Família feliz em Valparaíso e Viña del Mar

De manhã, a caminho de La Sebastiana, Cerro Bellavista / Foto: Miguel Icassatti

Muitos dos turistas que vão ao Chile costumam visitar Valparaíso no esquema bate-e-volta a partir de Santiago, combinando Viña del Mar no roteiro. Honestamente, concordo com o viajante profissional Ricardo Freire, que aconselha que se passe ao menos uma noite em Valparaíso. Uma manhã ou uma tarde não são suficientes para capturar a graça dessa cidade portuária que até a construção do Canal do Panamá era a última parada das embarcações que seguiam do Pacífico ao Atlântico via Estreito de Magalhães.

Alguns amigos fizeram esse esquema vapt-vupt e não a curtiram. A eles, digo: deem uma segunda chance a Valparaíso, mas passem ao menos uma noite por lá. Isso fará toda a diferença para explorar não apenas os prédios históricos, os quais, aliás, foram declarados Patrimônio Cultural da Humanidade em 2003. Na parte baixa e plana é confusa e suja como muitas cidades portuárias sulamericanas — confesso que ainda consigo achar alguma poesia em cenários caóticos como esse.

Pelo Expedia, reservei duas noites no charmosíssimo RC Art Deco Hotel. Esse hotel de design tem apenas dez quartos, um salão de café da manhã no terceiro e último andar, com vista panorâmica para o porto e o casario. Além disso, fica a apenas 300 metros de distância de La Sebastiana, uma das malucas e mágicas casas do poeta Pablo Neruda, que foram convertidas em museus. Está, portanto, em Cerro Bellavista, um dos 42 morros que dominam a paisagem de Valparaíso.

Panorama do porto de Valparaíso a partir de La Sebastiana / Foto: Miguel Icassatti

Nos cerros, com suas casinhas coladas umas nas outras, coloridas, é que a alma de Valparaíso se revela. Você tira um cochilo no quarto do hotel à tarde, com vista para o Oceano Pacífico, e de repente é despertado pelos gritos e risadas da criançada correndo e brincando na rua, ou melhor, na ladeira. Enquanto está despertando, vê o sol se pondo ao mesmo tempo em que as luzinhas das casas vão se acendendo.

Se Cerro Bellavista tem La Sebastiana, Cerro Alegre é dos bares e restaurantes — se bem que ao pé do Cerro Bellavista, a pracinha que dá acesso às pirambeiras Yerbas Buenas, General Mackenna e Ecuador tem um clima muito parecido com o do Baixo Augusta, com direito a punks chilenos a perambular pela rua. No Cerro Alegre, em busca de um lugar para jantar, subi e desci as ruas, empurrando o carrinho da bebê, até parar no Pasta e Vino, talvez o restaurante mais badalado da cidade. Pela cara blasé que o maître fez ao nos receber sem que tivéssemos feito reserva, é bom não dar sopa para o azar. Na cozinha  separada do salão por uma estante vazada repleta de garrafas de vinho, são cozidas massas al dente, com alguns molhos um tanto carregados no creme de leite. Ainda assim, valeu a visita, sobretudo porque Ciça dormiu durante todo o jantar, hehehe, e pelo vinho, o Flaherty 2010, feito com as uvas shiraz, cabernet sauvignon e tempranillo no Vale do Aconcágua pela vínicola de butique criada pelo americano Ed Flaherty, que já foi enólogo da Errazuriz e da Viña Tarapacá. Acho que não há importação desse vinho para o Brasil.

Tem certeza que o Oceano é Pacífico?/ Foto: Miguel Icassatti

Para não dizer que não falei de Viña del Mar, cuja orla é uma espécie de espelho ampliado de Pitangueiras, no Guarujá, caminhamos uma tarde à beira-mar, colocamos os pés nas águas geladas do Oceano Pacífico e paramos para um almoço em Caleta Portales. Esse é, na verdade, o nome de um dos cinco ou seis restaurantes montados lado a lado num calçadão à beira-mar e ao lado de um mercado de peixes no meio do caminho entre Viña e Valparaíso. A falta de conforto do lugar — e, confesso, o susto que tomei ao ver a placa acima na escadaria de acesso à passarela que leva à estação do metrô — foram compensados pelo frescor da reineta, dos camarones al ajillo e do côngrio que Camila e eu pedimos. Receitas simples, a la plancha ou preparadas na grelha, e sem molhos e excessos.

Maria Cecília, princesa que é, tirou uma boa sonequinha enquanto seus pais puderam almoçar com calma. Mas despertou em tempo de colocar os pezinhos de pão na água gelada e azul do Oceano Pacífico.

Família feliz em Santiago

Parque Bicentenario, em Vitacura, Santiago; ao fundo a Torre Costanera Norte / Foto: Camila Antunes Icassatti

Uma fila de carrinhos de bebê toma conta do acesso ao elevador da estação de metrô. Babás e vovós passeiam de mãos dadas com seus pimpolhos pelas ruas. Três casais amassam maçãs e bananas e servem papinha a seus filhotes enquanto tomam o café da manhã no hotel. No restaurante, para qualquer lado que se olhe, veem-se recém-nascidos no colo de um adulto.

