De volta à Mercearia ZN

Fotos: divulgação / merceariazn.com.br

A Zona Norte de São Paulo é a região onde cresci e tenho muitos amigos de uma vida inteira. Volto lá sempre que posso, e para encontra-los.

Um desses encontros recentes foi na Mercearia ZN, um bar que existe há quase duas décadas e que fica no Jardim França, ali próximo à Água Fria, Tucuruvi, em uma região residencial, em meio a prédios altos e ainda belos casarões.

O Mercearia ZN foi aberto em outubro de 1999, tem quase 19 anos, portanto, na época em que a cidade vivia o boom dos chamados “botecos-chiques”, conceito no qual podemos dizer que se enquadram bares como o Filial, na Vila Madalena, o Juarez e o Original, em Moema, talvez o primeiro a se encaixar nessa definição. São, digamos assim, botecos não tão pés-sujos, ao contrário, que têm decoração vintage, à moda dos anos 40 e 50, com azulejos nas paredes, que valorizam o chope bem tirado e que dedicam atenção também à cozinha.

Nessas duas décadas muitos desses botecos-chiques ficaram só na modinha e morreram.

Os bons estão aí até hoje e o Mercearia ZN é um deles. O bar tem um ambiente muito gostoso e eu destaco especialmente a varanda, bem agradável, que semicircular, que acompanha o desenho da calçada. Uma curiosidade, falando ainda do ambiente, é que as fotos expostas nas paredes foram selecionadas pelo saudoso Rudá de Andrade, cineasta, escritor, um dos fundadores do MIS (o Museu da Imagem e do Som) e filho dos escritores Oswald de Andrade e Patricia Galvão, a Pagu.

O cardápio variado, que lá no início foi montado pelo chef Sergio Arno, tem coisas bacanas: a começar pelo balcão de acepipes frios, queijos e conservas (12,50 cada 100 gramas). Eu recomendo também o bolinho de mandioca com queijo-coalho e carne-seca (7,55 a unidade) e o escondidinho de carne-seca com purê de mandioca (43,99 a porção).

Para beber, eu recomendo fortemente o chope, talvez um dos melhores da zona norte e da cidade, daqueles leves, tirados com delicadeza para que se preserve o colarinho, a temperatura e a qualidade da bebida. Para o ouvinte ter uma ideia, a serpentina – que é aquela mangueira refrigerada que conecta o barril à chopeira, tem 150 metros de extensão e é, justamente, o que garante a temperatura da bebida.

Mercearia ZN. Rua Casa Forte, 438, Jardim França.

 

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Camdem, a melhor cozinha de pub em SP

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Scottish egg do Camdem House / Foto: divulgação camdemhouse.com.br

Boteco é um ambiente, uma conquista universais. Cada país ou cultura tem o seu “pé-sujo” típico. Na Alemanha, por exemplo, existem os Knipes, que são lugares majoritariamente frequentados por homens, em especial torcedores de futebol, que se reúnem para assistir às partidas, bater papo e beber cerveja – a cozinha desses lugares é que costuma ser sofrível.

No Japão (e em São Paulo, conforme já recomendamos aqui na coluna) há os yzakaias, que são pontos de encontro para beber saquê, uísque e comer petiscos quentes (nada de sushi!). Na Península Ibérica estão os bares de tapas espanhóis e as tascas portuguesas, que há meu ver são as ancestrais dos botecos brasileiros.

Todos esses lugares, porém, guardam semelhança entre si e parentesco direto com os Pubs britânicos.

Pub é a corruptela de “Public House”, estabelecimento que, na terra que será herdada por vossas altezas os bisnetos da rainha Elizabeth II, tem permissão real para vender bebidas alcoólicas.

Estima-se que na Grã-Bretanha existam perto de 60.000 pubs. Assim, nos pequenos vilarejos pelo interior, ou mesmo nos bairros, acabam por ser um ponto de encontro e de referência das comunidades locais.

Não ocorre o mesmo com os nossos queridos botecos?

Pois é, eu fiz essa digressão porque recentemente eu estive num Pub paulistano que, diferentemente dos demais – que se destacam por ter bandas de rock ao vivo e um clima de paquera bem marcante, casos do Finnegan´s, do Kia Ora e do All Black, por exmeplo – me chamou a atenção pela alta qualidade dos petiscos.

Estou falando do Camdem House, no Itaim Bibi, um pub em geral tranquilo, ideal para quem queira petiscar algo diferente e conversar.

Eu provei o fish and chips, tradicionalíssima porção de peixe fresco empanado com batata-frita, (34 reais), que na versão da casa vem molho tártaro e purê de ervilhas.

Também experimentei as sausage rolls, que são pedaços de linguiça caseira envoltas em massa folhada e servidos com molho barbecue (35 reais).

