La vie en rosés…

É certo que muitos experts e críticos do mundo do vinho torcem o nariz quando é colocada à sua frente uma taça de vinho rosé. O que é uma bobagem tremenda. Vinho bom e vinho ruim não têm cor predeterminada. Tá certo que entre os vinhos mais caros e prestigiados do mundo um outro rosé apareça com algum destaque e na forma de espumante. Mas eu não desprezo um bom rosé.

Os vinhos rosés são em geral versáteis, porque se apresentam como uma boa opção de bebida para os dias mais quentes — a temperatura média nos primeiros dez dias de dezembro em São Paulo foi de 31,1 graus! — e podem fazer bom papel tanto como aperitivo como acompanhando pratos mais leves, como pescados, massas com molhos delicados e até frituras.

Já que está um calorão danado lá fora e como estamos a poucos dias do verão, aproveito para indicar cinco rótulos rosés — três dos quais degustei recentemente — que valem a pena ser degustados, e sem que nenhum nariz fique torcido.

Cà’del’Bosco Cuvée Prestige Rosé DOCG (R$ 268,65, na Mistral): é um grande símbolo da bela região da Franciacorta, na Lombardia, norte da Itália, que destaca justamente pela produção de espumantes. Feito com uvas chardonnay (brancas), essa edição especial, digamos assim, tem produção limitada. Em sua produção são acrescidos vinhos de outras safras. Um vinhaço, para ser bebido em grandes (ou pequenas, por que não?) comemorações.

 

Ercavio Tempranillo Rosado 2010 (R$ 41,40, na Decanter): boa opção custo-benefício, esse rosé espanhol é produzido com uvas tempranillo na região de Castilla – Toledo. Ganhou 87/100 pontos do crítico americano Robert Parker. O aroma discreto esconde um sabor bem gostoso de frutas vermelhas, em especial morango. Vai muito bem com uma paella.

 

Les Hauts de Janeil Rosé (R$ 44, na Zahil): Trata-se de uma espécie de repaginação do Rosé Les Bateaux. Apesar da mudança de nome e da apresentação (a garrafa tem agora formato bordalês), mantém-se como boa opção de preço-qualidade. É produzido na região do Languedoc, sul da França, com uvas syrah.

Janeil rosé: ótima relação preço-qualidade (R$ 44)

 

Paul Bur Rosé (R$ 59, na Zahil): ótimo custo-benefício, esse espumante francês é produzido com as uvas tempranillo (de origem espanhola) e grenache. Gosto tanto desse vinho que foi o escolhido para embalar a festança do meu casório. No caso, escolhi a versão brut.

 

Whispering Angel 2011 (R$ 129,90 na Todovino Interfood): os  rosés produzidos pelo Chateau D’Esclans são os melhores que tomei nos últimos dois ou três anos. O céu é o limite — na verdade, o limite pode ser os R$ 320,90 do top dessa vinícola, o Les Clans 2009 —, mas eu me contentaria e muito com o vinho de entrada, o Whispering Angel. Produzido no mais antigo chateau da Provence, datado de 1201, esse vinho é feito como os brancos da Borgonha, ou seja, as uvas são colhidas à noite e refrigeradas a 6 graus até chegarem à adega para a vinificação. Um vinho realmente especial.

 

Whispering Angel 2011: vale o investimento

 

Vinho e cerveja futebol clube

Este post há de ter mais serventia aos preguiçosos e/ou àqueles que, como eu, têm ficado injuriados com os preços que os bares e os restaurantes andam, como dizem por aí, “praticando”. Dos R$ 7,50 que até tu, Coqueiro Drinks, vem pedindo pela Serramalte, aos R$ 21,00 que paguei na segunda-feira ao manobrista do japonês Ohka, no Itaim, para que meu carro fosse deixado na calçada do vizinho, ninguém merece escapar da bronca.

Mas é o seguinte: a importadora de vinhos paulistana Zahil e a loja e cervejaria Clube do Malte, de Curitiba, criaram seus clubes de bebidas. O serviço funciona assim:

1. Tanto a Zahil quanto o Clube do Malte fazem uma seleção mensal de rótulos e montam um kit;
2. O cliente escolhe o kit de acordo com seu perfil (no caso da Zahil existem as opções “curioso”, “apreciador”, “conhecedor”, em que cada uma delas apresenta dois bons vinhos por mês, de diferentes faixas de preço);
3. Feita a seleção, o freguês seleciona a periodicidade da assinatura — quanto mais longo o período, mais barato sera o preço médio de cada garrafa;
4. As bebidas são entregues no endereço do cliente.

A meu ver, a adesão a esses clubes é vantajosa, ainda mais para aqueles que pretendem consumir bebidas indicadas por especialistas. Ok, eles querem vender seu peixe mas entendem do riscado e irão sugerir tipos e rótulos que o freguês provavelmente desconhecia.

Vinho australiano The Stump Jump: no kit da Zahil

A assinatura trimestral da seleção “curioso” da Zahil, por exemplo, é a mais em conta: sai por R$ 315,00 (na média, cada uma das seis garrafas entregues no período custa R$ 52,50; no catálogo da importadora, o australiano The Stump Jump, incluído na seleção de setembro, sairia a R$ 67,00).