Pode ser que o olhar de um neopai, como é o meu caso, esteja viciado nesse universo de carrinhos, bebês-confortos, fraldas e pomadas. Mas acabo de voltar de Valparaíso e de Santiago — na verdade, “acabamos” de voltar de lá Camila, eu e minha pequena Maria Cecília, que aos 5 meses de vida cumpriu suas primeiras horas de voo numa boa —com a convicção de que esse pedaço do Chile está se tornando um destino para viagens em família. Ou que está vivendo um baby boom, graças, quem sabe, ao 44o. posto que ocupa no ranking de Desenvolvimento Humano da ONU, o que o coloca entre o de melhor qualidade de vida na América Latina e Caribe.

Não foi assim tão por acaso que escolhi o Chile como destino dessa viagem de curtas férias, que seria a de estreia de Maria Cecília e o farewell da licença maternidade de Camila. Embora a pediatra não tivesse se oposto à nossa ideia original, de visitar minha irmã na Alemanha, resolvemos lançar mão de (alg)uma dose de prudência e concordamos que 4 horas de voo seria o limite para nossa filhota que, afinal, ainda está amamentando. Sair do país já seria uma aventura e tanto. Além disso, já conhecíamos Santiago e havíamos gostado da cidade (aqui neste post de 2009, o primeiro de três, eu descrevo um pouco daquela viagem), que é plana e organizada.

É claro que, desta vez, a viagem foi mais light, isto é, não fizemos mil coisas por dia. Taí a um primeiro conselho: programe apenas uma atividade por dia. O que vier a mais é lucro.  Bebês de cinco meses — como a minha Maria Cecília — podem ser bons companheiros de viagem mas dormem, acordam, choram, fazem número 1 e número 2 várias vezes ao dia e se cansam.

E essa é a deixa para o conselho número 2: se você está acostumado a economizar na hospedagem, agora que viaja com um bebê trate de desembolsar uma grana a mais para um hotel que seja bem localizado, e que tenha uma boa infra-estrutura, com academia, restaurante, sauna e piscina, por exemplo. Ah, e que tenha um bom banheiro no quarto.

Desta vez nossa base foi a região de Las Condes, a área mais moderna de Santiago. Suas ruas de calçadas largas e uniformes concentram bons hotéis, restaurantes, belos casarões, prédios residenciais e muitos arranha-céus comerciais. Está sendo erguido ali o Gran Torre Costanera (foto), com 300 metros de altura e 64 andares, que será o mais alto da América Latina — não por acaso os locais se referem ao pedaço como “Sanhattan”.

Nosso hotel, o quatro estrelas Plaza El Bosque Park, estava a um quarteirão da Avenida Isidora Goyenechea, onde estão lado a lado restaurantes como o Piola, o Bariloche (onde comi, no primeiro dia, um bom ceviche e um razoável asado de tira), o Nolita e o Miguel Torres, que funciona também como enoteca. Miguel Torres, aliás, é uma vinícola espanhola e uma das pioneiras a produzir bons vinhos no Chile. A comida, para minha frustração, não estava à altura dos vinhos — comi, provavelmente, a pior rabada da minha vida.

A cerca de 15 minutos dali, em Vitacura, fica o Parque Bicentenário, também conhecido como Parque de las Américas. É um espaço espremido entre uma encosta do Cerro San Cristobal e as vias que margeiam o rio Mapocho, com gramados bem cuidados, pouca sombra, mas que nos fins de semana coloca à disposição dos visitantes espreguiçadeiras e guarda-sóis.

Madame Ciça e seu motorista-blogueiro no Parque Bicentenario / Foto: Camila Antunes Icassatti

Outra área verde bacaninha é o Jardim das Esculturas, em Providência, bairro um pouco mais central, também repleto de bares, escritórios e restaurantes. Em 2009, hospedei-me nesse bairro. Pequeno, à beira do rio Mapocho, não vai tomar mais do que uma hora de seu passeio. Fizemos uma pausa na livraria instalada no local, antes de seguirmos para o almoço, que foi no simpaticíssimo El Jardín de Epicuro, na rua Orrego Luco. Nessa arborizada ruazinha há cinco ou seis restaurantes cujos terraços parecem se confundir. Tomei ali o primeiro pisco sour da viagem e comi um delicioso côngrio grelhado.

De volta a Las Condes, três endereços são imperdíveis: 1. a Praça Peru, que tem um parquinho para a criançada passar uma boa hora gastando energia; 2. em frente, no térreo do hotel W, fica a autoexplicativa El Mundo del Vino, megaloja especializada em rótulos chilenos mas que também vende vinhos produzidos em outros países. Há uma filial no shopping Parque Arauco mas esta daqui é muito maior — e mais legal; e 3. o restaurante Happening, especializado em carnes. É uma filial de uma casa argentina, que até faz lembrar o Rubaiyat.