E há ainda outro clássico britânico, o scottish egg, que aqui no Brasil chamamos por bolovo.

Para beber há uma interessante seleção de cervejas inglesas, é claro, em garrafa, além de cervejas tiradas da torneira na hora. Algumas delas, em certos dias da semana, até entram em promoção.

Entre as inglesas de garrafa está a Old Speckled Hen, uma bitter ale, amarga, da qual gosto muito (25 reais). E entre as seis opções da torneira, há sempre um rótulo rotativo a cada semana e a Bamberg Pilsen, do interior de São Paulo, cujo pint (copo de 568 mililitros) custa 15 reais – e foi a que eu tomei.

Candem House. Rua Manoel Guedes, 243, Itaim Bibi.

Komah, o coreano na Barra Funda

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Yukhoe, um dos pratos do Komah / Foto: divulgação Komah

Eu tenho muito carinho pelos coreanos, porque durante minha infância e adolescência no bairro do Pari, tive vários amigos nascidos na Coreia do Sul: o Luis Cha, o Hye, o Jun, a Patricia, entre muitos outros – e, salvo engano, um amigo nortecoreano, o Sung.

Desse convívio, eu lembro das lojas de confecção pela região do Brás, dos mercadinhos e de algumas coisas que aprendi a comer com eles e a gostar. Por exemplo, a sopa coreana (repleta de vegetais, ovo – que cozinhava no próprio calor da sopa e muita pimenta) e algo mais exótico, que provei uma vez no restaurante de um amigo, que foi um contra-filé temperado com mel e grelhado em uma churrasqueira portátil que era encaixada em um buraco que havia no meio da mesa.

Passaram-se muitos anos até que eu provasse alguma receita coreana novamente, e foi no Bueno, um yzakaia (ou boteco japonês), que saiu da Liberdade e foi para a Alameda Santos. Ali vale a pena provar o bibimbap, que é uma espécie de um mexidão de arroz com vegetais, carne e ovo, preparado em panela de pedra superquente.

E recentemente estive duas vezes no Komah, uma casa que foi aberta na Barra Funda em 2016 pelo cozinheiro Paulo Shin, que criou receitas coreanas clássicas com toques contemporâneos e que também faz receitas que aprendeu com a mãe.

A melhor maneira de provar essas delícias é por meio do Banquete, que é como a casa chama o menu degustação.

Por 80 reais, uma pechincha!, estão incluídos os BANCHANS (que são uns acompanhamentos e conservas) e coisas deliciosas.

A primeira delas é o YUKHOE, um bife tartare (que nós botequeiros costumamos chamar de carne de onça), feito com carne bovina congelada e gema curada no shoyu.

O KIMCHI BOKUMBAP é uma omelete cremosa servida com arroz apimentado, um prato muito gostoso.

E eu gostei muito da SAMGIOPSAL, que é a barriga de porco assada, e que vem com uma casquinha, acompanhada de uma mistura apimentada composta de gergelim, arroz e cebolinha. É para ser comida com as mãos, enrolada com folhas de dois tipos de alface, como se fosse uma trouxinha.

Por fim, o GALBI JIM, que é uma costela de boi com shoyu e gengibre.

Para beber, eu destaco as opções de cervejas, são 6, entre elas a Maniacs Pilsen, bem refrescante e levinha.

Uma vez que o Komah é pequeno – atende a 30 pessoas por vez, num salão bem casual, de frente para a cozinha aberta – este feriado pode ser uma boa alternativa a quem queira conhecer um lugar que vem fazendo sucesso e que fica fora dos roteiros boêmios tradicionais.

Komah. Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 378, Barra Funda.

Uma segunda-feira na Pompeia

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Fotos: Miguel Icassatti

Segunda-feira é para os fortes. E para os garçons, cozinheiros, barmen que deram um duro danado no fim de semana, em geral, é dia de folga. Muitos bares e restaurantes nem abrem – no Rio de Janeiro, inclusive, rola já há uns quinze anos, toda segunda-feira à tarde, o Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, no Andaraí, zona norte do Rio. Eu estive lá uns atrás e é uma balada simplesmente sensacional, que recebe muitos desses profissionais da boemia.

Pois existem algumas exceções que, felizmente, ficam abertas para receber os botequeiros nas noites de segunda-feira. E uma delas é o Petiskin do Bob, um boteco muito legal que fica no bairro da Pompeia.

O relógio marcava precisamente 8h22 da noite de segunda-feira quando cheguei ao Petiskin e toda as mesas estavam ocupadas: tanto as da calçada como as do salão. Sobrou apenas o “carretel”, conforme me indicou a garçonete, que na verdade eram dois desses carreteis de cabos elétricos que empilhados, faziam a função de balcão, no meio-fio mesmo.

Olha, fiquei contente por ver um bar cheio em plena segunda-feira!

