5 bares para ver a Copa, nos 5 cantos da cidade

 

Vamos falar a verdade: os dois melhores lugares para assistir a um jogo de futebol, seja do meu Tricolor ou da seleção, são 1. a arquibancada, 2. o sofá da sala do meu apê.

Mas se considerarmos que Copa do Mundo é uma festa, que essa balada possa também ser curtida em uma mesa de bar. Se esse é o seu caso, caro leitor, e mesmo que você já esquematizado tudo para a o jogo de abertura, lembre-se que teremos outras 63 partidas. O blog indica cinco bares, um em cada região da cidade, nos quais vale a pena reunir a galera para assistir Neymar, Messi, CR7 e cia.

ZONA NORTE

Bar do Luiz Fernandes — Nos dias de jogo do Brasil o melhor boteco da ZN está preparando a balada “7 horas de festa”. O bar vai ser ponto de encontro daqueles que quiserem esticar para a sede da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo. Nos R$ 150 (+ R$ 10 de transfer ida de volta) do pacote de cada dia está tudo incluso: bebida (chope e água à vontade), comida (bolinhos de carne e de bacalhau, sanduíche de churrsaco à vinagrete e calabresa apimentada; massas, churros e cachorro quente do Rolando Massinha; e baião-de-dois, dadinho de tapioca e caldinho de feijão de corda, do Mocotó) e samba. No dia 12, o esquenta tem Edu Batata e Grego e depois do jogo Brasil x Croácia — que será transmitido num telão HD de 90 metros quadrados —, o som fica a cargo de Leci Brandão. No dia 17 (Brasil x México), os Demônios da Garoa comandam a maloca e no dia 23 (Brasil x Camarões), Neguinho da Beija-Flor. Quem quiser apenas ver os jogos no próprio bar, vai poder, é claro. Rua Augusto Tolle, 610, Mandaqui, tel. (11) 2976-3556.

 

ZONA LESTE

Elídio Bar — Na primeira Copa sem a presença de seu mentor, Elídio Raimundi, o boteco tocado agora por suas filhas vai organizar um bolão para todos os jogos que rolarem às quartas-feiras: dia 18, Espanha x Chile e Austrália x Holanda; dia 25, Honduras x Suíça e Equador x França. O vencedor ganha uma feijoada, que é uma das melhores da cidade. Rua Isabel Dias, 57, Mooca, tel. (11) 2966-5805.

 

ZONA OESTE

Valadares — Esse clássico da boemia paulistana não está com nenhuma programação especial para a Copa do Mundo. O que, convenhamos, pode até ser uma boa notícia. Mas desde as 11 da manhã, horário em que a casa abre, as cinco TVs estarão ligadas nas partidas. Portanto, o melhor a fazer é descolar uma mesa legal, pedir uma Serramalte (R$ 9), uma porção de batata serragem (R$ 15) ou de testículos de boi (R$ 32) e secar os gringos. Rua Faustolo, 463, Lapa, tel. (11) 3862-6167.

 

ZONA SUL

Quintal do Espeto — Antes e depois dos jogos do Brasil, a moçada terá música ao vivo. Na hora do apito, telão e aparelhos de TV estarão espalhados pelos diversos ambientes. Parte do salão das três unidades estará destinada para os que fizerem reserva, parte para quem arriscar na hora, por ordem de chegada. Para acompanhar a caipirinha (cachaça Espírito de Minas, limão rosa, tangerina e canela, R$ 18) ou a cerveja Original (R$ 8,90), o espetinho de picanha sai por R$ 9,90. Avenida Pavão, 872, Moema, tel. (11) 5095-6565. Mais dois endereços.

 

CENTRO

Aconchego Carioca — A cada jogo estarão à disposição 40 pacotes da Torcida Aconchego (R$ 72), que dá direito a 4 cervejas, uma porção mista de bolinhos (virado, feijoada etc) e uma camiseta. Quem quiser optar pelo cardápio regular da casa, pode começar com uma taça do chope Delirium Tremens (R$ 19), seguir com uma porção de bolinho de aipim com bobó (R$ 26, com 6 unidades) e fechar com o bobó de camarão, prataço dos bons, por R$ 86 (paar duas pessoas). Alameda Jaú, 1372, Jardim Paulista, tel. (11) 3062-8262.