Nesses quatro dias em Santiago, ainda consegui rever o Pátio Bellavista, um centro gastronômico que abriga também umas lojinhas boas para comprar suvenir, cercado por universidades, bares e restaurantes instalados em casas antigas. Mas frustrei-me por não ter podido voltar ao Ligúria, que está em reforma.

No próximo post vou contar sobre Valparaíso, ok?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A viagem gastronômica do Franz Ferdinand

Franz Ferdinand, com Alex Kapranos à direita / Foto: Lucio Ribeiro

Neste domingo, 27, às 6 e meia da tarde, o Franz Ferdinand toca mais uma vez em São Paulo, no Parque da Independência. O show – gratuito – é parte da programação do Cultura Inglesa Festival , evento que a cada ano reúne mais e mais legais atrações não só na capital, mas também em Santos, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba.

Das bandas surgidas nos últimos dez ou quinze anos, certamente o Franz é a minha preferida. Já fui a dois shows e passei a ter uma simpatia ainda maior pelos caras quando descobri que o vocalista, Alex Kapranos, é um sujeito bom de garfo e de contar histórias. Tanto é que lançou Mordidas Sonoras (Conrad, 144 páginas, R$ 27,30 no site http://www.lojaconrad.com.br), livro em que reúne historietas de lugares em que ele e seus colegas pararam para fazer uma boquinha durante a turnê mundial de 2005 e 2006 (quando, em São Paulo, a banda abriu o shows do U2, na primeira vez que os vi).  

Um momento impagável do livro é o relato da passagem por  Cingapura. Após ter sido estupidamente interpelado pelo gerente do Intercontinental enquanto fazia uma boquinha no pomposo saguão do hotel em que estava hospedado, convidou a plateia de 6.000 pessoas a aparecer por ali depois do show. “Levem um pouco de fast-food com vocês”, pediu. E não é que a moçada apareceu?

 

Foto: divulgação

 

O livro traz também alguns textos publicados na coluna “Sound Bites”, que ele assinou no jornal inglês The Guardian justamente até 2006, além de memórias de infância e dos tempos pré-rock’n’roll, quando trabalhou como entregador de comida e chef de cozinha. É hilária a descrição da degustação de amendoim, digamos assim, feita pelo autor, aos 3 anos de idade, sobre o carpete zero-quilômetro da casa nova.

Foram duas voltas e meia ao redor do planeta, por quatro continentes, onde Kapranos e seus colegas comeram de quase tudo: caranguejos de água doce em Sydney, faisão em Glasgow, cabeça de porco na Coreia, miúdos bovinos em Buenos Aires e até foram apresentados ao rodízio de carnes na churrascaria Porcão, no Rio de Janeiro. Ilustrado por Andy Knowles, tecladista da banda, Mordidas Sonoras é um livro leve, mas que deve ser digerido em pequenos goles, uma historinha de cada vez, como quem degusta uma stout gelada, no ponto.

 

BH + São Paulo = 24 horas de boteco neste sábado

Costelinha com molho de cachaça e rapadura acompanhada de pachá mineiro do Bar do Antônio (Pé-de-cana) / Foto: divulgação

Para falar a verdade nem é assim tão necessário arranjar um motivo especial para passar o sabadão entregue à boemia. Mas o dia de amanhã, 19 de maio, traz duas senhoras festas dedicadas à botecagem, uma em São Paulo, outra em Belo Horizonte – e cada uma delas com 12 horas de duração.

Em Beagá, os 41 botecos participantes da edição 2012 do festival Comida di Buteco – que chega a São Paulo em 1º de junho – vão participar da Festa de Saideira. A partir do meio-dia, eles vão servir os petiscos com os quais concorreram este ano, enquanto rolam os shows de Nando Reis, Monobloco e Aline Calixto. Ali pelo cair da tarde devem ser divulgados os botecos vencedores e seus tira-gostos maravilhosos. Vou faltar à festança desta vez, mas na terça-feira passada, durante um bate-e-volta à cidade, tive tempo de provar o prato de um dos concorrentes, o Bar do Antônio (Pé-de-cana), ali do Sion: uma deliciosa e úmida costelinha de porco assada com molho de cachaça e rapadura, acompanhada de pachá mineiro (queijo-de-minas empanado e frito). Faltou-me apenas uma dosezinha de cachaça para acompanhar – culpa do horário comercial…

Bolinho de bacalhau do Bar do Luiz Fernandes / Foto: Bob Paulino

Aqui em São Paulo, por sua vez, o anfitrião da festança é o Bar do Luiz Fernandes, que completa 42 anos. Dona Idalina e sua equipe devem estar neste momento trabalhando alucinadamente para dar conta de preparar os milhares de bolinhos e demais acepipes que serão servidos às 2.000 pessoas que devem se reunir, a partir das 16 horas, no Moinho Eventos (os ingressos estão esgotados). Além do lançamento do divino (um petisco feito com camarão) e de apresentar um cenário que remete ao Nordeste, em honra ao centenário de Luiz Gonzaga, o evento terá shows de Arlindo Cruz, Reinaldo, Neguinho da Beija-Flor e Dudu Nobre, entre outras 14 atrações divididas em dois palcos.

