Dia do Rock, noite no Pub

The Pub, na Rua Augusta

Depois de um 13 de julho como hoje, Dia Mundial do Rock (veja galeria sobre as cidades rock’n roll pelo mundo), em que quase todo o facebook postou canções, vídeos de bandas, homenagens ao rock, aos Roques, on the rock’s etc, fiquei com vontade de dar um pulo no The Pub.

Aberto em 2009 na Rua Augusta, bem em frente ao Studio SP, é um pubzinho relativamente tranquilo, com bom rock’n roll nas caixas de som e ao vivo. Por bom rock’n roll quero dizer os representantes mais mainstream, tipo Beatles, Rolling Stones, Iggy Pop, David Bowie, ainda que seria uma boa ideia conciliar esses nomes com outros da laia de um Sonic Youth ou Yo La Tengo.

A oferta de cervejas é bacana também, seja em garrafas, seja saída das torneiras. Um half pint, medida equivalente a quase 240 mililitros ou uma caldeireta, da cerveja inglesa Newcastle Brown Ale, sair por R$ 10,50.

E o cardápio, confesso que fiquei surpreso, traz opções bem feitas, como a farta porção de hotwings (asas de frango fritas, acompanhadas de molho de pimenta, R$ 17,00, com seis unidades).

Longa vida ao rock, como diz aquela música.

The Pub. Rua Augusta, 576, Consolação, tel. 3804-3894, http://www.thepubaugusta.com.

O ovo da dona onça

Salão do Bar da Dona Onça / Foto: Raul Zito

“A partir de agora e por todo o tempo que você permanecer no bar, seremos responsáveis pela sua felicidade”. Estão vendo a lousa no canto superior esquerdo da foto que mostra o Bar da Dona Onça? Pois bem, a frase que começa este texto estava escrita ali, como que dando boas-vindas a quem chegasse à casa.

No domingo passado, depois de ter ido à exposição do artista gráfico holandês Escher no Centro Cultural Banco do Brasil, centrão de São Paulo, parei para um almoço tardio no Bar da Dona Onça, que não visitava há um ano ou mais.

Fiquei contente por ver a casa cheia em pleno domingão, quando a região central costuma ficar vazia e tristonha. Passava das 3 e meia e havia apenas duas mesas vagas. Estava curioso para finalmente provar algumas das receitas que ainda não conhecia no novo cardápio.

Veja também: o centro histórico de São Paulo, do viajeaqui

Tive a sorte de conseguir pedir a última porção de minissanduíche de carne moída temperada com azeitona e ovo cozido (R$ 24,00, com três unidades), uma versão graciosa do buraco quente, o velho pão com carne moída.

Para acompanhar o almoço, minha ideia era pedir um vinho, mas confesso que fiquei assustado com os preços. Meia-garrafa do argentino Catena malbec está custando, ali, R$ 54,00! Acabei optando por uma garrafa da cerveja Colorado Indica, R$ 19,00 e arrematei a refeição com o Terranova shiraz, produzido pela vinícola Miolo no Vale do Rio São Francisco, divisa de Bahia com Pernambuco, pelo qual paguei justos R$ 9,00 a taça.

Dividi com Camila um prato de arroz de bacalhau, que nos pareceu apetitoso. À mesa, ele chegou em dois pratos de alumínio, tipo caçarola, em quantidades que, se não generosas, suficientes para nos deixar satisfeitos. Sobre o prato de Camila veio o ovo da segunda foto deste post.

Mal a garçonete desejou-nos bom apetite, elogiei a belezura daquele ovinho frito (na hora que postei a foto abaixo no facebook não havia rolado a parte chata da história…) e brinquei, “pô, só veio pra ela?”

O ovo de R$ 4,00

Ao perceber minha vontade de provar daquele ovinho de gema quase molinha, a garçonete disse que iria ver com o chef se ele fritaria um para mim. Fiquei feliz da vida com a gentileza dela.

Pois é, não foi uma gentileza, conforme eu veria na hora em que a conta chegou. Por esse ovo extra, cobraram-me R$ 4,00.