Aconchego paulistano

 

Aconchego Carioca, no Rio de Janeiro / Foto: Fernando Frazão

 

Boteco para uns, restaurante para outros, o Aconchego Carioca é um boteco-restaurante, hehehe, que há uns bons cinco anos (foi aberto há dez) se tornou um dos protagonistas do cenário gastronômico do Rio de Janeiro.

Ganhou fama por servir, ali na região da Praça da Bandeira, no meio do caminho entre o centro da cidade e o Maracanã, bolinhos saborosos preparados pela cozinheira e proprietária, Kátia Barbosa.

O chef francês Claude Troigros, inclusive, nunca economizou nos elogios à casa, que também se destaca por ter uma variada carta de cervejas.

Um mês atrás, mais ou menos, o Aconchego ganhou sua primeira filial, aqui em São Paulo, na Alameda Jaú, entre a Ministro Rocha Azevedo e a Padre João Manuel.

Embora pareça um tanto paradoxal o fato de uma casa da Zona Norte carioca ter uma filial no empertigado bairro paulistano dos Jardins, fiquei com a primeira impressão de que ao menos na decoração as duas casas se identificam: as geladeiras repletas de cervejas, redes penduradas no teto e fachadas pintadas na mesma cor.

Kátia Barbosa agora toma a ponte aérea (ou encara a Dutra) toda semana para dar conta das duas cozinhas. Seu sócio paulistano, Edu Passarelli, expert em cervejas e ex-Melograno, na Vila Madalena, comanda o salão no dia-a-dia.

Autor da carta de cervejas do bar, Passarelli montou uma seleção abrangente de rótulos, procedentes de países como Brasil, Bélgica, Holanda, Rússia, Itália, Irlanda, Estados Unidos e Alemanha. A lista está organizada de duas formas: por família de fermentação e por países, o que facilita a busca por entre as dezenas de opções.

Entre as sugestões nacionais estão o chope Bamberg (R$ 5,00, o item mais em conta na carta), produzido em Votorantim (SP),  e a cerveja catarinense Eisenbahn Lust Prestige, fabricada no método champenoise, com 11,5% de teor alcoólico (R$ 190,00, curiosamente a mais cara à venda). Na seção dedicada às trapistas belgas, a Affligen Triple (8,5% de álcool, R$ 14,50 a garrafa de 330 mililitros) e a Westmalle Dubble (R$ 16,00, 7%) oferecem boa relação preço-qualidade.

Bolinho de virado à paulista / Foto: Ricardo D'Angelo

 

Com o quesito bebidas resolvido, é hora de voltar à cozinha. O cardápio tem muitos dos petiscos que fazem sucesso entre ox cariócax, entre eles o incensado bolinho de feijoada (R$ 21,00 a porção com 4).

Pois achei esse bolinho uma decepção: textura muito massuda e o sabor, suave demais. Feijoada na versão bolinho, pra falar a verdade, eu prefiro o brasileirinho, do Bar do Luiz Fernandes.

E não vale me chamar de bairrista, nem por isso nem pelo fato de, nas duas vezes em que estive ali, eu ter gostado mais do bolinho de virado à paulista (R$ 21,00 a porção com 6), uma delícia feita com massa de feijão carioca com recheio de couve, linguiça, bisteca e ovo.

Gostei também do baião-de-dois (R$ 65,00), que na verdade aplaca a fome de três ou quatro comensais, ainda mais se as três ou quatro panças tiverem sido forradas pelos bolinhos e amaciadas com a cervejinha. Peça a versão acompanhada de carne seca.

E como estou vivendo uma fase bem “família”, não posso deixar de avisar às raras leitoras-mamães que o banheiro feminino é equipado com um trocador de fraldas. Boa ideia.

Serviço:

Aconchego Carioca. Alameda Jaú, 1372, Jardim Paulista, tel. (11) 3062-8262. 12h/15h e 17h30/0h (sáb. sem intervalo; dom. só almoço até 18h; fecha seg.).