Menos pela música e mais pelos petiscos e a celebração de 42 anos, sim, eu estarei lá.

Saideira do Comida di Buteco 2012. Largo da Saideira (altura da Avenida Cristiano Machado, 3450, ao lado do Minas Shopping). 12h/0h. R$ 140,00. www.comidadibuteco.com.br.

Bar do Luiz Fernandes – 12 horas de boteco. Moinho Eventos (Rua Borges de Figueiredo, 510, Mooca). 16h/4h. R$ 150,00 (ingressos esgotados). http://www.bardoluizfernandes.com.br.

Minuto de silêncio para o Armando

Bar do Armando: símbolo manauara / Foto: Leo Feltran

 Se o Teatro Amazonas é o principal ponto turístico do centro de Manaus, o vizinho Bar do Armando terá sido o maior símbolo da boemia manauara em todos os tempos.

Quem já passou um fim de tarde, ou um fim de noite, ou as duas coisas, tomando uma cervejinha em uma das mesas de plástico dispostas sobre o calçadão ou o asfalto, há de concordar comigo. E há também de lamentar a morte de Armando Dias Soares, na terça-feira, 10 de abril, aos 77 anos, que foi quem transformou aquele imóvel simples e de fachada antiga num dos melhores botecos do país.

Armando não precisou pensar muito antes que isso viesse a acontecer. Nascido em Portugal, chegou ao norte do Brasil em 1952. Trabalhou em bares e teve uma banca de frutas no mercado público, até que, nos anos 70, passou a administrar a mercearia que o cunhado havia montado naquele ponto do Largo de São Sebastião, para o qual o belo Teatro Amazonas dá fundos.

 

Armando, avental azul e o pernil: inseparáveis / Foto: Cacau Mangabeira

 

Sempre vestindo avental azul, pouco tempo depois tomaria a decisão correta de mudar o foco do empreendimento ao ver chegar a concorrência das grandes redes de supermercados à cidade.

Manaus perdia uma quitanda mas imortalizava aquele endereço.

Nas três vezes em que estive ali, lembro-me de tê-lo visto administrar tudo sozinho: tomando conta do salão, checando os pedidos e preparando sanduíches de pernil no pão francês que locais e forasteiros, como eu, devorávamos com avidez enquanto víamos a vida passar.

Depois de três dias fechado por luto, o Bar do Armando foi reaberto. “Era o desejo dele, que continuássemos com seu legado”, disse-me o genro, Roberto Carvalho.

Bar do Armando. Rua 10 de Julho, 593, centro, Manaus, tel. (92) 3232-1195.

Os melhores frangos são os que sobem a serra

Para um folião um tanto hiperativo quanto eu, é até duro constatar: este carnaval foi dos mais tranquilos.

Eu, que já me perdi pelos blocos de Olinda, Rio de Janeiro, Ouro Preto e Recife em carnavais passados, desta vez optei pelo sossego da Serra Gaúcha. Passei duas noites entre Gramado e Canela. Fiquei surpreso com as altíssimas temperaturas (desembarquei em Porto Alegre com 38 graus na cachola; no alto da serra os termômetros bateram os 33 graus) e impressionado com a estrutura turística da região.

Canela foi uma gratíssima surpresa. Como não tive muito tempo para desfrutar da cidade, saí de São Paulo decidido a fazer duas coisas, apenas. Assim, dei uma volta pelo Parque do Caracol, cuja atração máxima é a cascata homônima, com 131 metros de altura. A vista para aquele véu, a partir do mirante, hipnotiza. Dali parti para o Parque da Cachoeira, aonde se chega após encarar 10 quilômetros de uma estrada de cascalho. Bem menores, com cerca de 20 metros de altura, talvez, as quatro quedas d’água formada pelo Rio Cará do parque formam piscinas naturais, a principal delas com 8 metros de profundidade. Uma delícia ter mergulhado ali.

Gramado, por sua vez, é definitivamente uma das cidades brasileiras mais preparadas para o turismo: há parques, museus, shows, lojas, restaurantes, cáfés, atividades, enfim, capazes de manter famílias entretidas por uma semana, pelo menos – e sem repetir qualquer item da programação. Opções de hospedagem também não faltam, pois existem pousadas simples mas charmosas, hotéis luxuosos e até mesmo casas e apartamentos para aluguel por temporada.

