: duas vezes por semana, no mínimo / Foto: Romero Cruz

A Organização Mundial de Saúde e entidades científicas internacionais de grande reputação, como o hospital da Universidade Johns Hopkins e a American Dietetic Association — além da minha nutricionista, a quem tive de recorrer no início desta semana depois que levei um presta-atenção do meu check-up mais recente por causa do colesterol —, recomendam os benefícios do vinho tinto para combater inimigos como as placas de gordura nas veias, a má circulação sangüínea e o mais ardiloso de todos os vilões (ao menos, no meu caso), o mau colesterol.

Na consulta de segunda-feira passada, Livia, a nutricionista, me deu o aval: “tudo bem, pode beber uma a duas taças de vinho por dia, não tem problema.”

Ok, para mim a boa notícia não era exatamente tão nova assim. Tipo, eu-já-sabia! Mesmo assim, meus olhos brilharam, ela há de ter percebido. Afinal, agora eu tinha um aval científico dito em alto e bom som.

Devo tamanha alegria aos queridos resveratrol e aos flavonoides, compostos presentes na uva, que têm respectivamente ação antioxidante e favorecem a produção de colesterol bom no  fígado.

Além dessa preciosa confirmação, dez dias atrás um interessantíssimo estudo comandado pelo neurocientista Robin Dunbar, da Universidade de Oxford foi divulgado. (Leia a notícia, em inglês, aqui.)

De acordo com Dunbar, homens que saem duas vezes por semana para beber com os amigos tendem a ter uma saúde melhor, a se recuperar mais rapidamente de doenças e a ser mais generosos.

Convenhamos, duas noitadas por semana em companhia dos amigos não farão mal a nenhum relacionamento.

Moderação e equilíbrio, no bar e na vida, não fazem mal a ninguém.

 

O dia em que tomei uma cerveja com o vocalista do Iron Maiden – ao som de Agepê e Frank Sinatra

Bruce Dickinson, do Iron Maiden: "o piloto"

Bruce Dickinson, do Iron Maiden: “o piloto”

 

O dia, ou melhor, a noite em que tomei umas cervejas com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, ao som de pagode e Frank Sinatra foi a de ontem, quinta-feira, 19 de setembro de 2013.

Foi assim que tudo aconteceu: Bruce e eu temos um grande amigo em comum, Alexey, ou Alex, com quem estudei no colegial e que o vocalista do Iron conheceu em 1996. Ambos são pilotos e fanáticos por aviação.

Pois bem, pedi ao Alex que intermediasse um contato com Bruce para uma entrevista (a ser publicada em breve na próxima edição especial Abril na Copa). Alex, el Mahandro, não só fez o meio de campo como me ligou no fim da tarde de ontem, dizendo para eu estar por volta das 8 da noite no hotel em que os caras do Iron Maiden estão hospedados.

Foi o que fiz, e às 8 e meia, mais ou menos, cheguei ao Renaissance. Reencontrei Alex, no bar do lobby, em meio a algumas dezenas de fãs — os mesmos fãs, disse-me ele, que afugentaram os integrantes da banda, que queriam ficar relaxando no hotel depois de terem desembarcado de um voo vindo do México.

A ideia era dar um tempo por ali e aguardar o chamado de Bruce. Pedimos uma cerveja (Erdinger, R$ 17,00), colocamos o papo em dia e ficamos por ali até umas 10, quando alguém do staff da banda veio até a gente, convidando-nos para subir ao Havana Club, o bar que fica no mezanino do hotel.

No espaçoso salão à meia-luz, casais dançavam na pista localizada no fundo e ao som de “Deeeeixa eu te amaaaar, faz de conta que sou o primeeeeiro”, o pagode romântico hit de Agepê. À esquerda, o balcão do bar se estende por uns bons 10 metros, e ocupa quase toda a lateral.

Em uma mesinha de canto, ao lado desse balcão, encontramos Bruce Dickinson e dois técnicos da banda, já grisalhos — como Bruce, aliás — com três copos, dos grandes, de caipirinha à frente.

Pelo que pude captar do bum humor dos três gringos, a primeira rodada dos drinques parecia algo distante no tempo. Alex e eu pedimos uma Heineken cada um (R$ 12,00 a long neck), antes que ele e Bruce engatassem uma conversa sobre jumbos, A 380s, A 330s, A 320s, gulfstreams e outros aviões. Entrei no papo quando o assunto migrou para Rock in Rio, família, a turnê.