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Enquanto esperava por uma mesa, tomei uma cerveja ali mesmo. Fiquei observando as lousinhas penduradas nas paredes e numa árvore em frente ao bar e percebi que a especialidade da casa são os pratos e petiscos com frutos do mar: moqueca e bobó de camarão (para duas pessoas, 115,90 cada um), casquinha de frutos do mar (24 reais a unidade) e os bons pasteizinhos de camarão (27 reais a porção dos 6 unidades) chamaram minha atenção entre outras receitas.

Para beber há de tudo um pouco: cervejas (Heineken, 13 reais), uns 15 rótulos de cachaça (a Solar, de Parati, por exemplo, sai a 15 reais a dose) e drinques. Eu pedi uma caipirinha (19,50), que veio com pouco gelo, mas pedi mais à garçonete, que me trouxe prontamente e pude dar um upgrade no meu próprio copo.

No fim das conta, foi uma segunda-feira, vamos dizer, de primeira!

Petiskin do Bob. Rua Miranda de Azevedo, 658, Pompeia.

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Conexão Floripa-Perdizes

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Fotos meia-boca: Miguel Icassatti

Você deve conhecer o Bar das Batidas, em Pinheiros. Talvez não por esse nome, mas se eu disser que ele fica atrás da Igreja de Nossa Senhora do MontSerrat e que, por isso, é conhecido por um apelido que presta uma, ahnnn, digamos, homenagem ao padre, vai se lembrar de qual bar estou falando?

Pois bem, não vamos falar dele, mas de um outro bar que fica também atrás de uma igreja, no caso da Igreja de São Geraldo das Perdizes, que por sua vez está instalada no Largo Padre Péricles.

Eu estou falando do Armazém Garnizé, um boteco que foi inaugurado no fim de 2017 e que vem atraindo um público meio no boca a boca, gente da região, jornalistas, hipsters.

Tem um ambiente sem muita firula, bem alternativo, com balcão de cimento queimado, paredes com reboco do azulejo.

Ele pertence a um casal que veio de Santa Catarina e tem como destaque uma boa carta de cervejas artesanais e especiais sobretudo brasileiras, que varia de tempos em tempos.

Sempre estão disponíveis pelo menos uma ou duas opções de chope – o Coruja Pilsen, do Rio Grande do Sul sai a 14 reais, por exemplo – e várias ervejas em garrafa e lata e dos mais diferentes estilos: além da Pilsen tem as India Pale Ale (IPA) e a American Pale Ale (APA), que são mais amargas, entre outras.

As gaúchas – não por acaso, no Brasil há cerca de 680 microcervejarias e o estado do estado do Rio Grande do Sul é o campeão, com cerca de 150 delas – acabam por se destacar. A Tupiniquim sai a 23 reais e a Clementina a 27 reais.

Há apenas três, poucas mas boas opções de cachaça: as catarinenses Byllard (7 reais a dose) e Imperador (17 reais a dose), além da mineira Porto do Viana (15 reais a dose).

A cozinha, que fica num canto do salão, tem dez opões de petiscos, duas de sanduíche e três de tábuas de queijos e embutidos.

Gostei bastante da porção de tulipa de frango com molhos de pimenta e de iogurte e ervas finas. Sai 30 reais e vem bem servida.

Entre os sanduíches, o de pernil custa 18 reais e é bem gostoso.

Armazém Garnizé. Largo Padre Péricles, 110 (ali na divisa entre Perdizes e Barra Funda).

St. Patrick’s Day e a Cultura de Boteco

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O 1º St. Patrick’s Day Cultura de Boteco terá 6 bares clássicos no sábado, 17 de março. Além dos petiscos, haverá o tradicional chope verde da Cervejaria Paulistânia e três bandas vão se apresentar ao vivo / Fotos: divulgação

 

Para celebrar o St. Patrick’s Day (17 de março) à moda da botecagem paulistana, a Sociedade Paulista de Cultura de Boteco reúne 6 botecos e 3 bandas de rock num festival gastromusical. A festa acontece no sábado, 17 de março, na Unibes Cultural, bem ao lado do metrô Sumaré.

A irreverência – por juntar a tradicional festa irlandesa à gastronomia dos Botecos paulistanos – é o grande destaque, com a venda de petiscos e diferentes estilos de chope Paulistânia para harmonizar: pilsen, IPA, red ale, stout, .

Originalmente, o St. Patrick’s Day homenageia São Patrício, padroeiro católico da Irlanda e da Nigéria. Nascido no ano de 385, em local desconhecido, ele tornou-se sacerdote, bispo e criou escolas, igrejas e monastérios na Irlanda. Morreu em 461. Até os anos 1970, os pubs irlandeses ficavam fechados nesse dia, em virtude também da quaresma. Mas a tradição foi rompida pouco a pouco e hoje o St. Patrick’s Day é um evento de alcance mundial, com festividades marcantes em países de língua inglesa.