Confesso que esperava uma pouco da mais da gastronomia. No inverno, ok, deve ser uma delícia encarar uma daquelas sequências de fondues que muitos restaurantes oferecem. Mas no verão, convenhamos, é uma tarefa difícil. Da mesma forma, há um exagero de restaurantes especializados em rodízio de massas. Uma pastisceria ou uma trattoria, das boas, a cidade fica devendo. (Prometo voltar no inverno, ávido por um banquete de fondues)

Galeto al primo canto, da Casa di Paolo, em Gramado (RS)
Galeto al primo canto, da Casa di Paolo, em Gramado (RS) / Foto: Mario Rodrigues

Uma ótima exceção a essa regra, ainda bem, fica por conta de uma instituição gaúcha, no caso, uma galeteria. Na Casa di Paolo, que integra uma rede com restaurantes em Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Garibaldi, é servido um impecável galeto italiano.

Convém dizer que esse tipo de estabelecimento se caracteriza pela fartura. O galeto al primo canto, ou seja, abatido ao primeiro canto, entre 25 e 30 dias de vida, é a estrela de uma refeição que costuma começar com sopa de capelete, salada de radicce (almeirão) com bacon, maionese, polenta e massas, como o espaguete e o tortei (recheda com abóbora).

Salão da galeteria Casa di Paolo, em Gramado (RS)

Um dos ambientes da Casa di Paolo, em Gramado (RS) / Foto: Marcelo Curia

A Casa di Paolo, pois, conjuga comilança com qualidade e sabor. E preza os ingredientes da terra. A começar pela bebida, o refrescante chope Rasen, fabricado em Gramado (R$ 4,80) à moda das cervejas mais secas e amargas do norte da Alemanha.  

A especialidade da casa, por sua vez, é precedida pela sopa de capelete e pelas duas opções de salada: a siciliana (com alface, rúcula, croûtons, tomate seco e parmesão) e a de fresquíssimas e verdejantes folhas de radicce com bacon crocante.

Em seguida, o garçom deposita à mesa, como que numa escolta ao galeto, uma bandeja contendo polenta brustolada (chapeada) e outra repleta de bolotas de queijo à dorê (bolotas mesmo, maiores que uma bolinha de pingue-pongue e menores que uma bola de tênis; logo, bolotas!).

Sua excelência o galeto, por sua vez, chega cortado em quatro pedaços, com a pele douradíssima e a carne úmida e bem temperada, com sal na medida e um leve destaque para a sálvia.

A essa altura poderão estar à sua frente, sobre a toalha branca, também o espaguete e/ou o tortei feitos ali mesmo, amarelíssimos, cobertos por um (tomate), dois (funghi), três (quatro queijos), quatro (alho e óleo) ou cinco (tomate seco) tipos de molho.

E para não dizer que não falei de doces, você escolhe: sagu com creme ou pudim de leite.

Eu fui de pudim.

Achou pouco? Pois saiba que nas galeterias pode-se repetir os pratos quantas vezes quiser. Por tudo isso, na Casa di Paolo cada comensal paga R$ 47,00 mais taxa de serviço.

E volta para casa rolando, satisfeitinho da silva.

 

 

10 botecos (quase) à beira-mar para aproveitar o verão

Antes de mais nada, quero desejar um Feliz 2012 a todos que me leem (e também aos que não me leem).

Em segundo lugar, e indo direto ao ponto, apresento esta lista com 10 botecos e/ou bares pé-na-areia para curtir ainda neste verão, de Norte a Sul do Brasil, em capitais e cidades praianas. Capriche no protetor solar e saúde!

1. Box 32 (Florianópolis

Balcão do Box 32 / Foto: Madalena Leles

Grande atração do Mercado Público, o bar é decorado com fotos de artistas, jogadores de futebol e personalidades clicadas ali mesmo. A razão do sucesso entre forasteiros e locais é o cardápio de petiscos com peixes e frutos do mar. Arrisco dizer que num raio entre Floripa e Porto Alegre (ou Curitiba) não há bolinho do bacalhau nem pastel de camarão (com 100 gramas de recheio!) que faça frente aos que são servidos na casa.

Mercado Público Municipal, box 32, centro histórico, Florianópolis, tel. (48) 3224-5588, www.box32.com.br.

 

2. Heinz (Santos)

Heinz Bar / Foto: Leo Feltran
 
Desde 1960, época em que os poucos prédios então existentes na orla santista ainda não haviam entortado, este bar atrai gerações de fregueses fieis em busca do excelente chope, um dos melhores do país (não estou exagerando). Como vai ser impossível tomar apenas um copo, forre o estômago com uma porção de salsichão.

Rua Lincoln Feliciano, 104, Boqueirão, Santos, tel. (13) 3286-1875, www.barheinz.com.br.

 

3. Bar do Genésio (Ilhabela)

No meio do caminho entre a balsa e a vila, este botecão de esquina, simplório, merece sua visita por um único motivo: as saborosas empadinhas de camarão. Se estiver com um tempinho livre, acomode-se em uma das mesas de plástico sobre a calçada, peça uma Brahma e esqueça um pouco da vida.