Antes da saideira, por volta de meia-noite e meia, o DJ ainda presenteou os casais dançantes com Frank Sinatra, Bill Halley e Roberto Carlos. Bruce tomava mais uma caipirinha.

Havana Club. Alameda Santos, 2233, Hotel Renaissance, Jardim Paulista, tel. (11) 3069-2233.

 

 

 

 

Mi Palermo querido, papá!

O zôo do Buenos Aires: centenário

O zôo do Buenos Aires: centenário

Tenho certeza absoluta: para Maria Cecília, o colo do papai é o melhor lugar do mundo. Disputam o segundo posto na preferência da minha filhota os colos do vovô Gê, da mamãe, das vovós, titias e, desde o fim de semana passado, as ruas de Palermo, o querido bairro portenho.

Em sua primeira visita a Buenos Aires, Ciça, a nenê globetrotter, parecia sentir-se em casa. Embirrou, tagarelou, disparou algumas vezes pelas calles Thames, Serrano e Honduras, pelo saguão do Aeroparque, fez amigos nos restaurantes, brincou na areia, pirou no zoológico e cantou parabéns à mamãe, aniversariante.

Este foi meu quinto encontro com Buenos Aires. Na verdade, o mais correto é dizer que foi o quarto reencontro com Palermo Viejo, e só com Palermo Viejo, já que desta vez não saí do bairro, que conheci em 2004, na minha primeira viagem à cidade, e pelo qual fiquei imediatamente arrebatado. Gosto muito de seus prédios residenciais, de suas praças, bares e restaurantes, de suas lojinhas e kioskos, de suas casas e árvores desfolhadas no inverno, das ruas largas e retíssimas.

Saímos de São Paulo, Ciça, Camila e eu, na sexta, ao meio-dia, e desembarcamos em Ezeiza por volta das 3 da tarde. A corrida a bordo do táxi oficial do aeroporto até o hotel (Aspen Square, muito bom e bem localizado) custou-nos 240 pesos (100 reais). O voo de volta, na noite de domingo, partiria do Aeroparque, a vinte minutos e 40 pesos de Palermo. Portanto, vai aqui uma dica: tente sempre pousar e decolar desse aeroporto, para ganhar tempo e economizar dinheiro.

Contra a tentação de encarar uma parrilla logo nas primeiras horas em Buenos Aires, jantamos no italiano La Baita (Thames, 1603), a 700 metros do hotel e ao qual chegamos após uma agradável caminhada. Na verdade, Ciça pareceu ter se empolgado mais com o restaurante do que eu, já que resolveu circular por entre as mesas e explorar o restaurante, antes de voltar para meu colo e se deliciar com as galhetas, grissinis e pãezinhos do couvert. O ambiente é aconchegante, a carta de vinhos tem umas três dezenas de rótulos a preços razoáveis (tomei um Clos de los Siete por um valor equivalente a uns 70 reais), mas o cardápio decepcionou-me. Pedi uma milanesa com batatas e anchovas, que pesou mais do que o esperado no estômago.

No fim da manhã de sábado, seguimos direto para o Zoológico, a três quarteirões de distância. O zôo de Buenos Aires (35 pesos a entrada) não é grande, mas rende uma boa diversão. Muitas das jaulas, viveiros e áreas reservadas aos animais estão ali desde a fundação, em 1888. Maria Cecília empolgou-se com o elefante, o camelo, o filhote de hipopótamo, os rinocerontes e as lhamas.

Dali, caminhamos meio sem destino pelas transversais e paralelas à larga e bela Avenida Libertador e chegamos ao Voulez Bar, que fica numa esquina do bulevar Cerviño. Nesse bar, nem o colo do papai nem o da mamãe tiveram vez. Ciça deu um pequeno show, chiou, fez manha e só se acalmou quando lhe demos uns calmantes, digo, biscotinhos de polvilho. Quero voltar lá para comer um dos bonitos e enormes sanduíches, ou mesmo repetir a dose com o filé de frango acompanhado de purê de abóbora.

Na dúvida entre esticar para o Malba ou voltar ao hotel para fazer uma parada estratégica e acalmar a pequena, seguimos pelo bulevar Cerviño até que, poucos passos adiante, Ciça dormiu. Pudemos, assim, fazer uma paradinha em um café ao lado do parquinho infantil vizinho ao Jardim Botânico.