Situações como essa me deixam beeeeem chateado. Irritado. Mal-humorado. Afinal, 1. eu não pedi pelo ovo; 2. a garçonete não me entregou o cardápio para que eu conferisse o preço; 3. não me falou que eu teria de pagar por algo que ela própria havia me oferecido (para efeito de comparação, ela me perguntou se eu iria querer o couvert…); 4. conclusão: fiquei com a nítida impressão que ela (ou o caixa) deu-me claramente um “migué” para cima de mim.

Paguei a conta, deixei os 10% do serviço, dei uma última olhada no que estava escrito na lousa e pensei: comi muito bem, como das outras três vezes em que estive ali. Mas não fiquei feliz.

Bar da Dona Onça. Avenida Ipiranga, 200, Centro, tel. (11) 3257-2016.

E por falar em estádios…

Estádio Olímpico de Berlim Foto: Camila Antunes

Sempre que chego pela primeira vez a uma cidade procuro conhecer dois tipos de atração: estádios de futebol e mercados (sob a aba do chapéu “mercado” incluo feiras de rua, camelódromos e supermercados).

Mas é de estádios que quero falar. Num momento em que os principais estádios brasileiros estão em reforma para a Copa do Mundo de 2014 – a exceção do Morumbi, o mais importante de todos!, que, não sei não, ainda acho que vai receber alguns joguinhos do mundial – é interessante saber que a bola vai rolar por velhos-novos gramados, antes esquecidos.

Como pode ser visto nesta galeria de estádios publicada pelo viajeaqui, o Brasileirão 2011 terá partidas em Pituaçu (Salvador), no Presidente Vargas, em Fortaleza, e até em Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

Aos torcedores mais fanáticos, eis um bom motivo para seguir os times e conhecer novas cidades, não só em dia de jogos.

É verdade que os clubes e/ou cidades e/ou estados que administram os estádios pelo país ainda estão engatinhando no que poderíamos chamar de “turismo de futebol”. As exceções, eu diria, são poucas.

Uma delas é o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde fica o maravilhoso Museu do Futebol e cuja infra-estrutura fica disponível a qualquer pessoa que queira, por exemplo, fazer uma caminhada na pista ao redor do gramado ou mesmo tomar um sol na arquibancada.

Ao Morumbi é possível fazer visitas programadas, com direito a conhecer a espetacular sala de troféus, entre outras instalações.

Lembro-me que, quando criança, explorei o Mineirão, onde já assisti diversos jogos, e pude até pisar no gramado.

Fora do Brasil foram inesquecíveis:

– a visita a La Bombonera, do Boca Juniors, em Buenos Aires, onde estive por duas vezes: a primeira, em 2004, fiz a visita guiada pelos vestiários, loja, sala de imprensa, museu e gramado. Naquele dia, por sorte, Carlitos Tevez, que ainda jogava pelo Boca Juniors, estava no clube e pude tirar uma fotinho ao lado dele. Voltei ao estádio em 2009, quando assisti a um empate de 2 a 2 do time da casa com o Argentinos Juniors.

– as duas vezes em que fui ao Estádio Olímpico de Berlim. A primeira delas, na companhia de dois amigos, assisti a estreia do Brasil na Copa de 2006, o 1 a 0 contra a Croácia, gol de Kaká. Naquele dia tive a prova de que Deus existe: apesar de um amigo ter se perdido bem na hora que o jogo ia começar, ele conseguiu ver o jogo. Enquanto procurava por ele, eu encontrei um ingresso para a partida, jogado na alamenda que liga a estação de metrô ao estádio. Não localizei meu amigo – só fui revê-lo tarde da noite, já no nosso motorhome como qual rodamos a Alemanha – mas vendi o ingresso pelos mesmos 300 euros que tive de desembolsar ao cambista de quem comprei a entrada (que dava acesso ao setor destinado à amável torcida croata). Na segunda vez, em 2008, fiz um passeio por toda a área do estádio, que tem uma arquitetura monumental, como se pode ver pelas fotos deste post (desculpem pela qualidade das imagens).

No detalhe, a pira olímpica

– na mesma Copa, assisti no Estádio Olímpico de Munique ao jogo entre Alemanha e Argentina, que acontecia no Estádio Olímpico de Berlim. Como? Simples: a organização da Copa de 2006 instalou um megatelão no meio do gramado do estádio de Munique para que todos os torcedores e turistas que estavam na cidade pudessem torcer pelas equipes. Foi muito legal (ainda mais porque deu Alemanha, hehe)!