Avenida Pedro de Paula Moraes, Saco da Capela, Ilhabela.

 

4. O Caranguejo (Rio de Janeiro)

O Caranguejo / Foto: Daniella Duarte

A três quarteirões da Avenida Atlântica, este bar-restaurante dispensa o marketing de similares como o Bracarense ou o Jobi. Da cozinha saem coisas seriíssimas, caso do pastel de siri, uma companhia mais que perfeita para o chopinho.

Rua Barata Ribeiro, 711, Copacabana, Rio de Janeiro, tel. (21) 2235-1249, www.restauranteocaranguejo.com.br.

 

5. Ceará Bar (Vitória)

Ceará Bar / Foto: Leo Feltran

As mesas de plásticos que teimam em escapar pela calçada em frente a este boteco cinquentão ficam lotadas quase todas as noites e nas tardes de sábado. Uma vez ali, siga os habitués e abra os trabalhos com o pastel de siri e a batidinha de pitanga.

Avenida Demerval Lyrio, 55, Mata da Praia, Vitória, tel. (27) 3327-4665.

 

6. Maria Nilza (Guaiú – BA)

Maria Nilza Rosa Soares é uma simpatia só, uma anfitriã como poucas, uma lady. Com graça e simpatia, recebe os fregueses e logo os deixa à vontade para aproveitar o mar, que está bem ali à frente. Para comer? Mais pastel de siri e moquecas preparadas no forno a lenha, simplesmente sensacionais.

Praia de Guaiú, Santo André, distrito de Santa Cruz de Cabrália.

 

7. Boteco do França (Salvador)

Boteco do França / Foto: Heudes Régis

França é Antônio França Vieira, ex-garçom que tornou-se patrão ao abrir este botecaço no Rio Vermelho, um dos bairros mais boêmios de Salvador. Não há muito segredo escondido aqui não: é só chegar, tomar posse de uma mesinha do lado de fora, pedir uma Bohemia e revezar os tira-gostos entre o bolinho de bacalhau (com massa de aipim/macaxeira/mandioca), o polvo à vinagrete, a carne de sol…

Rua Borges dos Reis, 24-A, Rio Vermelho, tel. (71) 3334-2734, www.botecodofranca.com.br.

 

8. Venezia Tropicale (Japaratinga – AL)

A Praia de Japaratinga é uma típica vila de pescadores, no meio do cmainho entre as badaladas Maragogi e São Miguel dos Milagres, no litoral norte alagoano. Os barquinhos ficam ancorados à espera da próxima saída mar adentro, a areia branca realça a cor azul esverdeada e quase caribenha da água e nada de luxos ou confortos urbanos. Literalmente pé-na-areia, este bar-restaurante-pousada administrado por um italiano de Veneza é o ponto de apoio ideal, se não foi o único, para quem quer passar o dia ali. Boa pedida: risoto de camarão, para duas pessoas.

Avenida Napoleão Rodrigues da Silva, 150, Japaratinga, tel. (82) 3297-1273.

 

9. Casa de Banhos (Recife)

O fato de ser um dos melhores lugares da capital pernambucana para ver o crepúsculo não basta para convencê-lo a passar umas boas horas por ali? Pois saiba que do bar saem boas caipirinhas e um caldinho de sururu capaz de desafiar os fígados mais resistentes. O acesso à casa se dá de duas formas: de carro, pela beira-mar de Brasília Teimosa, e de barco.

Molhes do Porto do Recife, quilômetro 1, Brasília Teimosa, Recife, tel. (81) 3075-8776.

 

10. Espetinho do Pedro (Natal)

Espeto do Pedro/ Foto: Luis Morais

Ok, os espetinhos são a especialidade da casa. Mas o programa ideal pode até dispensar a, digamos, iguaria. Poucas sensações neste mundo são mais prazerosas do que entregar-se ao ócio em um das mesas dispostas sob os dois pés de algodão-do-pará que dão sombra ao bar. Acha que pegaria mal dar uma bandeira dessas? Chame o garçom, peça uma gelada e agradeça a Deus por estar ali. 

Avenida Brigadeiro Gomes Ribeiro, s/nº, Morro Branco, Natal, (84) 9471-2854.

Vamos copiar os cariocas: boteco é Patrimônio Cultural

 

Bar Brasil / Foto: Semi Yassuda

 
Não sei de quem foi a ideia, mas ela é genial: hoje termina no Rio de Janeiro o 1º Seminário Internacional do Bar Tradicional, que discute, entre outros assuntos, a história, o clima e o espaço dedicado aos botequins. O apocalíptico tema “Crise atual e estratégias de preservação” vai fechar o evento nesta tarde, que acontece na Estudantina (Praça Tiradentes, 81, centro).