Ciça e seu amigo Santiago: a integração latinoameriacana é possível

Ciça e seu amigo Santiago: a integração latinoameriacana é possível

Ao fim do café, Ciça acordou, com toda a energia do mundo. Não poderíamos estar em um lugar melhor, ao lado do parquinho. Em meio à criançada, ela deu uns passos hesitantes, segurando em minha mão, até que a soltou e se entregou ao tanque de areia, onde fez amizade com dois garotinhos portenhos, os xarás de nome Santiago. No único momento de tensão dessa etapa do passeio, ela tirou o rastelinho da mão de Santiago I, que por sua vez abraçou o baldinho: — Noooo, Ciçaaaaa!

Já de volta ao hotel, fralda trocada, deixamos mamãe aniversariante descansar e andamos alguns quarteirões até a Calle Honduras, para comprar seu presente. Estava anoitecendo, muita gente nas ruas, e àquela hora Palermo ganha uma luminosidade toda especial, graças ao embate entre o sol a se pôr e a iluminação pública.

Ciça e o blogueiro, num tranquilo passeio no fim de tarde palermitano

Ciça e o blogueiro, num tranquilo passeio no fim de tarde palermitano

No jantar de sábado, finalmente fomos a uma parrilla, no caso La Retirada. Típica casa de carnes argentinas, cujos cortes são assados em forno de barro. Dividimos um ojo de bife ao ponto, que na verdade veio passado além da conta, considerado o padrão argentino. Ainda assim, estava saboroso. E Ciça, sonhando com os anjinhos.

Acordamos tarde no domingão — tarde, é bom dizer, significa 8h30 da matina, já que Ciça desperta entre 6h30 e 7h —, em tempo de pegar o bom e farto café da manhã do hotel. Assim, fizemos o check-out sem pressa. Deixamos as malas guardadas ali e tomamos a rua em direção ao La Cabrera, o meu restaurante predileto por lá.

O salão do La Cabrera: um dos prediletos dos brasileiros, entre os quais este blogueiro

O salão do La Cabrera: um dos prediletos dos brasileiros, entre os quais este blogueiro

Arrisco dizer que essa parrilla é quase uma embaixada brasileira, assim como o La Brigada, em Santelmo, e o Cabaña Las Lillas, no Puerto Madero. Pela relação entre custo e benefício, eu fico com ela e com cortes como o asado de centro (asado de tira/ costela), o bife de chorizo, o fantástico ojo de bife e as empanaditas fritas. E também por causa do serviço: durante a espera de quase uma hora, na calçada, serviram-nos de um drinque aperitivo e chouriço (linguiça). Já no salão, fomos atendido pelo garçom Chiche que, ao saber que era aniversário de minha Camila, ofereceu-nos duas taças de espumante e um pudim de leite, sobre o qual colocou uma vela para cantarmos parabéns. Ciça, no colo da mamãe, provou um doce pela primeira vez em sua vida, justamente, duas ou três colheradas do pudim de aniversário.

Maria Cecília, uma vez adocicada, ficou ligadona, feliz da vida. E não se deu conta de que o melhor lugar do mundo não é o colo do papai, nem Palermo, nem Buenos Aires. Mas, sim, todo e qualquer lugar em que o papai e a mamãe puderem estar ao seu lado.

 

 

Bar e bola

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Hoje em dia, na impossibilidade de estar na arquibancada ou na numerada, tenho preferido o sofá da sala na hora de assistir a jogos de futebol.

Dia desses, na impossibilidade de estar no estádio — era Wembley, no caso — e no sofá de casa, pois uns amigos gringos queriam ver àquela partida em um bar, fui ao Artilheiros Bar.

Dois fatores fazem do Artilheiros uma boa opção para quem gosta de juntar futebol e bar:. 1. a bela coleção de capas de PLACAR reproduzidas nas paredes, como a da foto acima (edição n. 263, de abril de 1975); 2. os dois telões, que permitem que o freguês/torcedor acompanhe o desenrolar dos jogos à distância.

Quando começamos a falar de cardápio, a coisa muda um pouco. A porção de pasteizinhos (R$ 17,00 com dez unidades) é apenas razoável, assim como o espetinho que pedi (de linguiça, R$ 6,00, que veio um tanto frio à mesa).

Entre as bebidas, tudo nos conformes: Original bem gelada (R$ 8,50 a garrafa) e caipirinha bem feita (R$ 17,00, com cachaça Nega Fulô).

Um alerta: grupos tocam samba e pagode no fundo do salão, que não tem tratamento acústico adequando. Haja tímpanos.

Artilheiros Bar. Rua Mourato Coelho, 1194, Vila Madalena, tel. (11) 2922-0314, http://www.artilheirosbar.com.br.