Além da presença de 5 botecos consagrados da capital – Academia da Gula, Bar do Magrão, Elídio Bar, Rota do Acarajé e Veloso – , o evento contará também com a Linguiçaria Real Bragança, que é fornecedora de embutidos artesanais para casas como Comedoria Gonzales e Pobre Juan.

A partir das 14h começam os shows. Pela ordem apresentam-se as bandas Acústico Plugado (14h), Full Battery e (16h) e Electric Pepper (18h).

Todos os petiscos e receitas estarão à venda por valores entre R$ 5,00 e R$ 25,00.

A camiseta-convite que dá acesso ao evento custa R$ 40,00 e já pode ser adquirida pelo site www.sympla.com.br ou nos botecos participantes. O primeiro chope é cortesia.

Confira o cardápio do 1º St. Patrick’s Day Cultura de Boteco:

Academia da Gula: bifanas; bolinho de bacalhau; pastelzinho misto; doces portugueses

Bar do Magrão: bolinho de parmesão

Elídio Bar: bolinho do Elídio (carne com parmesão); bolinho de carne seca com abóbora

Linguiçaria Real Bragança: lanche de linguiça de Bragança; porção de linguiça; pastrami

Rota do Acarajé: mini-acarajé de mão recheado com vatapá e camarão seco defumado; casquinha de siri; bolo de manteiga de garrafa

Veloso: coxinha

SERVIÇO:

St. Patrick’s Day Cultura de Boteco – 17 de março, sábado
Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré (linha verde)
Sábado, 17 de março, das 12h às 21h
Camiseta convite: R$ 40,00 (www.sympla.com.br ou nos botecos; 1º chope grátis)

Shows:
15h: Acústico Plugado (pop e rock)
17h: Full Battery (classic rock)
19h: Electric Pepper (blues, soul, Motown, classic rock)

 

 

Eu, mala

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Vinho bom e barato no Canaille / Foto: Miguel Icassatti

Sabe aquele tipo de freguês que garçom adora? Aquele que chega assim e pede: “ô, chefia, sabe esse filé aperitivo com alho’? Então, dá pra trocar o alho por cebola?”

Pois é, eu confesso, às vezes encarno essa figura. Não é sempre, mas dia desses encarnei, e num bar que eu gosto bastante, o Canaille, em Pinheiros.

Mas eu acho que tive lá minha razão.

O Canaille é um bar-restaurante bem charmosinho, com uma varanda gostosa e que tem uma boa carta de vinhos, com cerca de 80 rótulos, e a preços bem convidativos – inclusive opções em taça, para quem não quiser pedir uma garrafa. Tem várias opções abaixo de 100 reais, por 55, por aí. Eu pedi um rosézinho, francês, por 89, se não me engano.

Pois bem, cheguei lá com Camila e dessa vez eu queria provar algo diferente daquilo que costumo pedir sempre, que é o bom cheesesalada da casa com maionese de bacon, acompanhado de batata rústica e que custa R$ 28.

Percorri o cardápio e falei: “bom, vou pedir essa coxa e sobrecoxa de frango marinada” (R$ 25) . O problema, pra mim, é que esse prato vem acompanhado de uma porção de arroz. Eu achei que esse acompanhamento não tinha nada a ver, era bem sem graça, e perguntei à garçonete, tadinha, se eu poderia trocar o arroz, por exemplo, por algumas batatas rústicas.

Ela foi à cozinha e voltou dizendo que não dava, mas que poderia ser trocada por deliciosos… legumes.

Pô, confesso que fiquei #chatiado e desencanei do frango. Acabei voltando para o hambúrguer mesmo. E, pra falar a verdade, não me arrependi. Estava bom, embora um pouquinho acima do ponto que pedi, mal-passado.

Ao contrário, me acalmei e parti pra sobremesa. Se não me engano, um bolo com sorvete de abacaxi. Até me animei e pedi uma dose de cachaça, Nega Fulô, pra acompanhar. Mas aí, o doce veio com sorvete de… chocolate.

Fiquei confuso, perguntei pra garçonete se eu havia pedido a sobremesa certa, e ela me disse, que de fato, havia acabado o sorvete que eu havia pedido e a cozinha mandou o de chocolate.

Era a hora de eu me vingar e dizer: “Tá veeendo? O freguês é chato mas a cozinha também dá suas pisadas”.

Na verdade, na hora da conta, a casa até me ofereceu a sobremesa como cortesia, mas eu estava numa boa, com a minha gatinha, a noite tinha sido gostosa e recusei a oferta.

Pensei bem, e concluí que é melhor se lambuzar de chocolate do que descascar abacaxi.

Canaille Bar. Rua Cristiano Viana, 390, Pinheiros.