Calma, gente, vamos tomar uma gelada? Não sei qual será a conclusão dos debatedores, mas os bares tradicionais não estão em crise nem no Rio nem em São Paulo ou em qualquer outro canto do país. Uns morrem, é verdade, outros nascem já clássicos, outros sobrevivem por décadas. Assim é a vida, certo?

Tanto não há crise, graças a Gobbo, o anjo protetor dos bares, que doze endereços tradicionais do Rio de Janeiro passam a ser considerados Patrimônio Cultural da Cidade, de acordo com decreto assinado na abertura do seminnário, ontem, pelo prefeito Eduardo Paes. Os mais jovens da lista estão na ativa desde a década de 1930! São eles:

Café Lamas (viva o filé à oswaldo aranha!), Bar Luiz (chopinho e salsichão, que combinação!), Nova Capela (cabrito na madruga), Restaurante Pastoria, o “28” (mais cabrito), Casa Paladino (e sua omelete de bacalhau), Adega Flor de Coimbra (b’linhux d’ b’c’lhau!), Armazém Senado (tremoço e azeitona pra acompanhar a cerveja), Bar Brasil (chope centenário), Bar Lagoa (que lindo!), Cosmopolita (aqui o embaixador do Brasil nos EUA Oswaldo Aranha inventou o… filé à oswaldo aranha), Armazém São Thiago (e aquela polpetta, hein?) e Adega Pérola (sushi de português, isto é, sardinha marinada e enrolada).

Pois terá meu voto nas eleições municipais paulistanas de 2012 o candidato honesto, capaz, comprometido com o ideal de fazer de São Paulo uma cidade melhor e que tiver ideia semelhante a essa dos cariocas, ou seja, de valorizar os botecos e restaurantes mais antigos e tradicionais como um Patrimônio Cultural local. Para dar uma mãozinha, vai aqui a minha lista, também com 12 indicados e seu respectivo ano de abertura. Como critério de seleção, além de minha preferência pessoal, adotei a idade: Todos são mais velhos do que este blogueiro.

1. Bar do Alemão (1968), sanduba de rosbife, samba e choro à paulistana.

2. Bar do Vito (1942), roll-mops (sardinha na salmoura) e cerveja.

3. Bar do Luiz Fernandes (1970) e os bolinhos de carne e de bacalhau feitos pela Dona Idalina.

Bar do Luiz Fernandes / Foto: Mario Rodrigues

 

4. Bar do Luiz Nozoie (1962) e as cervejas mais bem geladas da cidade.

5. Elídio Bar (1973), o balcão de petiscos merece um tombamento à parte. Mas eu quero a versão antiga do bar de volta!

6. Estadão (1968), o melhor sanduíche de pernil deste lado do universo.

7. Frevo (1956), depois do cinema, sempre.

8. Jabuti (1967). Polvo à vinagrete e estamos conversados.

Jabuti / Foto: Gustavo Lourenção

 

9. A Juriti (1957). Rãs e batidas de coco.

10. Léo (1940), o chope. O bolinho de bacalhau. As manhãs de sábado. E seus descendentes Barão e Amigo Leal.

11. Moraes (1929) e seu filé.

12. Pé Pra Fora (1970), a melhor varanda e o melhor filé aperitivo.

13 (…putz, errei na conta!). Valadares (1962), batata serragem e cerveja para fazer descer os testículos de boi.

E para você, que boteco mereceria o título de Patrimônio Cultural paulistano?

A dona da praia

Maria Nilza: o restaurante pé-na-areia / Foto: Miguel Icassatti

De volta ao tema Sul da Bahia na baixa temporada, preciso falar da Maria Nilza e de Guaiú.

Guaiú é uma vila que fica a 17 quilômetros do cais da balsa que liga Santo André a Santa Cruz Cabrália, mais um dos pedaços de litoral nos arredores de Porto Seguro que, felizmente, segue ignorado pela maioria da turba que lota a região na alta temporada. O acesso é fácil, pela BA-001, estrada que presenteia motorista e passageiros com um cenário repleto de coqueiros, ora uns platôs, ora campos encharcados em primeiro plano. De tombo, a praia (4 estrelas pelo GUIA QUATRO RODAS) tem areia clara e o Rio Guaiú desembocando no meio da enseada, formando umas lagoinhas bem legais para o banho. Um sossego só, sem frescuras nem nada que se pareça com aquele pseudoluxo artificial de praias como as Jurerês da vida.

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Nascida em Vitória da Conquista (BA), Maria Nilza Rosa Soares é a proprietária de um delicioso restaurante pé-na-areia ali em Guaiú (basta seguir as placas na estrada que será moleza encontrar o local). Em seu Restaurante Maria Nilza, Maria Nilza serve moquecas e pescados preparados, veja só, no forno a lenha (uma levíssima moqueca de peixe sai a R$ 55,00 para duas pessoas). Convém, aliás, encomendar o prato do almoço – a casa fecha às 4 da tarde – assim que se chega ali e definir o horário da refeição, que será servida pontualmente. Para segurar o apetite, vale muito a pena encarar a porção de pasteis de siri (R$ 12,00 com quatro unidades).