 

Com quantas fatias de mortadela se faz um sanduíche no Mercadão?

Bar Mortadela Brasil: sanduíche de escabeche de sardinha / Foto: divulgação

Bar Mortadela Brasil: sanduíche de escabeche de sardinha / Foto: divulgação

“São doze a quinze fatias de mortadela, que perfazem 290 a 300 gramas”, disse-me o garçom do Mortadela Brasil, um dos bares que faziam lotar o mezanino do Mercado Municipal Paulistano, por volta da 1 da tarde de hoje.

O Mortadela Brasil não foi o inventor — não foi, ao menos, ali no Mercadão — do megassanduíche de mortadela (R$ 19,00, com queijo) que há muitos anos faz com que longas filas se formem nesse e em outros bares do local. Mas, para quem se dispõe a encarar esse exagero da gula, é uma das alternativas ao do famoso Hocca Bar, cujo ponto original fica no térreo do mercado. Ali, aliás, a atendente limitou-se a me dizer que o sanduíche tem 300 gramas. Recusou-se a me dizer quantas fatias vão no lanche (R$ 15,00, quente ou frio).

Para falar a verdade, tanta mortadela assim de uma vez, seja do Mortadela Brasil, seja do Hocca, não faria tão bem ao meu coração, ainda mais na véspera de mais um São Paulo x Corinthians, de modo que optei pelo sanduba de escabeche de sardinha, a mais popular fonte de ômega 3 que se conhece, a fim de proteger minhas artérias.

Alguns meses atrás eu havia provado a deliciosa versão fria do lanche criado pelo Mortadela Brasil. Para os padrões da casa, ele tem o tamanho médio, o que significa, talvez, uns 150 gramas do peixe. Hoje resolvi pedir a versão quente (R$ 16,00), e confesso que me decepcionei, já que tive de descartar boa parte do recheio, que estava torrada demais. O pão e o azeite com o qual reguei o sanduíche, em compensação, estavam muito bons, assim como o chope (R$ 7,00), tirado com capricho.

No fim das contas, voltar ao Mercadão é sempre um bom programa.

Mortadela Brasil. Rua da Cantareira, 306, mezanino, box 4 (Mercado Municipal Paulistano), tel. (11) 3311-0024, http://www.mortadelabrasil.com.br

 

 

 

D4: parece Baixo Augusta, mas está nos Jardins

D4: ambiente mezzo indie, mezzo fashion

A caveira feita com Lego, que aparece na foto acima, foi a primeira coisa que chamou a minha atenção quando cheguei ao D4 Boteco Galeria. É uma obra do artista Alê Jordão que está (ou estava, pelo menos até o dia em que visitei o bar) à venda por 80.000 reais.

Naquela hora lembrei-me do meu sobrinho Torben que, aos 5 anos, é um ás do Lego. Ele é capaz de passar horas, dias, semanas montando todo tipo de coisa: já deu forma a espaçonaves, a uma Kombi, a barcos, trens, castelos mil.

Torbinho, pensei, é um artista. Fiquei ainda mais convicto quando me aproximei do caveirão e notei que, na real, a obra à venda no D4 é apenas revestida de peças Lego: trata-se de um molde em forma de caveira, em cuja superfície as pecinhas foram coladas e encaixadas. Uma autêntica cabeça oca — de Legos, ao menos.

De todo modo, a caveira combina em cheio com o visual meio alternativo do ambiente, que tem as paredes do térreo e da pista, no mezanino, grafitadas. Se você chegar vendado ao bar, que foi aberto em agosto de 2012, num primeiro momento vai achar que está em algum lugar do Baixo Augusta, até notar que o público que chega tem mais a ver com os Jardins, mesmo, e está mais para, como dizem, “fashionistas”: garotas e rapazes esguios, na faixa dos 30, e um certo ar gay friendly.

Da carta de bebidas, vale a pena apostar nos drinques, sejam eles os clássicos (negroni, bem gostoso, equilibrado, R$ 22,00) ou os da casa, a exemplo do john coltrane (vodca, mel, lemoncello e licor de amora Chambord, R$ 26,00). Entre os petiscos, a porção joan miró é bem feita e foge da mesmice (bolinhos de risoto de ragú de cordeiro, R$ 26,00).

Depois das 23h, a pista de dança começa a esquentar, ao som de eletro, funk e rock.

D4 Boteco Galeria. Rua da Consolação, 3417, Jardim Paulista, tel. (11) 2338-8910, http://www.d4botecogaleria.com.