– o jogo entre Real Madrid e Atlético de Bilbao, em dezembro de 2006, no Santiago Bernabéu. Em sua fase “galática”, o Real tinha na equipe Ronaldo, Beckham, Roberto Carlos, Emerson, Raúl, Van Nistelrooy, Robinho, entre outros. O Real ganhou de virada, com gols de Ronaldo e Roberto Carlos. Não pude conhecer os bastidores do estádio mas fiquei impressionado com a organização dos setores, a acústica (se eu estivesse no lugar do jogador do Bilbao que foi expulso e tomou a mais sonora vaia de todos os tempos, eu teria saído do gramado aos prantos) e o acesso: há uma estação de metrô na porta, exatamente na porta do Bernabéu.

– a estreia do St. Pauli na segunda divisão do Campeonato Alemão de 2008-2009, em seu estádio em Hamburgo. Havia pelo menos 20.000 pessoas nas arquibancadas, em uma partida às 18 horas de uma sexta-feira. O bacana é que esse estádio é o único na Alemanha que tem autorização para que seja vendida cerveja na arquibancada, conforme contei aqui mesmo no Boteclando.

Mas preciso contar uma coisa: nenhuma dessas experiências se compara ao dia em que o São Paulo ganhou seu primeiro título da Taça Libertadores, em 1992, em pleno Morumbi. Eu estava lá.

11 botecos em 4 horas

Bar do Zezé: campeão de 2011 Fot: divulgação

Eu sabia que a tarefa não seria fácil: provar, em uma única tarde, o maior número de petiscos diferentes entre os bares concorrentes do Comida di Buteco 2011, reunidos no domingão durante a festa de Saideira do festival, em Belo Horizonte.

A tarefa se transformaria em uma missão quase impossível quando, a caminho do evento, fui interceptado por um telefonema de uma prima, convidando-me para um churrasco de família. Não tive como negar o convite, muito menos como dispensar os cortes que meu primo ia tirando da churrasqueira.

O fato é que a saideira da Saideira do Comida di Buteco – festa que começou no sábado – me esperava. Esta foi a terceira vez, em doze edições, que participei do evento. Comparada com as de 2006 e 2009, foi a mais bacana e bem organizada.

Os donos dos 41 botecos participantes, que tiveram de criar petiscos com ao menos um de uma lista de onze ingredientes típicos do Norte de Minas Gerais, mandaram muito bem no sabor e na apresentação de seus pratos. Não faltou cerveja gelada e no fim da festa havia táxi na porta, com preço cobrado de acordo como que marcava o taxímetro. Nada do péssimo hábito dos taxistas paulistanos de estorquir os passageiros com tarifas fechadas, como acontece nos garndes eventos – lembram-se do show do U2?

Muito bem: das 4 da tarde às 8 meia da noite, quando parei de provar os tira-gostos para acompanhar o anúncio dos vencedores do festival, consegui degustar 11 porções de petiscos diferentes. Tive sorte na minha seleção porque escolhido, entre eles, as sugestões do Bar da Lora, vencedora no ano passado e 3º lugar este ano, e do grande campeão, o Bar do Zezé.

Dá uma olhada na lista, pela ordem que os petiscos foram degustados:

1. Café Palhares – bolinho de carne de sol com molho, farofa de pequi e maionese

2. Köbes – carne de porco à moda, vinagrete de feijão andú e farofa de alho

3. Bartiquim – panhoca (pão italiano), creme de milho verde, carne de sol em cubos puxada na manteiga de garrafa acompanhada de requeijão do Norte, parmesão e salsinha

4. Bar Temático – carne de sol, jerimum, requeijão do Norte, vinagrete de conetro, queijo de manteiga e manteiga de garrafa

5. Bar da Leninha – pé de porco desossado e recheado com carne-seca e molho de pequi

6. Buteco do Filho – carne de sol na brasa com rapadura, bolinho de feijão andú recheado com requiejão escuro

7. Família Paulista – charque na manteiga de garrafa, creme de abóbora com gorgonzola e gengibre mais mandioca cozida e assada

8. Bar da Lora – carne de sol, linguiça defumada, mandioca na manteiga de garrafa, requeijão do Norte, molho de siriguela, melaço de rapadura e farinha de pequi

9. Bar do Zezé – músculo cozido, feijão andú, calabresa, bacon e mandioca amarela na manteiga de garrafa

10. Barção Moreira – carne de sereno de boi e de frango refogados na rapadura caramelada com farofa de pequi e creme de siriguela

11. Cantina da Ana – bolinho de crane de sol com molho acompanhado de farofa de pequi e maionese

Não foi pouca coisa, pois não me limitei a uma garfada ou espetada, nem dispensei a companhia da cerveja.