No Clube do Malte, a assinatura de seis meses vale 6 x R$ 75,90 e dá direito a quatro rótulos por mês. Há outras e boas opções. Para quem quiser fazer um teste, recomendo encomendar um “beer pack” avulso. Recebi o meu em casa direitinho, cerca de dez dias depois de o pedido ter sido feito. A versão contendo seis cervejas do tipo ale, importadas e nacionais, sai a R$ 114,90; se os rótulos forem comprados individualmente, a conta baterá nos R$ 140,00. A embalagem, bem como as garrafas, chegaram intactas. Ou seja, não há razão para se preocupar com a turbulência do voo entre Curitiba e Cumbica nem com os buracos da Régis Bittencourt, qualquer que tenha sido o tipo de frete.

Cerveja Brookly Brown Ale, dos EUA: no kit do Clube do Malte / Foto: divulgação

De quebra, tanto na Zahil como no Clube do Malte, se a compra for feita com cartão de crédito, seu saldo de milhas aéreas vai ganhar uns pontinhos. Bom negócio, não?

Serviço:
Zahil Vinhos: http://www.vinhoszahil.com.br
Clube do Malte: http://www.clubedomalte.com.br

Aberta a temporada de liquidação de vinhos nas importadoras

Como tem sido a regra nos últimos anos, algumas importadoras estão aproveitando o mês de janeiro para fazer liquidações de seu estoque de vinhos. Se você não entregou todo seu dinheiro para o Papai Noel, vale a pena aproveitar o momento, já que há descontos de até 70% sobre o preço de catálogo.

É importante, no entanto, ficar atento a alguns pontos e restrições na hora da compra:

  • em geral, não é possível trocar ou devolver garrafas, mesmo que o vinho esteja oxidado – afinal, trata-se de um bota-fora.
  • pense duas vezes antes de comprar um vinho branco menos complexo, de safras mais antigas. O líquido já pode estar deteriorado.
  • evite garrafas que estejam com a cápsula (invólucro da rolha) deteriorada.
  • alguns vinhos têm estoque limitado. por isso, quanto mais cedo você sair às compras, mais chance tem de encontrar boas pechinchas.

Confira, a seguir, a lista de importadoras e as informações sobre as liquidações:

Zind-Humbrecht, importado pela Expand / Foto: divulgação

Tanto no site como nas loja, a liquidação vai até 15 de fevereiro. Entre os 60 rótulos com desconto entre 20% e 70% estão o tinto chileno Palo Alto Reserva Cabernet Sauvignon 2009 (de R$ 34,80 por R$ 24,36) e o branco francês Zind-Humbrecht Gewurstraminer Wintzenheim 2005 (de R$ 175,00 por R$ 122,50), produzido na Alsácia.

Até o dia 22 de janeiro, os vinhos portugueses e espanhóis estão com uma cotação promocional de R$ 1,59 – vale lembrar que o catálogo da Mistral apresenta os preços em dólar. A manzanilla Classica Hidalgo, por exemplo, sai a R$ 40,54. Já a garrafa magnum (com 1,5 litro) do ícone Vega-Sicilia Unico Gran Reserva 1995 custa R$ 3.410,55. Para os rótulos produzidos nos demais países, o dólar vale R$ 1,79 (por tempo indeterminado).

Dog Point Sauvignon Blanc, importado pela Vinissimo/ Foto: divulgação

Durante o mês de janeiro ou enquanto durarem os estoques, são 48 rótulos de Argentina, Chile, Espanha, França, Nova Zelândia, Portugal e Itália com desconto. Um ótimo custo-benefício na promoção é o neozelandês Dog Point Sauvignon Blanc 2009, que obteve 90/100 pontos do crítico Robert Parker, de R$ 119,68 por R$ 95,74.

Chateau de L'estang, da importadora Vinos Y Vinos / Foto: divulgação

Entre os oito rótulos em promoção, duas opções com ótima relação preço-qualidade: o Chateau de L’Estang 2007, produzido na região francesa de Bordeaux (com 25% de desconto, sai a R$ 54,00) e o californiano Trinchero Estate Premium Cabernet Sauvignon 2004 (R$ 94,00, com 30% de desconto). Até o fim dos estoques.

Cerca de 100 rótulos, entre brancos, tintos, rosés e espumantes estão com desconto de até 70%. O champanhe Delamotte Blanc de Blancs Brut, que ganhou 89 pontos na avaliação do crítico Robert Parker, está com 41% d e desconto (de R$ 258,00 por R$ 149,90). Já o branco Trebbiano d’Abruzzo DOC 2007 sai de R$ 36,00 por R$ 19,90 (desconto de 44%). Para compras acima de R$ 300,00 os vinhos podem ser entregues no endereço do cliente. Compras acima de R$ 1.500,00 podem ser parceladas em cinco vezes no cartão de crédito. Até 4 de fevereiro ou fim do estoque.

Clos Mathis Riesling, importado pela Zahil / Foto: divulgação

Até 29 de fevereiro ou enquanto houver estoque, 22 rótulos de diversos países estão com descontos de 25% a 50% na loja da Zahil em São Paulo (Rua Manuel Guedes, 294, Itaim Bibi). A barbada aqui é aproveitar as garrafas dos últimos lotes dos vinhos alsacianos do produtor André Ostertag. Entre eles, o delicioso Riesling Clos Mathis 2006, com 40% de desconto (de R$ 243,00 por R$ 145,80). O ótimo Rutini Syrah 2006, da Argentina, sai a R$ 70,20 (35% de desconto sobre o preço original de R$ 108,00).