Boa supresa no Lorena, 1989

De uns meses para cá aquele trecho da Alameda Lorena que fica entre a Rua Augusta e a Avenida Rebouças voltou a ferver como há anos não se via – alguém se lembra do Victoria Pub? Bons tempos…

Do tradicionalíssimo Antiquarius ao Osteria del Pettirosso, esses últimos quarteirões vêm reunindo variados endereços de diferentes especialidades gastronômicas.

Uma das novidades, inaugurada no primeiro semestre de 2010, é o Lorena, 1989, que tem como sócio e chef Leo Botto, ex-La Frontera. Estive lá no sábado à noite depois de ter assistido ao bom A Vizinha, em cartaz na Mostra de Cinema.

Por volta das 10 da noite havia uma óbvia espera por mesa no restaurante. Estávamos num grupo de seis pessoas. Como, por sugestão do solícito garçom Ricardo, não nos importamos em pegar uma mesa logo no salão de entrada, a espera acabou sendo breve.

O salão do fundo, maior e de pé-direito alto, fica num nível inferior. A varanda, também movimentada, ganha um clima de bar, com público bem à vontade. Havia muitos casais e algumas turmas por ali. Quem passa pela rua tem a impressão de que se trata de um bar. Ao entrar o visitante se surpreende com o clima badaladinho, um astral aasim meio Le Jazz (refiro-me ao astral, não à decoração).

Para acompanhar a cervejinha (Heineken long neck, por caros R$ 9,00), pedimos uma porção de linguiça toscana e bruschettas de presunto e cru e de frutos do mar – essa última muito boa, com camarão firme e tempero adequado.

Dos pratos, minha mulher pediu um steak tartar (porção gigante, bem-feito). Eu dividi com um amigo a paleta de vitelo assada com purê de duas batatas e farofa de pão. Essa mesma farofa também aparece sobre o nhoque recheado de mussarela com um saboroso creme de parmesão.

Por sorte, levei uma garrafa de vinho – pela qual me foi cobrada a taxa de rolha de R$ 35,00 –, para acompanhar o jantar, já que a carta da casa apresenta poucas e caras opções. No fim das contas, cada casal gastou R$ 170,00. Em se tratando de São Paulo e de Jardins, um preço justo.

Lorena, 1989. Alameda Lorena, 1989, Jardim Paulista, tel. (11) 3081-2966.

A saideira da semana

O Ministrão, quarta-feira passada

Antes tarde do que nunca e depois de enfrentar três horas de ‘viagem’ pela Marginal Tietê’, repasso a dica da minha amiga dos tempos de faculdade Ana Paula, que apresentou anteontem a mim e a mais dois amigos um belo de um botecão.

Falo do Ministrão – desculpem-me pela péssima qualidade da imagem, foi tirada do meu celular -, nome oficial ‘Ministro’ que fica na esquina da Rua Ministro Rocha Azevedo com a Alameda Lorena.

Bem diferente do chiquê das casas das alamedas, o lugar é simplório como o da imensa maioria dos pés sujos desta cidade. E como a maioria dos que se prezam, contam com a presença diuturna do proprietário, o Seu Fernando, que zela pela qualidade dos salgados, como a porção de croquetinhos de carne-seca com mandioca ou do churrasco acebolado.

E o público? Bom, tem de tudo um pouco: gente com cara de que acabou de sair do escritório, grupos de lindíssimas moradoras e/ou praticantes dos Jardins (me contaram que a um quarteirão dali há o escritório de uma agência de comunicação em que trabalham umas 30 mulheres e apenas 2 ou 3 marmanjos), solitários de balcão e até um vendedor ambulante de castanha de caju que, acreditam, aceita pagamentos com cartão de débito.

Ok, ok, como nem tudo é perfeito, não pude conferir a coxinha que a Ana tanto propagandeou. Mas vale a dica: só peça se for frita na hora. Do contrário, esqueça.

Em compensação, a Serramalte estava gelada, no ponto, a R$ 5,50, com direito a saideira antes da 1 da manhã, porque Seu Fernando respeita a vizinhança e recolhe as mesas antes de levar bronca do PSIU.

Ministrão. Alameda Lorena, 1218, Jardim Paulista, tel. 911) 3085-9373.