O melhor de tudo é que me pesei na manhã desta terça-feira e não ganhei um quilo sequer.

Quem disse mesmo que cerveja com petisco engordam?

Leia também post sobre o Bar da Lora, de outubro de 2010.

O polvo e o frango do Farofa Paulista

Fazia tempo que não saía para bater um papo com meu grande amigo Caio Mariano, o soteropolitano mais paulistano da zona oeste da cidade. Para colocar a conversa em dia, decidimos experimentar o Farofa Paulista, bar inaugurado em fevereiro deste ano na esquina em frente ao glorioso Balcão, na Melo Alves com a Alameda Tietê.

Chegamos ao bar, que tem entre os sócios o chef Cassio Machado (Di Bistrot et alii), por volta das 9 da noite. Tivemos sorte porque havia ainda uma mesa livre – aliás, a piorzinha, de frente para o balcão do bar que fica no salão central. Há ainda um ambiente subterrâneo e uma varanda legal.

Foto: Mario Rodrigues

Para acompanhar a troca de teses filosóficas de botequim pedimos uma garrafa de vinho (um rosé chileno básico, de uns R$ 65,00). Era a opção mais viável para harmonizar com o polvo à provençal (R$ 26,00) – muito bom, embora eu tenha achado o molho por demais carregado de alho – e, na sequência, o frango assado na ‘televisão’. Convém dizer que os preços ali não sofrem tanto o ágio por estar localizado nos Jardins. No almoço, o prato executivo sair por R$ 21,50.

A quem faz como fizemos e divide uma entrada, meia porção (R$ 24,00) do penoso basta. Arrisco dizer que é um dos três mais saborosos de São Paulo, ao lado do servido n’O Braseiro, da Vila Mariana, e do Pira Grill, na Vila Madalena. Veio à mesa bem temperado, com a carne úmida e a pele tostadinha, embora molhada também.

Talvez uma cervejinha fizesse boa companhia. Vou tentar na próxima.

Farofa Paulista. Alameda Tietê, 665, Jardim Paulista, tel. (11) 3063-0642.

Guarulhos – Lisboa – Buenos Aires

Não marquei a quantidade exata, mas no fim de semana bati meu recorde de consumo de carne. Em quatro investidas a parrillas portenhas, devorei peças de asado de tira (costela), bife de chorizo, ojo de bife e bife ancho em quantidades suficientes para abastecer uma família por semanas. Ou para garantir a alegria de um churrasco pré-jogo do Brasil. Acontece que passei o sábado e o domingo em Buenos Aires, na companhia de três de meus melhores amigos.

Desembarcamos em Ezeiza na tarde de sexta, depois de ter assistido a Brasil e Portugal num pubzinho que fica no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos.

Não é o lugar ideal para acompanhar uma partida de futebol, mas até que a experiência foi divertida, mesmo depois de ter pagado 8 reais por uma garrafa long neck de Kaiser Gold (que é uma cerveja muito boa, diga-se).

Coincidentemente, acomodado numa mesa à nossa esquerda, um portuga da gema, torcedor do Benfica, acompanhava o jogo ao lado de um inglês. Os outros 30 e poucos espectadores eram brasileiros, o pareciam ser.

No intervalo, puxei papo e disse a ele que em poucos dias viajo a Portugal – no que me passou uma dica de restaurante na cidade do Porto, que pretendo conferir. No mais, ele ficou impressionado por eu ter dito que conhecia a Vitória.

E quem é Vitória?