Estar em companhia de Maria Nilza, sim, é um luxo. O capricho na decoração da casa – do salão, uma espécie de cabana com teto de palha, aos quiosques e o deque, onde a única coisa que vai passar pela sua cabeça é a vontade de refestelar-se numa daquelas cadeiras e espreguiçadeiras com almofadas forradas de chita – e também no serviço de mesa denotam a atenção que a anfitriã dedica a quem chega ali.

Sair de lá, por fim, sem bater um papo nem tomar uma canequinha de chá feito com as ervas colhidas no jardim do restaurante será uma baita desfeita com Maria Nilza e um desperdício com você mesmo.

O sul da Bahia, na baixa, é o paraíso

Pelo segundo ano consecutivo viajei ao sul da Bahia, coincidentemente, no terceiro fim de semana do mês de agosto. Enquanto os termômetros em São Paulo marcavam temperaturas de um dígito, nos arredores de Porto Seguro, ao sul e ao norte, à sombra eu tinha uns 27 ou 28 graus. De modo que no sábado e no domingo, mesmo à noite, não precisei dispor da malha que havia colocado na mala, por garantia. Bem, as fotos deste post dão uma ideia de como tem sido o inverno naquele pedaço que vai de Trancoso a Guaiú.

Antes de passar à fotos, o que eu quero mesmo dizer é que esta é a melhor época para viajar a este trecho do litoral baiano, que conheci nos primeiros dias de 1995 e ao qual voltei quase duas dezenas de vezes, em quase todos os meses do ano.

E por que é esta é a melhor época? Aqui vão meus argumentos:

1. Por ser baixa temporada, os preços de passagens aéreas e das pousadas e hotéis são mais em conta. Desconfio que se tivesse ficado em São Paulo, o fim de semana teria me custado a mesma coisa.

Rio Buranhém, balsa entre Porto Seguro e Arraial D'Ajuda, sábado, meio-dia

2. No caso específico das passagens, é um bom momento também para quem adere aos programas de milhagens, já que os tíquetes podem ser emitidos em troca de uma pontuação menor. Em 2010, por exemplo, o bilhete Guarulhos-Porto Seguro-Guarulhos, pela TAM me custou 4.000 pontos. Desta vez, pela Gol, desfiz-me de 3000 milhas mais 250 reais pelos mesmos trechos. O avião decolou de Guarulhos às 22h45 de sexta e às 2 da manhã eu estava no hotel.

Praia do Rio Verde, Trancoso, sábado, por volta das 2 da tarde

3. Nesta época, até mesmo as pousadas e hotéis mais caros reduzem bem o preço das tarifas. O resort Costa Brasilis, por exemplo, tinha quartos a partir de R$ 220,00 a diária (no Booking.com). Como meu voo de volta a SP estava marcado para às 18 horas de domingo, resolvi ficar hospedado em Porto Seguro mesmo. Fui pão-duro, resolvi seguir a dica do Guia Quatro Rodas e hospedei-me no Estalagem Porto Seguro, um hotelzinho que fica num casarão colonial tombado pelo Patrimônio Histórico, numa rua tranquila. Silencioso, o hotel teve apenas três quartos ocupados no fim de semana (contando com o meu). Por cada diária desembolsei R$ 80,00. Fraquinho era apenas o café da manhã mas, convenhamos, por esse preço, eu não poderia exigir muito. Acredite, caro leitor, gastei R$ 6,00 a menos em cada diária em comparação com 2010, quando fiquei duas noites na Pousada Água Marinha, no Arraial D’Ajuda, a 100 passos do mar. 

Praia do Rio Verde, mais uma

4. Os preços nos restaurantes, nos bares e mesmo nas cabanas pé-na-areia também são mais em conta, mesmo lá para os lados de Trancoso.

Praia de Taípe, Arraial D'Ajuda, sábado, 4 da tarde

5. A fila para a balsa entre Porto Seguro e Arraial D’Ajuda e de Santa Cruz Cabrália a Santo André praticamente não existe, o que é um bênção para quem tem pouco tempo. 

Praia de Taípe, Arraial D'Ajuda, sábado, 4 da tarde ( outro lado da praia, só para não deixar dúvidas)

6. Seus ouvidos são poupados de todo tipo de axé music, dança disso e dança daquilo.

Praia de Guaiú, no distrito de Santo André, domingo, 1 da tarde

7. As férias de julho, meia estação, já passaram e os feriados do segundo semestre ainda estão longe. Isso significa uma coisa só: praias vaziinhas da silva, só para você.

Balsa entre Santo André e Santa Cruz Cabrália, domingo, 4 da tarde

8. Por fim, o fato de ser inverno não impede que se desfrute de temperaturas agradáveis tanto na areia quanto no mar. De quebra, um bom mergulho e um pedido de bênção a Iemanjá te fazem voltar a São Paulo com a cabeça zerada.

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