Wall Street bar, em baixa

foto: Alexandre Battibugli

 

Sábado à noite fui a um aniversário no Wall Street, bar aberto em dezembro de 2009 no Itaim Bibi e que copia o estilo de casas gringas, como o o alemão DAX-Bierbörse, sobre o qual escrevi neste blog em agosto de 2007, e endereços de Barcelona e Tóquio.

A ideia é fazer o cliente pagar pelas bebidas de acordo com a oscilação das vendas. Como acontece com as ações nas bolsas de valores. Ou seja, se houver muita procura o preço sobe. Pouca demanda, ele cai.  

Em cada uma das mesas há uma tela touch screen em que é possível verificar os itens do cardápio e a cotação das bebidas. Para fazer o pedido, basta passar o cartão de consumação – R$ 15,00 para mulheres e R$ 30,00 para homens – no sensor ao lado da tela. Em minutos, o garçom trará os petiscos e drinques.

Essa forma de serviço é uma boa sacada, mas apresenta lá suas falhas – prefiro acreditar que a culpa pelas confusões ocorridas é do software. Primeiro, uma das pessoas que me acompanhavam pediu uma caipirinha de saquê com frutas vermelhas. Veio com pinga… Comandei uma latinha de Coca-Cola e à minha frente foi colocada outra de água tônica… Será que o barulho e a péssima acústica confundiram até os miolos do software?

A julgar pelo movimento – os dois pisos estavam lotados e havia espera por mesas –, o bar tem estado em alta. Uma moçada na faixa dos 20 e poucos anos domina o cenário. E não parece se importar com o que sai da cozinha, que é pouco inspirada, como pude aferir ao pedir um sanduba de filé-mignon com queijo, pão murcho e carne fora do ponto. Por sorte, a Serramalte, uma de minhas cervejas prediletas, manteve-se em baixa a noite toda. Em vez de pagar R$ 7,90 pela garrafa, desembolsei R$ 6,58, já que àquela hora estava em baixa de 16,71%.

Se eu estivesse sedento, porém, por uma Stella Artois, teria de pagar R$ 29,22 pela garrafa de 985 mililitros, pois ficou boa parte da noite 32,82% acima do preço normal.

Você pagaria? Nem eu. Nem Gordon Gekko.

Wall Street. Rua Jerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi, tel. (11) 3873-6922.

5 thoughts on “Wall Street bar, em baixa

  1. Meus amigos e Eu nunca fomos tão maltratados num bar.
    Péssimo staff – dos seguranças ao gerente : extremamente grossos e despreparados para atender o publico. Qualquer boteco de esquina tem um atendimento melhor. NAO VALE A PENA PERDER PERDER SEU TEMPO E DINHEIRO.

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  2. Gosto muito deste bar. Nunca tive problemas e sempre fui muito bem recebido. Parece que os donos já corrigiram o problema da acustica. Ficou muito melhor mesmo…

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  3. Estive no bar sábado 27/02/2011 e fui muito bem recebido. Os garcons foram atenciosos, me explicaram o funcionamento do sistema da casa. Peguei as bebidas com o preço em baixa e acabei “lucrando”. Experimentei uma bolinha de queijo que com certeza vou voltar para repetir. Só tinha gente bonita. Gostei muito!

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