Vitória é uma águia que, com fitas vermelhas e brancas presas às garras, faz um voo rasante – como uma volta olímpica, a cada jogo do Benfica no Estádio da Luz, em Lisboa – e pousa no meio de campo. Após o pouso, o estádio irrompe numa festa. É emocionante.

httpv://www.youtube.com/watch?v=haCdUIwhutg

De volta a Buenos Aires, já à noite e acomodados no hotel Own, que fica no bairro de Palermo Holywood, seguimos para a rua em busca de algo para comer.

Para nosso azar (detesto essa palavra, mas…), havia na região uma manifestação do Sindicato dos Trabalhadores do Hotéis, Bares e Restaurantes. Os piqueteiros seguiam em marcha pixando carros e fachadas de estabelecimentos, invadirindo bares e restaurantes e obrigando seu fechamento imediato.

À mesa da parrila El Primo, depois de termos feito o pedido e de esvaziada uma garrafa de vinho, fomo gentilmente informados pela garçonete que nossos pratos não seriam servidos porque o patrão estava com medo que o local fosse invadido. Frustradíssimos, fechamos a conta.

Encontrar um restaurante ou bar aberto àquela hora seria uma tarefa dificílima, para não dizer inútil (deu pena de ver garçonetes a limpar as calçadas lotadas de panfletos jogados na rua).

Para nossa sorte, o Acabar (foto abaixo, de Pablo Souza) ficava perto dali.

Caminhávamos de volta ao hotel – esta é uma vantagem enorme de Palermo, a possibilidade de fazer muitas coisas a pé – quando notei que um casal deixava um bar cuja fachada estava compeltamente apagada. Consegui notar no entreabrir da porta um salão iluminado e bombando. Na cara de pau 9e com cara de faminto) perguntei ao porteir se poderíamos entrar. Era quase 1 da manhã.

Assim que entrei no salão, me dei conta que estive nesse mesmo bar em 2004, da primeira das três vezes que visitei Buenos Aires. É um bar-restaurante muito legal, em que é possìvel passar a noite a disputar partidas de ludo, Banco Imobiliário e outros jogos de tabuleiro que a casa deixa a disposição dos clientes. Dividimos uma picada (tábua de embutidos e queijos) e, para brindar, garrafas de Quilmes (10 pesos cada uma, o equivalente a 5,50 reais a garrafa de 1 litro). O ambiente e o astral do Exquisito!, na Bela Cintra, lembram muito esse Acabar, com a diferenta que o bar bonairense é maior, com vários ambientes. Grupos de garotas e turmas mistas dominavam o salão.

Para a primeira noite de um fim de semana em que assistiríamos ao jogo da Argentina de Maradona, Messi e Higuaín em território adversário (e não inimigo, certo, Galvão?), até que passamos por poucas e boas emoções.

Acabar. Calle Honduras, 5733, entre Bonpland e Carranza, Palermo Hollywood.

Parrilla El Primo. Calle Humboldt esquina com Gorriti, Palermo Hollywood.

PS: num próximo post, falo de uma das melhores carnes que já comi.

Existem comerciais de cerveja na TV sem bumbum nem alusão à Copa?

Que meus amigos publicitários não me levem a mal, mas nesta época de Copa do Mundo os comerciais de marcas de cerveja na TV ficam muito sem graça. Se no verão só se mostram praias, mulherada de biquíni e sorridentes rapazolas sarados, agora nossa telinha de LCD é inundada por alusões à seleção brasileira, por meio da gasta, manjada e perigosa linha do “pra frente Brasil” – exceção feita, diga-se de passagem, à bem-humorada série da Skol.

Cena do comercial da cerveja holandesa Heineken

Mundo afora deve estar acontecendo a mesma coisa. Ainda assim, o blog fuçou em meio às centenas de vídeos no YouTube e indica alguns links para anúncios de cerveja engraçados (ao menos na opinião do blogueiro):

