Bar do Luiz: 43 anos em 12 horas de botecagem

Bar do Luiz: festança no Sambódromo

Bar do Luiz: festança no Sambódromo

Ainda dá tempo de garantir o ingresso para a quarta edição da festa “12 Horas de Boteco”, que o Bar do Luiz Fernandes vai realizar neste sábado, 24 de agosto, no Sambódromo do Anhembi, para celebrar os seus 43 anos de vida.

A partir das 15h10, vão rolar shows, em sequência, de Ana Clara, Bala de Troco, Toquinho, Leci Brandão, Demônios da Garoa, Diogo Nogueira, Osquestra Voadora, Mariene de Castro, Samba da Vela, Arlindo Cruz e a bateria da Mocidade Alegre.

O ingresso para a maratona custa R$ 300,00 e dá direito a uma camiseta da festa, acesso aos shows e consumo de bebidas e petiscos à vontade. Além dos famosos e deliciosos bolinhos de bacalhau do bar, será possível degustar as receitas das casas convidadas: o restaurante Mocotó, o Veloso Bar, a kombi do Rolando Massas, a churrascaria Anhembi e  o japonês Sushi Hiroshi.

São esperadas 6.000 pessoas na festa.

Informações: http://www.bardoluizfernandes.com.br

 

Você tem coragem de comer isto?

Primeiro veja o vídeo a seguir. Em seguida voltamos a conversar.

httpv://www.youtube.com/watch?v=9ZLbdpuJvKc

Esses deliciosos pedaços de serpente – viva – com legumes à juliana me fizeram lembrar de certas iguarias que a maioria das pessoas entendem como esquisitas, mas que têm lá o seu valor e, sobretudo, o seu sabor.

Muito do estranhamento ou do apetite por uma receita depende, na verdade, do contexto cultural ou do local em que o comensal está. Se na China, como mostra o vídeo, peixe vivo faz sucesso, por aqui é legal lembrar que no Nordeste e no Espírito Santo a caranguejada se apresenta como receita típica. E, convém lembrar: quanto menor for o tempo da trajetória do crustáceo ainda vivo, do caritó até o pratoe passando pela penela, mais saboroso ele estará.

Abaixo, alguns lugares que servem petiscos, por assim dizer, diferentes:

Caranguejo do Assis: já que falamos de caranguejo, esse bar capixaba é um dos melhores lugares para apreciar o crustáceo. Convém não desrespeitar a etiqueta, isto é, empunhar um martelinho e destroçar pernas e casco do bichinho com a arma.

Avenida Estudante José Júlio de Souza, 290, Itapoã, Vila Velha, tel. (27) 3289-8486.

Mocotó: é difícil competir com o atolado de bode ou com o melhor torresmo de São Paulo, mas vale a pena experimentar a sertanejíssima passarinha, que vem a ser baço de boi.

Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100, Vila Medeiros, tel. (11) 2951-3056.

Valadares: o botecão da Vila Romana serve os famosos testículos de boi e de galo, fritos à doré, ao alho e óleo ou a milanesa. Reza a lenda que ainda nos anos 60, logo que o bar foi aberto, era comum ver rãs fujonas a saltitar pelo salão, certamente receosas de seu destino – a chapa.

Rua Faustolo, 463, Lapa, tel. (11) 3862-6167.

Os ditos-cujos do Valadares

PS 1: lembrei-me agora dos meus seis anos de idade, quando caçava tanajura num terreno da rua de terra em que morava, na cidade de Contagem (MG). A mãe de um vizinho fritava essas formigas bundudas com arroz.

PS 2: lembrei-me também de uma barraca que vi na feira de Marrakesh, no Marrocos, repleta de cabeças de carneiro. Não tive coragem.