Carlton Draught Beer

A marca australiana é célebre por suas propagandas bem-humoradas. Um exemplo:

http://www.youtube.com/watch?v=eH3GH7Pn_eA

Tuborg

Esta vem da Dinamarca – tem um argumento insinuante sobre mulheres, mas não exagera na exposição:

http://www.youtube.com/watch?v=L11fQ6-QTIc

Stella Artois

Um antigo comercial de uma das marcas globais da Ambev:

http://www.youtube.com/watch?v=esgT1dpGOZo

Heineken

No ar até pouco tempo atrás, este comercial da marca de origem holandesa gerou filhotes, inclusive na concorrência:

http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY&feature=related

Da mesma série do anúncio anterior:

http://www.youtube.com/watch?v=mOvoO6eQDms&feature=related

Bavaria Beer Pilsener

Também produzida na Holanda, a cerveja faz uma sátira do anúncio da concorrente

http://www.youtube.com/watch?v=pcm9oGBrNKA&feature=related

Cláudia e Fernando

Cláudia conheceu Fernando no primeiro dia de aula do curso de Publicidade e Propaganda. No segundo, já estavam apaixonados.

Dez anos depois, decidiram morar juntos.
E às doze horas do 1º dia do mês de dezembro do ano de 2007, Cláudia e Fernando oficializaram a união.
Cláudia e Fernando queriam ter uma celebração simples. Tão simples quanto os botecos que costumam freqüentar.
Por isso, não casaram na igreja, nem no cartório.
Cláudia e Fernando disseram o esperado SIM diante da meritíssima juiza de paz Lúcia Padoim e de cem convidados no salão do bar Salve Jorge, no centro de São Paulo.
Ela, de vestido branco, sem véu e sem grinalda e ele, de verde, com a camisa do Palmeiras e um sorriso incontido no rosto.
Além das fotos, um caricaturista retratou a festa – nada mais apropriado.
Os convidados serviram-se de dezenas de porções de polenta frita, mandioca frita e galetos, entre outros petiscos. Já que Cláudia não come carne, o bar providenciou frutos do mar, passados na chapa, ali na hora.
Para beber havia chope, caipirinha à vontade e 350 garrafas de cerveja Original.
Quem se manteve sóbrio, jamais há de esquecer aquela tarde de sábado.

 

Neste momento, Cláudia e Fernando estão em lua-de-mel, perambulando pelos botequins e pontos turísticos de Buenos Aires.
Que sejam felizes, juntos e para sempre.
Salve Jorge – Centro. Praça Antônio Prado, 33, loja 17, centro, tel. (11) 3107-0123.

 

Compre na baixa, beba na alta


A notícia completa você lê no site internacional do canal Deutsche Welle. Não, não vou falar de assuntos tão sérios quanto economia ou política internacional neste espaço, mas chamou-me a atenção o que acontece no DAX-Bierbörse, um bar com sedes em cidades como Hannover, Hildesheim e Bielefeld, todas na Alemanha.
No DAX, o preço das diferentes marcas de cerveja flutua o tempo todo ao longo do dia, ou seja, varia conforme a procura, como se fosse uma bolsa de valores (börse) de cerveja (bier). Se, por exemplo, a Gilde está sendo muito vendida, ela vai ficando mais cara com o passar das horas. Por outro lado, se ninguém pede a Paulaner, ela passa a ser vendida cada vez mais em conta.
Genial, não? Cada vez que fico sabendo de uma história como essa, tenho vontade de perguntar a alguém que acaba de abrir mais um boteco-chique, mais um bar de espetinhos, mais um “pseudopub” (sim, um pub que acha que é pub), mais um lounge nova-iorquino ou mais um bar que serve feijoada com pagode, o seguinte: Cadê a autenticidade? A originalidade? A novidade?
Já temos bons e suficientes estabelecimentos desses e de outros gêneros na cidade. Precisamos de mais do mesmo? Além disso, não é de uma hora para outra que um lugar recém-aberto vai se transformar num Léo, num Frangó, num Bar do Luiz Nozoie ou mesmo num Original.
Se uma vez já dei as dicas para alguém que queira matar um bar (clique aqui), desta vez modestamente escrevo a quem pensa em abrir o seu. Quer copiar alguma idéia, OK, que esta seja realmente muito boa, ou que seja ao menos nova por aqui. Mas não seria mais legal pensar em algo realmente novo e diferente?
DAX-Bierbörse. Boulevard 3, tel. 00XX49-521-5281250, Bielefeld; Hamburger Allee, 4, tel. 00XX49-511-3888440, Hannover; e Am Ratsbauhof, 4, tel. 00XX49-512-1998377, Hildesheim.